sexta-feira, 6 de maio de 2016

dúvidas

Este blogue está um nojo. Falta de tempo? Falta de inspiração? Falta de vontade? Já teve o seu tempo? Será que ainda tem tempo? Será que haverá tempo? Será este blogue, uma escolha certeira ou uma consequência mal projectada? 

Este blogue já foi? É? Ou ainda será algo? 

sábado, 23 de abril de 2016

brasil

Não sou brasileiro, mas tenho um carinho especial pelo Brasil (e acho que a pior coisa que eles fizeram foi terem ficado independentes LOOOOL), sendo que não alimento rivalidades estúpidas entre portugueses e brasileiros, para ver quem é o "melhor". Também sei, que "só sabe o que se passa no Convento, quem está lá dentro", e como tal, é muito fácil opinar para quem vê o problema de fora, sem ter acesso a todos os dados, a todas as variáveis. 

Contudo, verifico que destituir um Presidente de uma República só porque não se gosta, ou que alegadamente cometeu um crime - que ainda ninguém percebeu muito bem qual - parece-me de uma democracia amadora. Aliás, é totalmente estranho para a minha singela pessoa, verificar que quem acusa, tem pendente sobre si, imensos processos de corrupção, mas que não se coibiram na Câmara dos Deputados, de apontar o dedo, mesmo tendo imensos telhados de vidro. Aliás, aquele "show" que todo o mundo assistiu, para quem não é brasileiro, acabou por ser um bocado estranho. Sim, acho que o estranho é o adjectivo menos agressivo para categorizar aquela acção. Ou seja, ao invés de se expor argumentos a favor, ou contra, a destituição, falava-se em nome de tudo e mais alguma coisa, e diziam, histericamente, "sim, sim sim ohhhhhh sim!" pelo Sítio do Pica-Pau Amarelo, pela Cátia Cristina, pela gatinha, pela patareca, pela Virgem de Guadalupe, pelo cão, pelo pirilau do marido, pela rosita da esposa, por todos os macacos e mais alguns, e mais um par de botas. 

Do pouco que li, vejo ali um perigo iminente para o Brasil. Vejo ali um saudosismo de uma ditadura. Vejo ali um crescente desejo de uma repressão sem limites, onde tudo o que é diferente é para abater. Vejo ali, que os homossexuais podem começar a fazer contas à vida, e vejo que a falsa moralidade está à espreita para se tornar dona do Brasil. Não quero aqui defender a Dilma, até porque não votei nela (sou português) e nem sequer vivo no Brasil para dizer "sim ou sopas", parece-me apenas perigoso é que passados uns meses de umas eleições, se anda a discutir a destituição de um Presidente eleito democraticamente por uma maioria de cidadãos, só porque três pessoas consideram que Dilma terá cometido um crime. 

Parece-me que, se por cá temos um Correio da Manhã que julga as pessoas nas suas manchetes - onde pensa que está acima de qualquer tribunal ou julgamento, por lá, têm a vontade de alguns a querer fabricar o pensamento de muitos, sendo que, aconteça o que acontecer, que seja apenas a vontade da maioria do povo brasileiro. 

sexta-feira, 22 de abril de 2016

homens

- Ah e tal, tens que ir à reunião com senhor comercial. Vai mostrar-nos os produtos novos, a empresa e além disso é girooooooo! É muito bem "apessoado". 

- Vai, vai à reunião. Passei pelo senhor no corredor e só te digo: é um pão. Se não fosse casada...

- Até o Chefe que é hetero, diz que ele é giro. 


Bom convenceram-me. 

Fui à reunião. 


Conclusão/ Lição a tirar: Para as gerações anteriores a 1980, um homem giro/engraçado/interessante (riscar o que não interessa) é diferente para quem analisa a mesma questão e tenha nascido depois de 1980. 



Ou seja, o senhor não era giro/engraçado/interessante (riscar o que não interessa) além de que tinha a mania que era "pintas"

quinta-feira, 21 de abril de 2016

josé fidalgo

Já alguém falou do José Fidalgo? 

Fonte: José Fidalgo para a GQ



Pergunto porque estive ausente. 

tiradas

Quando um gajo giro olha para mim, das três, uma: 


1. Tenho uma coisa na cara 

2. Achou piada ao meu namorado 

3. É hétero e conhece-me de algum lado. 

ausências

Ontem um bloguer mandou-me uma mensagem pelo WhatsApp a dizer que que a "blogolândia sentia a minha falta", mas a verdade, verdadinha, é que ninguém mandou um avião sobrevoar a minha residência, com uma tarja a dizer "volta, estás perdoado". 

#estaéqueéaverdade #dóinãodói?

sexta-feira, 1 de abril de 2016

jornalistas

Antes de 31 de março de 2016

O jornalismo português sobre os atentados terroristas na Europa:

- Houve um atentado em Paris, mas ainda não se falou num ataque em Portugal.

- Neste atentado em Bruxelas, não houve nenhuma referência a uma possibilidade de um ataque destes a Portugal.

- Não sei sabe se Portugal será contemplado com um ataque terrorista.

- Espanha já teve um atentado, o Reino Unido e França também, e agora a Bélgica. Não se conhece nenhuma previsão de algum atentado terrorista em Portugal.

- Não sabemos se as autoridades portuguesas conhecem alguma intenção de ações por parte de terroristas, em solo nacional.

