quinta-feira, 18 de agosto de 2016

bonés há muitos, seu palerma

Estou no café com colegas de trabalho. O café não está cheio. Uma das minhas colegas diz que tem uma anedota para contar. Como é uma senhora que não diz asneiras, fico tranquilo. Aliás, acho que não haverá mal nenhum. Até ela começar: 

"Um agricultor tem uma seara. E vai ao Ministério da Agricultura pedir um subsídio para uma colheita de conas."

Pronto. Afinal tem mal. Olho em volta para ver se alguém ouviu, faço um olhar inquisidor, mas isso não a demoveu e ela continuou sem medos. 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

quinta-feira, 21 de julho de 2016

bonés há muitos, seu palerma

Tinha umas análises para fazer, e tinha que fazer xixi para um frasco. Mentalizei-me no dia anterior, coloquei o recipiente num local estratégico para não me esquecer do que tinha para fazer e fui dormir. 

No dia seguinte acordei banzado. O candeeiro estava avariado, pelo que, meio a dormir, (com um olho aberto e outro fechado - sem outras considerações s.f.f.), arrastei-me para a casa de banho. Abeirei-me da sanita, e como estava aflitinho, despeguei tudo o que tinha para despejar, e senti-me super aliviado. Ainda estava a comemorar esta sensação, quando exclamei alto:

- F-O-D-A-S-S-E. Devia ter mijado para dentro do frasco! DASS!


Desesperei. Pensei. Não queria ir noutro dia, porque já tinha programado para ir naquele. Tinha que ir hoje. Sem falta. Pensei no que poderia fazer. Sentei-me na sanita a ver se a "vontade vinha". Nada. Rien de rien. Levantei-me. Comecei a andar pela casa a fazer sons para ver se conseguia "motivar-me". Novamente... nada. Só pensava, "dass, no trabalho estou de 10 em 10 minutos na casa de banho a mijar, e agora não consigo". Mas o corpo não me obedecia. Pensei. Fui tomar banho. "Se esperar uma hora, vou ter vontade", convenci-me. Mas não tive. Entrei no carro. Fui o caminho todo até à clínica, a repetir "xiiiiii xiiii xiiiiii", mas o raio da bexiga não queria trabalhar. E eu só pensava "estou lixado e vou ter que voltar noutro dia". Entrei na clínica. Fui atendido. Perguntara-me:

- Trouxe a urina? 


Não. Não trouxe. Obviamente que não trouxe. "Tome lá um tubinho e vá ali à casa de banho", disseram-me carinhosamente. Bebi três copos de água a ver se a coisa ia. Não foi. Esperei. E quando estava a desesperar, tive vontade. Enchi o frasco. Sacudi o instrumento, coloquei-me composto e saí orgulhoso do meu feito. Fui fazer análises. Quando estava à espera de ser novamente chamado, tive uma vontade incontrolável de fazer novamente xixi, mas a casa de banho estava longe e tive que me apertar. Mas nestes momentos já se sabe... acontece de tudo. Para variar, houve um problema qualquer e o enfermeiro demorou 30 minutos a atender o primeiro cliente. Eu era o sexto. Apertei-me. 

Finalmente quando me despachei, corri novamente para a casa de banho e "soltei-me"Parecia que tinham aberto as comportas de uma barragem e eu só pensava "dass, só agora é que tive vontade". Tinham passado 3 horas. Mas lá está, um homem não  "alivia" quando quer. 

E depois de escrever isto, fiquei com vontade de ir à casa de banho. Fui. 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

pessoal e intransmissível

Os outros esperam sempre que eu seja algo. Da mesma forma, que a sociedade exige que alguém seja alguma coisa. Tem que se ter uma religião, tem que se revelar uma orientação sexual, um pensamento político, uma ideia, um comportamento, um ódio, uma vontade qualquer. Tem que existir uma ficha personalizada e detalhada que permita estabelecer correlações e "gostos em comum". Ou então, pretende-se apenas saber com o que se pode contar, ou dizer, engolindo as opiniões próprias com medo de sofrer alguma represália a montante. Seja o que for, as pessoas gostam de etiquetar pessoas. 

