segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

parvoíces

No trabalho andava tudo com o pingo no nariz, ora constipados, ora com alergia e eu como sou um bom samaritano, lembrei-me de ir buscar papel (de limpar as mãos, áspero portanto) para assoar as minhas colegas, como se faz com os miúdos pequenos. 

Cheguei ao pé da colega com quem tenho mais confiança, e apanhada de surpresa não teve como fugir. Enfiei-lhe o papel de limpar as mãos no nariz e disse: "força, vamos lá assoar como deve de ser, cutchi cutchi, cutchi". 

Risada geral. 

Depois, como a colega do lado "ficou com inveja", fui buscar mais papel e repeti o procedimento. Como somos quatro aqui na sala, para ninguém ficar a pensar "que eu gosto mais de umas que de outras", resolvi "assoar" a pessoa que faltava e lá vou eu novamente buscar papel. Como ela percebeu, começou aos berros a dizer que não queria, mas eu como tenho mais força, lá a obriguei a "assoar-se". Contudo, devido à dificuldade desta última participação, além de conseguir realizar o meu intento, tirei-lhe o bâton que ela tinha nos lábios, ao que ela diz: 

- És tão, mas tão estúpido. E agora? Fiquei sem bâton nos lábios. 

E eu com um ar confiante respondi: 

- Não és nenhuma mulher da vida para andares com essas coisas nos lábios.

Fez-se silêncio. 

E depois demos gargalhadas como se não houvesse amanhã. 

O que vale é que elas me curtem, caso contrário já tinha voado pela janela. 

2 comentários:

Podem comentar, que eu deixo. Vale tudo, menos ofender. Ok? E estar vivo é o contrário de estar morto - Lili Forever.