quinta-feira, 20 de agosto de 2015

desafios

 Lembrei-me agora: podíamos eleger o bloguer solteiro mais sexy. Assim a imitar a iniciativa do Correio da Manhã. Ou se calhar fico quieto e vou mas é de férias.

dos afectos

 Nas minhas aventuras do Mirc conheci imenso bis, gays, heteros curiosos, casados, solteiros, viúvos, homens de todas as formas e feitios. Não utilizava o programa para procurar sexo, mas para conhecer pessoas que também achassem "piada" ao corpo masculino. Passei pelas fases do hetero curioso, do bi e acabei no gay - aliás como já contei. Aliadas a estas dúvidas existenciais, o facto de não gostar muito de contacto físico com outras pessoas, e de ser tímido, impelia-me a ficar dentro da minha caixa e ir vivendo com a ideia que num futuro próximo tudo iria mudar, iria viajar para a gaylândia e seria muito feliz. 

 Num destes processos de conhecimento, marquei um café no Parque das Nações (era o meu sítio de eleição: desafogado, com algumas pessoas e com espaço suficiente para fugir) com um casal de "amigos virtuais" gays, que tinha conhecido no canal #gay. Um deles era de Vila Franca de Xira, o outro não me lembro - mas acho que se chamava Marco. Um magrinho, outro gordinho, os dois com óculos vieram ter comigo numa tarde de sábado. Bebemos café junto ao rio e a meio da nossa tertúlia eles resolveram dar as mãos. Veio a empregada perguntar se queríamos mais alguma coisa (e que se estava bem a lixar para nós) e eu fiquei em pânico. "Será que os viu?", "O que ficou a pensar", "Olho para trás a ver se alguém viu?" - eram as muitas perguntas que me enterraram naquele momento. Acho que fiquei mais vermelho que um tomate. 

 Naquela altura vivia mal com essa situação. Com os afectos. E com afectos gays ainda pior. Não sei. Achava estranho. Pelo menos não me sentia à vontade. E para quem gosta de ser invisível, esta situação é incomoda. É difícil de gerir e uma mudança é sempre muito resistente. Mas as pessoas crescem. Evoluem e mudam de opinião. E o beijo na boca, que o Alexandre me deu em 2005 na estação de metro do Saldanha, ajudou-me a passar a fronteira. 

humor

Não gosto de falsos moralistas e não gosto de virgens ofendidas. Não gosto de pessoas que adoram dar lições de moral e que acham que têm o direito a exigir a alguém o que quer que seja. Ou melhor, que exijam que não façam "posts cómicos" sobre determinado assunto. A comédia, o fazer rir, o ter piada ou escrever uma graçola poderá muitas vezes colidir com aquilo que achamos ser demasiado sagrado para ser alvo de uma brincadeira. Aliás, muitas vezes as pessoas perguntam qual é o "limite do humor"? O Ricardo Araújo Pereira respondeu a essa questão num programa da televisão brasileira (da SBT, julgo eu), e eu concordo com ele. Se vamos começar a impor barreiras, qualquer dia não podemos dizer/escrever nada. Não éramos todos Charlie? Ou já deixámos de o ser?

Eu sei que é difícil ter poder de encaixe. Eu muitas vezes não o tenho. Portanto eu sou o primeiro a apontar-me o dedo e também sou o primeiro a gozar comigo. Vejo a vida nesse sentido. Vejo a vida como uma brincadeira gigante, não me coibindo porém, de chorar quando preciso, ou de achar uma piada de mau gosto quando não gosto de uma graçola. Mas isso não quer dizer que eu tenha o direito de entrar num blogue cómico, que goza em primeiro plano com ele e com os seus relacionamentos, com o objectivo de "apelar" a que "não brinquem com coisas sérias". Eu sei que que é difícil lidar com a crítica, mas não é porque uma pessoa é gay, que eu tenho necessariamente de concordar com ela, ou que lhe tenha que achar piada ou que tenha que lhe dar palmadinhas nas costas a dizer "continua que estás no caminho certo". 