Todos aqueles que não gostam de mostrar despudoradamente essas questões, não são colocados de parte pela sociedade - muito pelo contrário - mas sim, bombardeados com questões de modo a apurar os "dados em falta"Se algumas colegas minhas acreditam que sou hetero, e passam o dia a ordenar-me que tenho de arranjar uma namorada (mesmo depois de eu afirmar, na brincadeira, que ia para a cama com o chefe para ter benesses), e se a minha mãe reza todos os dias para eu "não gostar de homens e arranje uma rapariguinha que me aceite como sou", sinto-me sempre na obrigação de me colocar sobre algum título. Seja neste campo, seja noutro qualquer. 

Normalmente, de todos os exemplos que apresentei, aquele que sobressai é sem dúvida, a componente política. Ou seja, todos os dias sem excepção, sou chamado de "comuna" (mesmo que não o seja, e também mesmo que o fosse, ninguém tinha nada a ver com isso). Quando me chamam isso, porque a minha linha de pensamento toca a "solidariedade" e não a "caridade", apenas encolho os ombros. Da mesma forma que considero que não tenho que dizer que sou gay, também acho que não tenho que dizer se sou "comuna" ou deixo de ser "comuna". Ou se sou católico ou deixo de ser católico. Ou se gosto de sexo ou não. Portanto, quando quando digo "mas olha que não sou comunista", levo logo com um "mas és o quê?", porque tenho que ser sempre qualquer coisa. 

As pessoas apenas têm que saber aquilo que eu quero contar (ponto final). Bem sei que "isso" não chega, porque a maior parte da malta quer "saber". Saber porque sim. A malta parece que não consegue processar uma pessoa sem ter tudo "preto no branco", sendo que não pode existir um meio termo. Uma pessoa, ou é gay, ou é hetero. Ou é de esquerda ou de direita. Ou é a favor ou contra. E se uma pessoa diz a outra "dava-te uma trancada" como elogio, é uma puta. Todos temos etiquetas. E se estes pormenores fazem falta para as análises forenses que cada um faz, não deixa de ser verdade também, que muitas das vezes, esses dados são usados "apenas" para gerar uma crítica, uma "compaixão'zinha" sacana para mostrar que "coitadinho não percebe nada da vida, há que dar o desconto"

quinta-feira, 23 de junho de 2016

bonés há muitos, seu palerma

*segunda-feira, dia 20 de Junho de 2016, sobre o meu diabólico fim-de-semana*


A colega da frente esquerda, do "mini-hall": Olha lá, então esse fim de semana correu bem, não é? Vens com uma carinha laroca, fizeste a barba, mas ainda assim não disfarça nada. Foi só borga não? Eu faço ideia. Se essa cara falasse...  

Eu: Por acaso foi, mas só para que saibas passei o sábado todo na cama!

A colega da frente esquerda, do "mini-hall": Ui! Sozinho ou acompanhando?

Eu: Obviamente que acompanhado, não é?

A colega da frente esquerda, do "mini-hall": Quem é ela? Tens de contar aqui à "mãe"!

Eu: E quem disse que era uma ela? Ou que a companhia foi só no singular? 


*momento de silêncio ensurdecedor*


Eu: Agora ficaste com vergonha de dar seguimento à conversa, foi? Mas eu conto-te na mesma! Passei o dia todo na cama com a febre, com a paragem de digestão, com os vómitos, com as dores de estômago, com as dores de garganta e ouvidos, e ainda, com as dores de costas (por ter estado deitado o dia todo). Como podes ver foi uma orgia. Estou quem nem posso de tanta emoção. Havias de me ver a ter orgasmos múltiplos, ao mesmo tempo que vomitava. Já deu para perceber a minha cara de hoje, não deu? 

quarta-feira, 22 de junho de 2016

lugar às novas

E quem bem, que ele manobra o microfone! 

Go, Cristiano Ronaldo, Go!


Fonte: Nuno Markl 


Já há muito tempo que não me deixavas com um sorriso na cara, rapaz! E que bem feita que foi para esse pasquim (leia-se jornal "Correio da Manhã"). 



#orgulhosamenteeuafirmo:nãoleioocorreiodamanhã

terça-feira, 21 de junho de 2016

fuck me, i’m famous

Ora vamos lá ver. Acho piada ao Gonçalo Teixeira. Ponto. Como costumo dizer; "basta ter olhos claros" e "pimbas!" é A-U-T-O-M-A-T-I-C-A-M-E-N-T-E giro! Portanto, tu que estiveres a ler isto desse lado, e tiveres olhos claros, já sabes que és giro. Ou gira (nunca se sabe se alguém do Bloco de Esquerda acompanha este "bloguito"). 

