sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

inveja

Há quem esteja a dizer "Olá ao Verão" e eu aqui tão congeladinho... 

Odeio o inverno. Pronto, basicamente não é bem o inverno... odeio mesmo é o frio. 

Dá para ir já para a Primavera, sem passar pela casa partida?

rir é o melhor remédio

Quem me conhece sabe que adoro rir, ver séries/filmes de comédia e fazer/ouvir piadas. O humor para mim é a minha fonte de juventude, e é o que me permite combater o cinzentismo da vida. Aliás, há quem diga que um homem que faça uma mulher rir, consegue conquistá-la mais rapidamente. Eu acho que um homem que tenha um sentido de humor apurado, consegue conquistar outro homem muito mais rapidamente e de uma forma mais duradoura. Pelo menos, comigo, um homem ou me faz rir, ou então "esquece lá isso"

Portanto, tendo eu esta postura, é natural que consuma imensos produtos que puxem pela gargalhada. Uma dessas "pílulas de boa disposição" é a séria brasileira "Vai que cola". Eu sou um fã assumido e já vou na temporada 3. No seriado há de tudo - como no supermercado - e obviamente também há gays. 

 Sobre as personsagens gays, há quem afirme que estas (ao fim ao cabo é só o "Ferdinando" - Marcus Majella) são demasiado estereotipadas, mas sinceramente eu acho que no humor tudo é levado ao extremo do "ridículo" com a função de fazer rir. Não considero que a personagem "Ferdinando" ofenda, muito pelo contrário, diverte, sendo que muitos de nós também conhecemos pessoas assim na vida real a quem achamos piada.

Créditos: Vai que cola

Uma das vantagens que temos em relação aos nossos irmãos brasileiros, é que como consumimos muitos produtos vindos de terras de Vera Cruz, conseguimos acompanhar a série, perceber as piadas e não temos dificuldade nos diálogos onde é utilizado o calão. Pelo contrário, se uma série/novela/filme passasse na televisão brasileira, julgo que seria muito difícil que os brasileiros entendessem metade do que dizemos, porque no Brasil não passam produtos portugueses, com o português de Portugal. Mas adiante, até porque não é por aí que quero ir. 

Bom, continuando nas personagens. Ao contrário do que possam eventualmente pensar, e eu sei que o choque vai ser grande, a minha personagem favorita não é o "Maicol" - Emiliano D'Ávila:


Créditos: Revista TMP



Mas sim, a "Teresinha" - Cacau Protásio:


Créditos: Vai que cola


Para quem tiver interesse, os episódios estão disponibilizados no youtube.

motivação

Uma pessoa quer ficar assim:

Créditos: daqui.


 Mas não vai ao ginásio há semanas. Primeiro a gripe, depois o sono, depois o frio e depois a vontade. Motivação por onde andas tu? Ajudem-me pah. Alguém?

"amigar" ou "desamigar", eis a questão

As pessoas "amigam-me" e depois "desamigam-me". Sinceramente, dou tanta importância a isso que só dou conta do sucedido quando alguém me pergunta: "tu também és amigo do não-sei-quantos, não é?"

- É? Não me lembro. 

E lá vou eu ver o perfil do não-sei-quantos e reparo que não. Afinal não sou amigo. E quando digo que afinal não, respondem-me de imediato: "mas olha que eu lembro-me que eram amigos porque vi não sei o quê". E eu, fico tão preocupado com o facto de já não ser "amigo" de determinada pessoa (com quem nunca falei) que choro todos os dias lágrimas de sangue. Mas também vos digo, se é para "amigar" e depois "desamigar", mais vale irem bater uma. Ao menos têm trabalho e prazer. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

colegas

Entre as duas bichas existentes no piso (eu e o outro), eu ganhei o título de "galo da capoeira" - o que muito irritou quem já lá estava. 