Aborrece-me que pessoas que agora acordaram para a vida se achem os paulatinos dos direitos lgbti. Eu sei que não sou ninguém e sei também que pouco ou nada contribuí para esses direitos. Bem sei ainda, que devo reconhecer quem o faz e que quem dá a cara demonstra uma grande coragem. Mas vamos lá ver, isso não dá o direito a ninguém de se achar superior a ninguém ou de querer mudar a linha editorial de um blogue porque agora acha que é alguém. Calma. Calma com o andor. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Temos que perceber qual é o nosso lugar no mundo e temos que perceber que temos que viver com as opiniões dos outros. E com os haters (eu também tenho alguns, deixem lá). Portanto, deixem-se mas é de merdas para terem publicidade gratuita, e ganhem juízo. 

o menino do terceiro

Já há muito tempo que não o via, mas continua giro - acabei por passar por ele na entrada do edifício. Como não houve tempo para um aperto de mão, apenas disse bom dia, sendo que ele ainda assim conseguiu pôr a mão no meu peito e perguntar: "estão, está tudo bem"? 

Adoro estes cumprimentos "à hetero".

jogo do "eu nunca" - #003

 Nunca fui para as dunas de uma praia espreitar outras pessoas no engate e/ou a dar uma trancada.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

campanhas doces

Mark, tu pediste. Agora não te podes queixar (LOL). E estou só a brincar, ok? :P

Fonte: Namorado

estatísticas

Um dia irei conquistar o mundo.

 Já faltou mais.

Fonte: GOOGLE ANALYTICS


Aproveito para agradecer ao meu visitante das Ilhas Reunião: Obrigado pah!

férias

 Assim, e de forma meio aldrabada, comunico que faltam 2 dias para ir de férias. Só voltarei ao blogue no dia 1 de Setembro. Confessem lá: estão mortinhos que vá, certo? Faço ideia. Já deve estar tudo com o champanhe no frigorífico para comemorar a minha ida. Eu faço ideia dos confetis (confetis? Fogo de artifício) que vão ser lançados por este Portugal (Portugal??? Mundo!!!!) afora! Até deve haver uma festa no Trumps na sexta-feira para celebrar a data. Mas descansem enquanto podem, porque voltarei com a força toda. Depois nem o Halibut vos safa. 

mau feitio

Yeap. Hoje estou com muito mau feitio. Portanto vou tentar acalmar-me antes que mande alguém apanhar na anilha. Quer dizer, depende a quem o diga, se calhar ainda oiço "primeiros!!!!!!". 

"Pronto. Cala-te já. Xiu. Não abre mais a boca. Quieto. Sossegadito. Finge de morto, vá". 

harvey milk

 Eu acho que as pessoas estão a inverter conceitos porque estão um bocadinho baralhadas e a comparar aquilo que não é comparável. Temos que perceber o nosso lugar e perceber também, que a "estrada da beira" não é a mesma coisa que a "beira da estrada"

constatações

 Ao invés do "o Porreiro" gostava de ser "o Cabrão", porque talvez assim as pessoas não abusassem tanto. 

amizades

 Recebi agora um convite de amizade da Costa da Caparica. E tu Nova Iorque, estás à espera do quê?

terça-feira, 18 de agosto de 2015

namorado & amigo blogger

E tudo por causa deste post.

Fonte: Namorado

homofobia

A histeria colectiva dos últimos dias, sobre o vídeos dos miúdos passear de mão dada pelas ruas de Lisboa estava a começar a diminuir, quando alguém lhes resolveu escrever na porta “gays” e um lindo “smile”, a azul. A minha opinião sobre o assunto dos vídeos e afins é sobejamente conhecida, mas R-E-C-O-N-H-E-Ç-O que os miúdos ao dar a cara, estão a ajudar muita gente por esse mundo fora, que vive envergonhado do que é.  