Não obstante o Gonçalinho ser hiper-mega-giro, é um dos modelos mais cobiçados do planeta, e trabalha com as maiores marcas do mundo da moda. Pronto, é hetero. Mas não se pode ser perfeito, não é? Mas ainda assim, sempre dá para lavar a vista e a malta sempre se baba a ver uma carinha laroca, polvilhada com um corpo bem trabalhado. 

Quando pensei escrever sobre ele (aliás, já é recorrente neste blogue), ainda o pensei deslocar para a rubrica das segundas-feiras, onde se tenta "tirar resina ao pinheiro" - de uma forma completamente inocente - mas depois de ver esta foto, onde ele O-R-G-U-L-H-O-S-A-M-E-N-T-E exibe esta tatuagem, achei por bem "colocá-lo" nas "terças"

Fonte: daqui!

Vamos lá por partes. Aquilo são uns cornos, certo? Ou uma cara de um bovino, correto? Na zona "quase púbica", portanto. Logo, será que a continuação da tatuagem tenta envolver todos os elementos, que da linha do calção, estão abaixo? Será uma tatuagem interactiva? Será que "cresce"? Pergunto tudo isto, porque, ao olhar para a imagem, lembro-me de uma história de um amigo, que tinha um amigo (é sempre assim, não é), que fez uma tatuagem na barriga de um animal (que não interessa divulgar qual) e que "utilizou" o umbigo para fazer o rabo do referido animal



Agora a sério. Mesmo a sério. Digam-me lá, que aquilo com água e um esfregão de palha-de-aço sai. Sai, não sai?

segunda-feira, 20 de junho de 2016

para tirar a resina ao pinheiro

Diz que o José Fidalgo esteve em São Tomé e Príncipe, a gravar umas cenas, para a nova novela da SIC. 

Fonte: daqui!

Não sei porque é que foi para tão longe, estando eu por aqui tão perto. Aliás, já me disseram que sou bom a fazer novelas.*


*Ao menos que seja bom a fazer alguma coisa, não é?

sexta-feira, 17 de junho de 2016

pessoal e intransmissível

Resolvi mudar de casa. Comprar casa, vá. Um apartamento todo catita, onde, à semelhança da Sara Tavares, quero gritar "aqui vou ser feliz". Achei que era a altura certa para ficar com dívidas, tendo em conta que já tenho dívidas. Confuso? Eu sei, mas é como diz o povo, "perdido por 100, perdido por 1000". Como sou adepto de um planeamento eficaz, resolvi criar uma mini-lista. Sim, também sou adepto de listas. Assim, coloquei várias características em cima da mesa, para me tentar organizar - até porque nunca comprei uma casa: 

1. Tem que ser perto do trabalho - quero poupar no combustível do carro; 

2. Tem que ser perto dos pais - estão a ficar velhotes e vão precisar de ajuda depois; 

3. Tem de ser um T1 - porque não tenho dinheiro para um T2; 

4. Tem de ter varanda, sendo que não queria um rés-do-chão; 

5. Tem que ter espaço para arrumar a minha roupa; 

6. Tem de ser num prédio com elevador; 

7. Tem de ter a cozinha equipada; 

8. Tem de ter garagem;

9. Tem de ter luz; 

10. Tem de ficar perto de comércio e serviços; 

11. É para comprar, e não arrendar; 

12. Tem de ser nova ou semi-nova;

13. Tenho que ter vizinhos giros e musculados. 


Comecei nesta saga há 15 dias... e já estou a ficar F-A-R-T-I-N-H-O! Como é que um gajo como eu, que é super eléctrico, impulsivo, impaciente, dramático, vai aguentar um processo de compra de casa? Quando comprei o meu carro, cheguei ao Stand, disse o que queria, perguntei o preço, e se não fosse o pai de uma colega minha, a ver o mesmo carro noutro ponto de venda, teria pago mais 500 euros. Como diz o meu namorado "não tens espírito nenhum de negociante". Curiosamente, a minha mãe também me diz o mesmo. E eu também sei, que não gosto nada de regatear... portanto, a grande questão aqui é: como é que vou comprar uma casa? Ainda bem que não nasci em Marrocos. 

quinta-feira, 16 de junho de 2016

bonés há muitos, seu palerma

ATENÇÃO: alertaram-me agora, que no artigo anterior fiz uma pequenina confusão! Afinal o nosso primeiro-ministro chama-se António... mas Costa! É o senhor da foto: 

Fonte: daqui!


