Ponderei, se haveria
de responder ao comentário, que me fizeram neste singelo espaço, ou em
alternativa, dedicar uma publicação ao mesmo. Acabei por optar pela última
hipótese.
Primeiro devo dizer que não me acho melhor que ninguém (essa
fase ficou perdida lá no tempo em que era parvo. Não que hoje, não seja
eventualmente parvo, mas sou um parvo diferente) e como tal, as criticas que
eventualmente faço… faço-as com o intuito de provocar em mim, uma análise com o
objetivo de perceber se também padeço dessa maleita, e se assim for, como
posso melhorar como pessoa.
Depois, o afastamento. Vários motivos. Várias
razões. Não é só por ter reatado o namoro. Foi também porque me carregaram com
mais trabalho, no trabalho habitual, já por si chato e desgastante. Depois
também, porque tenho um part-time que me ocupa as tardes e noites, e
finalmente, a motivação para fazer coisas. Ou melhor a desmotivação. Corpo que
não descansa, cede. E o cérebro, sem se desligar de vez em quando, deixa de ser
imaginativo. E quem me conhece, sabe que adoro ser original, diferente e fazer
coisas por impulso, que surgem enquanto pisco os olhos. E como corolário disto
tudo, ter que formatar o computador e reinstalar tudo, também ajudou a quebrar
o ritmo. É claro que se houve um afastamento, também não houve nenhuma
aproximação. Sempre estive à beira de um correio eletrónico, de uma chamada,
de uma mensagem, e tirando alguns “bloggers” – “e anónimos” - com quem troco
e-mails, mensagens de “whatsapp” ou mensagens pelo “Facebook”, que podem ter
eventualmente algum “queixume”, pela demora na resposta, julgo que mais ninguém
terá legitimidade na reclamação, até porque, sempre estive disponível. Afastado
do blogue? Sim, mas não afastado de quem quisesse. E já se sabe, que uma
amizade é trabalhada pelos interessados e que para dançar o tango são precisos
dois. Como tal, a crítica será sempre dupla e não pode morrer apenas numa das
margens.
Agora traçando um
paralelismo entre a publicação, onde critiquei uma amiga, e o meu afastamento do
blogue. Não me parece, face ao exposto, que as situações sejam similares. Não
só pelo tempo da “relação”, como pelo “grau de intimidade”, quer ainda pelos
dramas passados em conjunto. A “tal amiga” que se afastou, faz sempre isso
quando arranja alguém. E não foi por falta de tentativas da minha parte, ou do
nosso grupo de amigos, que a amizade ganhou uma cor estranha. De todos os
convites formulados aceitava menos de 10%. E nestas coisas já se sabe: uma
amizade é cuidada pelos dois lados, e que para dançar o tango são precisos dois.
Portanto caro menino/miúdo/rapaz/senhor (riscar o que não
interessa), reconheço-lhe alguma razão na crítica que me fez, pese embora
considerar, que estamos a falar de coisas diferentes. Lisboa não é Ankara,
apesar de serem ambas capitais de países. E sempre poderia ter enviado um
e-mail a perguntar, ou a criticar, aqui para o “menino” que “este” teria todo o
gosto em lhe responder (já agora aproveito a oportunidade de agradecer ao Hugo, o e-mail enviado!).