Já se sabe que uma exposição, mais ou menos mediática, traz consigo coisas menos boas e exige sempre a possibilidade (bem real) de ganharmos uns “haters” só porque sim, sendo que neste caso não se aplica um "bem feita” ou um “eu bem te avisei”. Não. Muito pelo contrário. Neste caso condena-se o A-N-O-R-M-A-L (ou anormais) que perderam o seu tempo a escrever “gays” com um “smile” adicional na porta de uma habitação. Esta atitude claramente homofóbica demonstra que Lisboa (afinal afinal) não é um paraíso para os homossexuais. Para quem vive na capitaql sabe que é assim. Quantos olhares, ou “bocas”, já não recebemos (já recebi algumas) só porque as pessoas “acham” que somos gays. Aliás, dizer “és um grande paneleiro” surge como uma ofensa das mais severas, porque a sociedade ainda acha que é uma coisa muito má. Que é ser criminoso e nas almas mais transtornadas quer dizer que uma pessoa é “pedófila” – mesmo dizendo as estatísticas que esta “coisa” hedionda ocorre com mais frequência no universo heterossexual.

Também existe a “corrente”, de que o vídeo que se tornou viral, mais do que um acção activista, acabou por ser uma promoção ao casal em causa, contribuindo assim para a sua valorização enquanto “produto”. Mesmo seja esta a intenção (e cada um compra o que quer) N-A-D-A justifica “pessoínhas” cobardes (que têm problemas em viver em comunidade), deslocarem-se a uma habitação de um casal e escrever o que escreveram, com um objectivo claro de intimidação. Aos visados só posso dizer “coragem” e que não percam a sua dignidade porque esses cobardes não merecem esse destaque.  

amigos

 Deram-me a ideia de escrever um texto sobre amizades gays. Ou melhor, como se podem fazer amigos na “comunidade”. Eu acho que perguntaram à pessoa errada, porque vamos ver… não sou o sujeito mais indicado para falar de relacionamentos (sejam eles de que índole for). Sempre fui uma pessoa bastante carente (afetivamente falando) e sempre me senti um incompreendido. Admito que muitas vezes a culpa é minha porque acho que os relacionamentos devem ser de determinada maneira e na realidade não o são. Ou seja, espero atitudes X da pessoa Y e fico lixado porque a pessoa Y não manifesta atitudes X. Mas como em tudo na vida, não podemos exigir aos outros aquilo que eles não estão dispostos a dar.

Assim e para não correr o risco de escrever um texto cheio de considerações que apenas funcionam/funcionaram comigo (e portanto seria quase inútil), “apresento-vos” os meus amigos gays. E como não são eles que escrevem este blogue e para garantir a privacidade dos mesmos, recorri a alcunhas e “escalonei-os” alfabeticamente – para depois não me cobrarem porque uns são mais amigos que outros (mas efetivamente tenho mais confiança com uns do que com outros – o que é natural).

o bloguer: Há boas surpresas na blogosfera. Este “cromo” conheci-o através do meu outro blogue que fazia referências ao “paraíso”. Já não sei quem mandou o primeiro e-mail, mas sei que a trocámos imensos e-mails depois disso. Embora a curiosidade tenha sido alguma para saber quem estava por trás da máquina, só muito tempo depois é que nos conhecemos ao vivo (e a cores), numa noite, no À margem em Belém (Lisboa). Não estamos juntos muitas vezes, não saímos muitas vezes (pouco ou nada seria mais rigoroso) mas estamos “presentes”. Eu estou sempre disponível e estou à distância de uma chamada, mensagem, e-mail, chat, etc, e sei que ele também o está. Gosto muito dele – mesmo muito, e com os seus gestos de carinho que ele tem para comigo demonstra-me a sua sinceridade. O postal de natal que me manda sempre também é um gesto delicioso.

O outro bloguer: Da outra vez estive para lhe mandar uma mensagem do género: “Olha, afinal o que somos? Como fica o nosso relacionamento? Será que nos podemos considerar amigos?”
Depressa desisti da ideia porque me senti um puto a pedir atenção. Conheço-o há pouco tempo, sendo que trocámos imensos e-mails numa fase chata da minha vida (2013/2014) e ele revelou-se um tipo porreiro. Inicialmente achava-o com a mania, porque interagia pouco na blogosfera, mas depois percebi que afinal ele tem muito para dar e está sempre disponível quando preciso de desabafar. Pronto, talvez tenha um bocadinho da mania (lolololol), mas é muito simpático e é daquelas pessoas com quem tu consegues falar sem medos.

o CP: O meu amigo mais internacional. Conheci-o através do Mano e gosto muito dele, embora só o veja quando o Rei faz anos. O carinho que ele mostra por mim é muito grande e é super divertido. Aliás, por vezes até me sinto mal porque não consigo “devolver” tudo aquilo que ele me dá.