Desde já, por este lapso, peço imensaaaaaaaaaaa desculpa aos ainda leitores deste singelo blogue! Mil perdões! Mas também têm que me desculpar um B-O-C-A-D-I-N-H-O, até porque, nos últimos tempos, não vi notícias, nem li jornais, não ouvi rádio, nem assisti televisão e estive emigrado em Marte. 


#quemandaatentoàsnotíciasvaiperceberaironia

bonés há muitos, seu palerma

 Queria aproveitar a oportunidade, e o facto de escrever este blogue, para agradecer ao nosso primeiro-ministro, ao Dr. António, pela defesa incansável que tem promovido junto as altas instâncias da União Europeia, para que não sejam aplicadas sanções a Portugal, pelo défice excessivo de 2015, muito por culpa da resolução do BANIF. Mais. Queria ainda alertar, senhor primeiro-ministro, para que tenha cuidado com a direita portuguesa, que estão sempre à espreita para o "entalar". Não deixe que lhe puxem a cadeira, porque  no limite (não és Limite, está descansado), pode cair e magoar-se.   

Fonte: daqui!


#quemandaatentoàsnotíciasvaiperceberaironia

quarta-feira, 15 de junho de 2016

lugar às novas

Da minha busca "internética" sobre criatividade na cozinha, descobri a semana passada a Martilicious (procurem no Facebook que encontram), e como ando numa de comida saudável, fiquei logo fã. Já vi a página de fio a pavio, e já seleccionei algumas receitas que quero fazer (principalmente os brigadeiros de pistacho). Falta vencer a preguiça e enfiar-me num supermercado para comprar todos os ingredientes necessários para concretizar estas “obras de arte”.

Com o afastamento do blogue, tenho apostado mais no ginásio e em levar uma vida mais saudável (leia-se alimentação), pelo que o tempo que tenho, é distribuído da seguinte forma: acordar cedo + ginásio, trabalho, arrumar a casa, passar roupa a ferro, cozinhar e comer de 2 em 2 horas. Ainda ontem, estive das 20h30m às 23h30m na cozinha, e fiz panquecas de aveia, morangos e amêndoas para o pequeno-almoço, migas de bacalhau com batata-doce e espinafres para o almoço, claras mexidas e bife de peru grelhado para os lanches, e ainda, bife de vaca com espinafres para o jantar. Todos os dias acabo morto, e confesso que não me apetece muito (ou quase nada) ligar o computador às 00h00m, quando sei que vou acordar às 6h00m. Ainda assim, tenho tentado fomentar os meus laços com a blogosfera, e com dedicação e carinho (sou um docinho, vá) irei conseguir voltar aos blogues com força (ou em força).

A verdade, é que quem me conhece sabe P-E-R-F-E-I-T-A-M-E-N-T-E que sou uma desgraça – assim para o gigante – na cozinha, mas nos últimos tempos tenho tentado melhorar a minha habilidade na "coisa" e experimentando cozinhar de uma forma mais elaborada. Também não deixa de ser mentira, que ao ver o MasterChef versão crianças-a-ser-exploradas-mas-não-faz-mal-porque-aqui-já-pode-existir-trabalho-infantil, senti-me um B-O-C-A-D-I-N-H-O “tonhó”, porque se uma criança de 10 anos consegue, eu também devia de conseguir. Já passei a fase do bife de peru/frango grelhado com batata-doce cozida ou arroz thai – dado que comecei a ficar E-N-J-O-A-D-O de comer sempre a mesma coisa, e tenho, nos últimos tempos, diversificado o meu menu. As minhas colegas do trabalho, que olhavam com desdém para os meus almoços, já começam a ver a minha comida com outros olhos, sendo que o meu namorado também já me começa a dar algum crédito na cozinha.   