Quando apareci no início de 2016, recambiado de outro serviço, muitas colegas estavam de pé atrás porque não me conheciam e tinham uma ideia de mim, formulada por tópicos fornecidos por terceiros. Passado um ano, e tendo colocado a minha parvoíce toda em acção, consegui conquistar todos (excepto a bicha). Já os coloquei a falar com sotaque açoriano durante uns dias - em que a frase mais ouvida no piso era "queres fazer quêjo", já consegui vestir uma colega de Nossa Senhora, já fiz caricaturas, já coloquei armadilhas na porta da casa de banho, já fizemos vídeos no boomerang, já criámos cartazes, já fizemos movimentos, manifestações, já fizemos festas e consegui convencer aquela malta a comprar uma máquina de café. Mas mais do que estas parvoíces todas, consegui conquistar a malta com o meu trabalho, quer o chefe, quer as colegas, e passado um ano, muita gente quer fazer equipa comigo, tirar dúvidas comigo e desenvolver projectos comigo. Sou elogiado - criticado quando sou preguiçoso - e respeitado como profissional, e isso, está acima de qualquer vencimento. Mas se me perguntarem; se estou realizado profissionalmente, respondo que não, mas ao menos o ambiente entre colegas é bom, recomenda-se e ajudou-me a levantar de manhã. Por vezes, quem nos rodeia é que faz a diferença. 

Créditos: Namoro com um Pop Star

recados

Caro André, vi o teu e-mail e prometo responder-te convenientemente (aliás, como a todos os outros). Agradeço-te todos os presentes que me enviaste e que irei escutar com muita atenção. Muito obrigado pelas palavras, pela análise e pela paciência em escrever o que escreveste. Um Feliz 2017! 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

the underwear expert

Para quem gosta de roupa interior, de usar e de ver usar, de tirar e colocar, existe o conceito do "The Underwear Expert" que consiste em - basicamente - receber em casa todos os meses, peças de roupa interior de várias marcas. Existe a modalidade de 1, 2 ou 3 pares de roupa interior masculina por mês, sendo possível escolher também, o número de meses a que se pretende aderir (embora na prática depois tem que se cancelar a subscrição do serviço e é uma chatice - e é também, um dos grandes inconvenientes).

Créditos: The Underwear Expert


Em si, acho o conceito interessante, o preço nem por isso, e o cancelamento do serviço parece-me complicado, mas ainda assim, achei que devia de partilhar. Após um breve questionário é-nos apresentado o nosso "perfil" de roupa interior e são mostrados exemplos do que vamos receber se aderirmos ao serviço. É possível também, em determinada entrega, trocar os modelos previstos para o envio.



Nota: Não ganho nada com esta publicação, sendo que esta não é patrocinada pelos senhores. Apenas gosto de ver homens de roupa interior -e sem ela também, by the way.

comportamentos

Quem me conhece sabe que tenho muita garganta, mas que depois na "hora H" fujo sempre com o "rabo à seringa". Também quem me conhece bem, sabe que tenho uma auto-estima muito baixa, embora faça tudo por tudo, para dar a ideia que sou muito convencido e que me acho muito gostoso. Se nunca me senti giro quando novo, agora que caminho a passos largos para os 37 anos sinto que a minha chance de ser "a última bolacha do pacote" é, cada vez mais, ténue e difícil. E depois para quem namora com uma pessoa que é constantemente assediada, olhada, comentada, chamada e provocada também não ajuda nada

O verão passado estive em locais onde existia uma grande concentração de gays por metro quadrado. Sinceramente, devo dizer que nunca me senti tão mal em toda a minha vida. Não estava à espera de ser comido e lambido com os olhos a cada 30 segundos, mas confesso que também não estava à espera de ser tratado com tanta indiferença, mesmo perante o meu namorado e mesmo as pessoas sabendo que eu estava ali ao lado. Mais do que me sentir ignorado, senti-me como se estivesse a mais, e essa sensação não a desejo a ninguém. 