o FN: Um dos amigos que veio com o pacote “namorado”. Um dos amigos a quem conto muitas coisas (qualquer coisa sobre mim é favor perguntar-lhe) e de quem gosto muito. Podia falar tanto sobre ele, mas já escrevi muitas coisas “about” noutros posts que não vale a pena voltar a “bater no ceguinho”.

o Madeirense: Conheci-o no gaydar (afinal tenho uma amizade feita por lá, ufa!) embora já o conhecesse do Mirc. Ele odiava-me (porque eu era um bocadinho chato, confesso) mas depois do afastamento que houve entre o tempo do Mirc e o gaydar marcámos um encontro no Parque das Nações. Houve empatia. No fim do café disse-lhe “não sei se te lembras, mas já nos “conhecíamos” do Mirc e sempre recusaste um encontro ao vivo comigo” ao que ele me respondeu “eras muito chato, sempre a convidar para cafés e isso faz uma pessoa perder o interesse” (#ficaadica). Ficámos mesmo amigos e gosto muito dele. Entretanto a relação esfriou porque ele trocou Lisboa pelo Funchal, mas quando ele passa por cá convida-me sempre para um café.

o Mano: Conheci-o em 2001/2002 no Mirc. Conversávamos muitas vezes online nos chats e ao início não gostei muito dele. Só nos conhecemos ao vivo em 2004 e a nossa amizade só cresceu a partir daí. Hoje em dia é um dos meus melhores amigos e sabe coisas de mim que quase ninguém sabe. Apesar do nosso contacto não ser diário (porque estamos longe), quando nos encontramos parece que nos vimos “ontem”.

o NA: Conheci-o no Mirc quando eu tinha um nick “proc_namorado”. Com a vida percebi que os namorados não se encontram, mas isso agora é outro assunto. Ele achou piada ao meu nick e meteu conversa comigo para me dar “lições de moral”. Conversámos, combinámos ir ao cinema e ficámos amigos. É um tipo de amigo que quando namora, só se lembra de mim quando precisa, mas vai mandando sms’s a perguntar como estou e a dizer que “temos de combinar um café” - mas que nunca acontece. Quando está solteiro fazemos mais coisas, mas ainda assim é um puto que eu gosto muito e com quem desabafo (e ele faz o mesmo comigo).

o NFN: O namorado do FN. É um puto que gosto muito, que tem mau feitio. Ou melhor, tem um feitio parecido com o meu (LOL).

o P: Veio também com o pacote “namorado”. Não é uma pessoa fácil, mas o carinho que ele mostra por mim conquista-me. Diria mais que é um amigo da noite, porque só consigo estar com ele se disser “Trumps” (mentira: também consigo estar com ele durante o dia se disser “praia”). Mas lembra-se sempre de mim, no Natal e nos anos.

o PT: É meu vizinho e já fomos grandessssss amigos. Entretanto ele começou a namorar e afastou-se. Arranjou outro grupo de amigos e só falamos muito esporadicamente - embora estejamos muito perto um do outro. Foi-me apresentado pelo Madeirense.


 E conheço muito mais pessoas de quem gosto, que não falo aqui porque ainda estou em processo de evolução no relacionamento, o que não quer dizer porém, que fiquem atrás (ou à frente) destes que escrevi.



 E assim em jeito de balanço: um pelo gaydar, alguns pelo blogue, uns quantos pelo Mirc e muitos através de outras pessoas. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

conversas

 Diz que o karma é tramado, principalmente quando estamos na esplanada a falar mal/gozar/brincar do/com o namorado de uma colega nossa, onde afirmamos que ele tem "piadas à trolha" e ela está apenas a duas mesas de distância. 

#maisvalecairemgraçadoqueserengraçado

anúncio

Vende-se Dou colegas de trabalho muito chatas com pouca vontade de trabalhar. 

domingo, 16 de agosto de 2015

parvoíces

 Não. Não. Não. Andares aos saltos pela casa a dançar não é uma boa ideia. Pára quieto. Já. Imediatamente. Agora. Depois queixa-te do pé.