E no seguimento desta coisa toda, e da minha busca de receitas diferentes para experimentar, encontrei montes de ideias na página da Martilicious. Da minha parte só vos posso dizer, que vale a pena! A comida "mais" saudável também tem sabor, os abdominais começam a aparecer (e a ficar definidos), e ganhamos mais uns anos de vida. E para não vos maçar mais, deixo ficar aqui uma imagem que retirei da página da Marta, de um “prego de atum” (sem pão – substitui um cogumelo Portobello) com guacamole, ovo escalfado, batata doce frita (feita no forno) e chips de couve.

Fonte: Martilicious


 Ahhhhhhh, e a miúda que gere a página (e que se despediu do trabalho que tinha, e que agora só vive “disto”) também dá workshops! Talvez nos vejamos por lá! 

terça-feira, 14 de junho de 2016

fuck me, i’m famous

Anda tudo histérico porque dizem que o Rui M. Pêgo se assumiu. Yeah. Fantástico. O puto escreveu uma declaração sobre os actos terroristas em Orlando - Estados Unidos da América (que indignou qualquer pessoa que seja pessoa) tendo redigido, no seu longo texto, a seguinte frase "coincide gostar de homens". Ora, de toda a declaração produzida, onde se pretende demonstrar que uma vida é uma vida, independentemente da orientação sexual, alguma comunicação social portuguesa resolveu pegar nessa frase e "fez a festa". Sim, porque uma pessoa ainda tem de dizer "sou gay", para ser gay. E assim, surgiram manchetes do tipo; "Rui M. Pêgo assume homossexualidade" e banalizou-se a morte de 49 pessoas em Orlando, porque infelizmente, ainda se vive muito da "caça ao gay" e o que interessou cá no "burgo" não foi o atentado que aconteceu, mas sim, "a saída do armário" de uma pessoa - que por acaso até é conhecida.

 Ao Rui - que não conheço de lado nenhum - fica o meu agradecimento pessoal pela pedagogia que tentou implementar, mas já se sabe que mudar mentalidades (incluindo as jornalísticas) ainda vai demorar. E como alguém disse, é fácil "ser Charlie", difícil é "ser gay"

quinta-feira, 9 de junho de 2016

bonés há muitos, seu palerma

Esta semana, uma colega minha aqui do trabalho, deu-me a ideia de fazer farófias de "dieta", para desenjoar das claras de ovo mexidas que como diariamente. Normalmente, como 500 gramas por dia deste "petisco", e pensei fazer o mesmo com as farófias. Ou seja, iria fazer 500 gramas de farófias. Uau. Seria um feito. Ou não, porque tudo me pareceu demasiado simples. 

 Nunca tinha feito farófias na minha vida, é certo, mas também não era uma coisa do outro mundo, tendo em conta a receita que li. Contudo, não fazia a mais pálida ideia que não podemos utilizar muitas claras para bater (até porque estou habituado a "bater" outras coisas) e resolvi (porque eu tenho sempre ideias brilhantes) utilizar a batedeira para bater 1 litro de claras. Iria fazer farófias para todos os dias da semana.

É claro que um litro de claras são sensivelmente 30 claras (e a receita menciona apenas 4), e é claro também, que quando comecei a fazer bater as claras, para ficarem em "castelo" aquela porcaria nunca mais se desenvolvia. Estive mais de 1 hora a segurar a batedeira e aquilo não tinha forma de crescer. Nesta fase, estava já a D-E-S-E-S-P-E-R-A-R!

Quando F-I-N-A-L-M-E-N-T-E aquilo começou a crescer um bocadinho, apercebi-me que a tigela não chegava e fui buscar uma maior. Passados uns minutos (largos) percebi que aquele recipiente também não chegava e fui buscar um tacho industrial que tenho em casa. Por momentos, imaginei-me numa festa da "espuma" de claras porque aquilo, se crescesse, dariam claras em castelo até ao tecto. 

Ora, ora meus amigos, a verdade, é que em quase duas horas não consegui bater o "tal" litro de claras de forma a ficar em "castelo". Aliás, nem metade. Foi nesta altura que fui reler a receita e percebi que para as tais 4 claras, eu resolvi fazer 30! Mania das grandezas é o que é. Ponderei deitar tudo para o lixo, ou então, colocar apenas uma quantidade pequena numa tigela e ver se a "coisa" se dava. Fiz esta última parte e deu-se. Consegui fazer algumas farófias, mas não fiz todas as que queria e deitei o resto para o lixo. 

