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Foi um ar que se lhe deu e foi bom enquanto durou. Poderia acrescentar que não há mal que sempre dure ou bem que nunca acabe – embora o meu primeiro namorado me dissesse tanta vez, que não tinha jeito para cenas populares – mas isso não acrescentaria nada à “coisa”. A verdade é que cresci muito por aqui, escrevi muito por todo o lado, fiz cenas giras e orgulho-me muito do que construí. Acredito que esta blogosfera me mudou. Me moldou. Garantiu-me uma nova vida. Um novo fôlego. Um novo caminho. E por tudo isso, e a todos vocês, deixo ficar o meu obrigado. Deixo ficar o meu agradecimento pela vossa companhia e pelas vossas palavras. Escritas, desenhadas, sentidas.

Não escrevo estas palavras como conclusão de alguma coisa, mas como principio de tantas outras, que não me deixam ter tempo para este projeto. Para esta aventura. Para esta partilha. Não me estou a despedir. Não estou a fugir. Não estou a encerrar nada, até porque nada é definitivo – nem sequer a morte. Apenas faço um ponto de situação. Deixo ficar um testemunho não de “até sempre”, mas até um dia. Até porque nunca se sabe quando poderá aparecer uma versão 3.0 deste blogue que tanto me deu.

Obrigado a todos e a todas. Daqui e dali.