Obviamente, que se quisesse arranjar alguém para pinar nesses sítios, não ficaria sozinho - julgo eu - mas a questão é mais profunda. É sentir que não pertencemos ali, e começamos a duvidar se o nosso namorado "não será areia em demasia para a nossa camionete". Não pretendo com este texto fazer-me de coitadinho, ou até mesmo fazer com que me enviem mensagens condescendentes a dizer "que sou gostoso e me comiam de 4", mas sim alertar, que por vezes quando não estamos bem (psicologicamente falando), há situações que não ajudam, e que todos os gestos - por mais pequenos que sejam - contam. As pessoas que estão perto de nós, e que gostam de nós, têm um papel importante nesses estados de espírito porque nos ajudam a perceber que não estamos sozinhos. É fundamental perceber contudo, que outros pequenos gestos - e por vezes inocentes - têm um papel devastador em nós e nos atiram para situações de insegurança e de dúvida. Aliás, como li algures por aí "um homem inteligente não faz a/o sua/seu namorada/o sentir ciúmes, mas sim as/os outras/os terem inveja". 

Fonte: Namoro com um PopStar

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

falso

Não sei porque é que o meu Windows continua a dizer que é falso... Tem a mania que tem personalidade é o que é. 

segundas-feiras

Nasciiiiiiii para a músicaaaaaaaa'aaa!

 


Não nasci nada, que eu a cantar consigo derrubar muros. Aliás, desafino tanto que perco sempre no SingStar e ninguém quer fazer equipa comigo. 


Bom dia!

domingo, 15 de janeiro de 2017

namoricos

Bem sei, que criticar é fácil e fazer diferente é que será difícil, mas ainda assim, e sendo eu mais moderno hoje do que era ontem, há coisas que ainda não consigo encaixar. Tipo, queixava-se há cerca de 3 semanas atrás, que o namorado o tinha deixado, que não percebia o porquê, que tinha dedicado toda uma vida ao namoro, que a família do namorado ainda estava em choque com o fim do relacionamento e que iria demorar anos para se "reconstruir". Embora eu seja um insensível, consigo perceber as fases menos boas das pessoas e na falta de uma palavra de apreço e compreensão da minha parte, prefiro ficar calado. Ao menos "caladito" não digo porcaria, e já que não ajudo, ao menos não estrago mais. Contudo, de um momento para o outro, a dita personagem assume um relacionamento para todo o mundo "ler", e afirma que está feliz, que está na lua, que está perdidamente apaixonado e que agora é para a vida, e que finalmente acertou, e cria um perfil conjunto nas redes sociais e assume um relacionamento com cerca de 3 semanas. 

Enfim. Tenho tanto para aprender ainda... 

prima

Uma pessoa escreve uma banalidade no Facebook a dizer que está no Shopping e não-sei-o-quê, e a nossa prima (que tem um perfil conjunto com o seu mais-que-tudo) partilha o nosso estado na sua cronologia. Tipo, de todas as parvoíces que temos publicadas - e algumas com interesse - foi escolher a mais estúpida. Mas pronto. Se calhar alguém lhe perguntou onde eu estava, e ela (ou o seu mais-que-tudo), resolveram informar. Tudo a bem da nação. Sim, porque a nação sem saber onde eu estava é que não pode ser.

ouro verde

Eu, pecador me confesso. Voltei a ver novelas. Logo eu que não tenho tempo para nada, comecei a seguir a nova novela dos serões da TVI chamada "Ouro Verde". Não sei se vou aguentar até ao fim, porque esta gente gosta de esticar este tipo de produto para mais de 300 episódios (ou capítulos), e eu quando chego ao 50 começo a desligar (porque já estou farto de tanto drama) e retomo as séries do canal FOX, do AXN ou do FOX Crime. 

O que me cativou nesta novela foram as paisagens brasileiras, o facto de ser uma novela portuguesa com alguns actores brasileiros que gosto muito, como a Sílvia Pfeifer, o Gracindo Júnior (que entretanto já morreu na novela, com muita pena minha) e a Zeze Motta. Acho que estas parcerias entre povos que falam português deveriam ser mais frequentes, quer em Portugal, quer no Brasil, Angola, Moçambique, Timor-Leste, Cabo Verde ou Guiné Bissau. 

Entretanto, a acompanhar este enredo, fiquei a conhecer outro actor brasileiro chamado Adriano Toloza, que tem um rabiosque bem jeitoso e que foi apresentado ao público português na passada quinta-feira (acho que foi quinta). Dizem as más-línguas que só vejo a novela por causa dele, mas as más-línguas também foram logo a correr ver os minutos do episódio onde isso acontece. 