Resultado: fiquei com uma dor no bicep do caraças, não fiz 500 gramas de farófias e nunca mais volto a repetir a brincadeira na vida. 


Nota mental: Não nasci para ser cozinheiro. 

terça-feira, 7 de junho de 2016

fuck me, i’m famous

“O grande responsável aqui, não é o violador, não é o agressor, é o passivo. Esse é que é o grande responsável. Porque esse escolhe, após cada agressão, manter-se.” 


Ok, as declarações são de 2014 e fazem parte dos habituais disparates do Gustavo Santos. “Então mas porquê é que vais escrever sobre isso?” E eu respondo: vou escrever sobre isso porque o Gustavo Santos é um parvo e influência algumas pessoas mais fracas de cabeça com estas parvoíces. Eu sei que já T-O-D-A a gente escreveu sobre ele na blogosfera – inclusive a minha pessoa – mas hoje apeteceu-me voltar ao tema. Esta personagem está ao nível da Alexandra Solnado que fala com Deus, e que ele lhe diz “filha, escreve livros, porque eu te mando”. Certo. Com tantos problemas no mundo, já estou a ver Deus a chegar-se ao pé da Alexandra e dizer-lhe: "Olha, eu vou-te dizer umas cenas, tu escreves, vendes e tiras um rendimento sobre isso porque eu quero que estejas bem financeiramente, ok?”. Sim, porque toda a gente sabe que Deus quer que a Alexandra esteja bem, e portanto só fala com ela. Nem sei porque temos um Papa, se já temos a Alexandra. Mas adiante. 

O Gustavo, que até é pago por algumas empresas para “debitar esta banha da cobra”, afirmou em 2014 essa pérola que transcrevi acima. Obviamente, que depois daquilo que aconteceu no Brasil (para quem esteve preso, uma rapariga de 16 anos foi violada por mais de 30 homens cobardes), as Redes Sociais voltaram a repescar este vídeo, com o objetivo de descarregar o ódio “só porque sim” ou “porque se sentiram revoltados/as com a situação”. Tudo bem que não vamos mais bater no ceguinho (leia-se Gustavo Santos), mas isso também não deve servir de desculpa para aligeirar as declarações do menino, até porque estas continuam online para quem as quiser ouvir. Portanto, dizer que o culpado de uma qualquer violação (física ou psicológica) é a pessoa que sofre esse abuso, é falar/escrever de/sobre coisas que não sabe, até porque só “sabe o que vai lá dentro, quem está no convento” – para “especialista”, anda muito “fora dela”

Sob a capa de “guru de autoajuda” esta personagem vive das banalidades que reproduz e escreve. É certo, que quando estamos em baixo e nos sentimos perdidos, ao ler/ouvir estas trivialidades, acabamos por sentir algum conforto, dado que estamos tão fragilizados, que qualquer coisa nos ajuda a reparar a alma, mas daí, elevar o Gustavo, a uma pessoa que tudo sabe da vida, ao ponto de qualquer passo que quisermos dar, temos que lhe pedir autorização, parece-me um B-O-C-A-D-I-N-H-O exagerado. Aliás, comprar um livro escrito por ele, parece-me um B-O-C-A-D-I-N-H-O exagerado. Aliás, ele apresentar um programa de televisão parece-me um B-O-C-A-D-I-N-H-O exagerado. 

Para mim, o “Gustavinho” poderia limitar-se a tirar a roupa e fazer produções fotográficas todo nu, até porque, a bem da verdade, o tipo é um homem giro e tem um corpo interessante. O problema é quando abre a boca… só sai disparates. Sim, porque podem dizer-me “ah e tal não faz o meu estilo”, mas isso não invalida que ele não seja um homem bonito, até porque o é, e se assim não fosse, tenho muitas dúvidas que alguém comprasse os livros dele. Mas amigo Gustavo fica aqui uma dica: se fizeres um livro só com fotografias tuas, como vieste ao mundo, G-A-R-A-N-T-O que vais vender mais livros que a saga do Harry Potter, porque varinhas mágicas, por varinhas mágicas, a tua é sempre mais real. Ou não. 

Fonte: Gustavo Santos + Namorado*

*Fui eu que alterei tah, não foi o namorado dele até porque ele é hetero. ALELUIA!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

extra

Só para informar, que estou sentadinho à espera que comece o episódio da Guerra dos Tronos!

para tirar a resina ao pinheiro

Não fossem os meus dedos ganharem vida, e aterrarem num programa chamado “Passadeira Vermelha”, do canal de televisão “SIC Caras” – têm de me perdoar que ainda não estou bem psicologicamente – o assunto teria passado despercebido à minha pessoa mais doce. Então o Lourenço Ortigão espeta o rabo todo nuzinho na revista GQ Portugal e ninguém me avisa? Onde andam as notificações dos amigos gays? Porque é que não vi o rabo do moço partilhado em tudo o que é mural do Facebook? Anda tudo cego ou demasiado esquisito?

Ainda nesse programa, dizia que o Cláudio Ramos– eu sei, é muito mau ter continuado a assistir, mas o que querem? O rabão do Lourenço bloqueou-me os movimentos, o pensamento e atirou-me para um estado vegetativo – que aquelas fotografias pareciam “um ensaio para uma revista gay”, que “era de muito mau gosto”, que “ele tinha um rabo feio”, “que nem sequer se tinha depilado para ser fotografado” e que “não era nada de especial”. Cláudio, amigo, está descansado porque consigo perdoar-te nestes teus comentários, até porque para uma pessoa que descobriu que era gay, depois de 10 milhões de portugueses, percebe-se que tens um grau de compreensão assim para o… devagar… devagarinho… parado.

Fonte: GQ Portugal

Pessoalmente, acho o Lourenço Ortigão um pão de Mafra (só porque gosto de pão de Mafra, ok?). Tem um rabo giro, um corpo espectacular, uns olhos claros que me fascinam… e aqueles pelinhos nas pernas dão-lhe um ar super sexy. Não achei a foto vulgar, não achei que deveria ter sido evitada e também considero que aquela foto não tem necessariamente que estar numa revista gay. Ai o preconceito, ai o preconceito! Sempre ouvi dizer que a inveja mata… e nunca vi o rabo do Cláudio (e espero não ver, como prova da minha lucidez), mas parece-me que estará muito longe do “estatuto” do Lourenço. Aliás, eu só lhe consigo encontrar um pequenino defeito… que é ser hétero!

Mas avaliem vocês mesmos. Team Cláudio, ou Team Namorado?

Fonte: GQ Portugal


Ah é verdade! Segundo consta, “alguém” roubou fotografias do iPhone do Lourenço e ele está chateado porque tem são coisas privadas. Eu acho que ele está chateado porque andou a tirar “selfies” como veio ao mundo e tem medo que alguém mostre o “material”. Mas também, para quem já mostrou o armazém, pode mostrar a montra, não? 

domingo, 5 de junho de 2016

tudo ao molhe e fé em deus

"Uma vaca feliz, outra vaca feliz, uma ilha de vacas felizes"

Mas quem e que inventou a porcaria deste anúncio????????

ISTO NÃO ME SAI DA CABEÇA e pelos motivos mais estúpidos que possam existir!

 

Nota: comecei antes do tempo.

fénix

Este período de ausência fez-me pensar no propósito de ter um blogue. Do tipo, “quem sou eu”, de “onde venho” e “para onde vou”. A verdade verdadinha, é que estava a ficar escravizado por este projecto e todo o tempo livre que tinha (pelo menos algum dele, para ser rigoroso) era dedicado a escrever, a rever, a comentar, a ter ideias, a pensar como poderia melhorar a “coisa” e como poderia crescer enquanto pessoa. Também o facto de Lisboa ser um penico, e toda a gente se conhecer, e muitos leitores já saberem quem sou, acabou também por pesar na minha ausência. Isto é, quando comecei a construir este projecto, quis que o mesmo fosse despreocupado, genuíno, livre, gozão, divertido e dramático, interventivo e de causas. Contudo, a partir do momento que o anonimato vai caindo, o medo de escrever sobre certas situações acaba por tomar conta de nós, e antes de publicar o que quer que seja, começamos a pensar “e se o outro vai contar ao outro?”, “e se ele fica chateado?”, “e será que tenho o direito de contar esta situação?” ou até mesmo “depois vai ser o assunto do jantar”. Quando começamos a ter estas dúvidas existenciais, e sentimos a nossa liberdade criativa a ficar refém das atitudes dos outros, convém sempre ponderar o rumo que temos seguido, e que queremos seguir (ou se queremos seguir) e se isso justifica travar as batalhas que se adivinham. Ou seja, até que ponto valerá a pena tudo isto. Valerá mesmo a pena?