Créditos: Leo Garcia/Divulgação

Créditos: Divulgação

parte 2

Diz a tradição que um bloguer, uma vez bloguer, será sempre bloguer. Diz que é uma marca que fica para sempre na pele e que nunca mais sai. Também dizem o mesmo dos homens que têm sexo com homens, ou seja, que quem experimenta nunca mais larga o "vício" mas isso são contas de outro rosário e que não pretendo aflorar nesta primeira publicação. Não vamos abrir já as hostilidades. 

Antes deste meu regresso - que espero prolongado - pensei em muitas coisas. Criei muitas coisas, fiz muitas coisas e mudei muito. Acho que mudei tanto, que deixou de fazer sentido para mim continuar a escrever este blogue. Ou melhor, deixou de fazer sentido continuar a escrever no "Namoro com um Pop Star" original. E assim, fiquei perante um dilema. 

Das imensas alternativas que desenhei, acabar com o blogue era uma delas. Achei que deveria começar outra coisa qualquer. Ser outro "namorado" qualquer. E comecei. Comecei outros blogues, várias páginas de Facebook e outros tantos projectos, sozinho ou acompanhado. Mas deixei sempre tudo a meio. Nada me preenchia e nada me fazia querer voltar. Talvez tenha esse defeito infinito vaticinado pelo meu irmão, de que "tu começas tudo, mas nunca és capaz de acabar nada", sendo que se calhar sou mesmo assim, perco o interesse pelas coisas num piscar de olhos ou num estalar de dedos. 

Também não posso deixar passar em branco, o quanto o ano de 2016 foi horrível, em que estive perante uma depressão profissional, como nunca antes estive, e que apenas uma amiga minha do tempo da faculdade percebeu. Foi uma etapa de vida muito difícil para mim porque não soube gerir a situação e senti-me como um animal dentro de uma jaula. Talvez por isso, e por outros motivos, não entrei no ano de 2017 a formular desejos, nem engoli as passas ao mesmo tempo que pensava em objectivos. Não. Este ano será um dia de cada vez, e tentarei dar o meu melhor em cada um desses dias. 

Entretanto no "backstage" algumas pessoas continuavam a perguntar-me se tinha deixado de escrever. Recebi algumas mensagens muito simpáticas (que ainda não tive coragem para responder, porque sinceramente não sabia o que dizer) a incentivar-me a voltar. A "picarem-me" para regressar à blogosfera. A "cobrarem-me" a ausência. Até uma colega minha - que não conhece este blogue, mas conheceu outro que entretanto criei - me perguntava porque não continuava a escrever, porque "até tinha jeito". Até tinha alguma piada na abordagem que fazia às coisas e que poderia até, no limite, ser o salto para outra vida profissional que tanto ambicionava, até porque como ela dizia "és tão criativo, que até um desperdício estares aqui". 

 A verdade é que não sei se tinha jeito, ou não sei o que é que levava as pessoas a ler o que escrevia - se por simpatia ou por se sentirem o mesmo o que eu sentia em determinada altura da vida - mas a necessidade de ter um blogue não desaparecia. Não desapareceu. Nunca desapareceu. Assim, cheguei a 2017 com vontade de voltar. Com vontade de continuar o MEU blogue que amo - e pelo qual continuo apaixonado, sabendo porém, que teria de ser outra coisa qualquer. Outro "Namoro". Outra vida que reflectisse o que agora sou, o que me tornei e o que de facto sinto.

Para não me alongar nas mudanças que sinto em mim, apenas refiro de momento duas. Sinto-me mais parvo do que nunca e mais tarado. Talvez seja da idade, talvez seja da necessidade de extravasar qualquer coisa, mas estou cada vez pior nestes dois aspectos. E para terem uma singela ideia de como estou, diz o meu namorado "pareces os velhos na tasca da aldeia a babarem-se para as miúdas novas", sendo que ele diz isso como se fosse uma novidade. O problema é que sempre me babei. Talvez não tenham andando atentos. 

E embora hoje já estejamos a 15 de Janeiro, não poderia deixar a oportunidade de vos desejar um Feliz 2017.

Créditos: Namoro com um Pop Star