Um facto indesmentível é que “Roma e Pavia não se fizeram num dia”, pelo que decidi deixar a minha impulsividade dentro do baú e ponderar todas as situações que se enleavam no blogue. Também não posso deixar de considerar a minha situação profissional – que ainda não consegui mudar – dado que a mesma me atirou para estados que nunca pensei ter, e embora hoje, esteja melhor psicologicamente, muitas das vontades que tinha, deixei de as ter. Não me apetecia fazer nada, e acordava muitas vezes, mais cansado do que me tinha deitado. Dias houve, que só me apetecia chorar quando me arrancava da cama para ir trabalhar, mas sabia perfeitamente que não tinha hipótese. Ou ia, ou ia. Foram dias duros, carregados de uma perseguição hierárquica como nunca tinha sofrido ou sentido. Mas tudo aquilo que não nos mata, deixa-nos mais fortes. E para ser justo, este blogue permitia-me ser criativo e original, formando-se como uma alternativa àquilo que faço todos os dias de uma forma mecanizada.

Posto isto, na última semana, apareceu-me um e-mail a perguntar-me “se queria renovar o domínio do blogue”. Pensei. Ponderei em tudo, e cheguei a um compromisso comigo próprio. Como poderia matar-me “blogosféricamente”, assim sem luta? Nem me estava a reconhecer – embora estivesse cansado de lutar noutras causas. Renovei. Resolvi criar regras para não me deixar vencer pela “obrigação de ter um blogue”. E então resolvi continuar. Resolvi publicar uma vez por dia – na melhor das hipóteses, vá – e em jeito de crónica. Estabeleci critérios editoriais, e resolvi também, trazer um título de rubrica para cada dia da semana.  O resto – a essência da coisa – penso que estará por lá. E não. Não quero ser a “pipoca mais doce dos gays”.


Assim, a partir de segunda-feira - 06 de junho de 2016 - este blogue fica esquematizado da seguinte forma:

Segunda-feira: para tirar a resina ao pinheiro
[não irei publicar “gajos pobres de bons” – não, não serei o Francisco, mas irei dissertar sobre aquilo que desperta o mais primitivo nos homens. Pode ser também uma rubrica do “sou velho e tarado, mas gosto”]

Terça-feira: fuck me, i’m famous!
[à terça-feira tentarei trazer episódios do “social” que me fazem ranger os dentes de raiva. Não, não mudei de nome para Cláudio Ramos]

Quarta-feira: lugar às novas!
[ainda não sei muito bem o que será, mas a ideia é trazer novidades que vou encontrado por este mundo fora, seja de que índole for. Não. Não irei ser o Dezanove]

Quinta-feira: Bonés há muitos, seu palerma!
[dado que a minha vida é feita de estupidez e parvoíces, trarei episódios do tipo “isto só a mim”, e não, não imitarei o Miguel R]

Sexta-feira: Pessoal e intransmissível
[aqui aponto para contar episódios sobre a minha vida, que sejam um bocadinho mais sérios. Não, não serei o Aaron]

Sábado: quem manda aqui sou eu!
[neste dia, tentarei escrever umas “pseudas” crónicas políticas. Não, não serei o Mark]

Domingo: Tudo ao molhe e fé em deus!
[uma filosofia de “quarto escuro” – portanto façam o favor de aparecer “abertos” Não. Não sei o $%#&/(%]

sexta-feira, 3 de junho de 2016

namoro com um pop star

Renovei o domínio do blogue por mais um ano, o que quererá dizer, que vou ficar online, pelo menos, mais um ano. Considerando que precisava de tempo para mim, para me organizar e pensar na vida, acho que esta ausência foi o suficiente para conseguir respirar. Logo, isso quererá dizer, que a programação segue dentro de momentos, embora noutros moldes e com menos intensidade. Para a semana começam as minhas publicações por temas, um diferente por cada dia da semana. 


Até já camaradas! 



Nota mental: este blogue tem mais vidas que a novela "A única mulher" da TVI, que já vai na terceira temporada!