Depois de 31 de março de 2016, e de uma pseuda-referência do Daesh a Portugal:

“O histerismo na comunicação social portuguesa”

Mas também, com tanta “vontade” por parte da classe jornalística portuguesa, de que houvesse uma intenção terrorista em Portugal, mal seria.  Aliás, a capa do Correio da Manhã de ontem até deveria ter publicado uma imagem da Sónia Brazão, e de alguns elementos do Daesh, com o título em letras garrafais a dizer “Mistura Explosiva”.

Temos jornalistas tão fraquinhos, pah! Além de serem tendenciosos c-o-m-o’Ó’c-a-r-a-ç-a-s e abertamente de direita (ONDE ESQUERDA NÃO ENTRA), de não saberem escrever e/ou transmitir conteúdos, parecem que estão sempre em bicos de pé a dizer : “pick me, pick me”! (“PIQUEM” MAS É O CARA*%&#!)

E se há coisa que odeio MESMOOOO, é ver pseudo-jornalistas, a gravitar à volta de atores/cantores/pessoas no geral famosos/as, a perguntar: “conhece Portugal?”, “sabe quem é o Cristiano Ronaldo?”, “Sabe que Portugal não é Espanha, certo?”, “Eu sou do país da Daniela Ruah!”, “Pode dizer algumas palavras para os portugueses?”, “Mas de certeza que não conhece mesmooooo Portugal?”.

Enfim. Pena tenho eu dos verdadeiros jornalistas que não por se quererem prostituir intelectualmente acabam por não arranjar trabalho, ou tiveram que mudar de rumo. E eu escrevi: verdadeiros jornalistas, ok? Não escrevi Mário Crespo.



Hoje estou a dar uma de bicha intelectual. 

curiosidades



Curiosamente... eu também não. Mas ela também não era minha colega.

desculpas

Ah e peço desculpa também porque não acreditar em "ah e tal procuro um namorado", "ah e tal vou dar-te uma oportunidade", "ah e tal sou tão feliz""ah e tal, eras mesmo tu" e "ah e tal passou um mês". 


Sim eu sei. Hoje estou com muito mau feitio. 

desabafos

Sempre me convenci que era má pessoa. Que era invejoso, mimado, com a mania que sabe tudo e que tem sempre razão. Aliás, só me faltava mesmo era uma vassoura e poderia começar a distribuir panfletos no metro a dizer que realizo macumbas e que atuo sobre qualquer campo, desde o amor, ao negócio, até à família e problemas profissionais. Contudo, com o desenrolar dos últimos capítulos da minha vida (que vocês não sabem ainda, mas podem vir a saber um dia) vejo que afinal sou é boa pessoa. Até demais. Perdoou demais. Sou compreensivo demais. Desculpo demais. Ou seja, é demais em tudo (menos na conta bancária). Há quem diga que sou um tótó, e mesmo quem o diz, esquece-se que também abusa da minha boa vontade (ou não se lembra por ser mais conveniente). 

Acho que a culpa é mesmo minha (não acho, tenho a certeza, by the way) porque continuo a acreditar que a humanidade ainda tem salvação. Deixo passar pessoas à frente (no trânsito, no supermercado, etc) porque acho que devemos ser uns para os outros, sabendo porém, que se a situação fosse inversa, a malta estava-se era bem a cagar para mim. 

Acho piada os meus pais criticarem-me porque estou sempre disponível para os amigos, e nunca para a família, quando eu (euzinho, né?) é que lhes faço os recados todos, porque o meu irmão está a MARIMBAR-SE literalmente para eles. E no fim quem ganha o Oscar do filho pródigo? O senhor meu irmão. 

Acho piada também aos meus amigos, que consideram ter a vantagem de desmarcar, vezes sem fim, as combinações já efetuadas, mas se, por motivos de saúde, cabe-me a mim desmarcar, é o drama. O horror. Cai o Carmo e a Trindade. Sou a pessoa mais horrível do universo e mais além, sendo que esses meus “amigos” acham ainda, que se me mandarem mensagens de 30 em 30 minutos, a perguntar-me se já estou bom e se podemos ir sair para o Bairro, eu fico curado instantaneamente e como tal, já posso ir beber copos com eles “porque eles precisam MUITO de laurear a pevide, porque eles levaram uma tampa e porque eles precisam de arranjar outro gajo para esquecerem o gajo de quem levaram uma nega” – mesmo quando já me desmarcaram o “date” 5 vezes. 

Depois, ainda há o caso do “outro”, que me deixou de falar porque eu namorava (e portanto não podia namorar comigo, logo eu só sirvo para namorar), mas que da noite para o dia, me enche de sms’s a perguntar se podemos tomar café, que precisa muito de falar comigo, porque precisa de conselhos, porque foi para a cama com alguém, mas não se lembra, e portanto foi violado e ficou com HIV, porque está com diarreia. 


*respira* 


 Tipo… eu mereço. 



 Ai filhos, sabem o que vos digo? Da próxima encarnem em rocha magmática.

segunda-feira, 21 de março de 2016

fim-de-semana

Este fim-de-semana foi de morte (Meia-Maratona de Lisboa, lanches, jantares, almoços na praia, etc e tal). Estou aqui de rastos e super cansado. A ver se faço um texto sobre o assunto em epígrafe com mais detalhes e algumas fotografias (eu sei que tenho abandonado este "filhote", mas espero em Abril, voltar com força (alguma força, vá que não quero deixar ninguém "assado") e muita boa disposição. Pode ser que mude de trabalho e a coisa comece a entrar novamente nos eixos. Mesmo que não mude, vou tentar dar a volta a isto com alguma criatividade e imaginação. 


Ahhhhh, assim só para abrir a curiosidade sobre esta sexta, sábado e domingo, posso adiantar que conheci o Etílico*. Parecia que tinha entrado numa cápsula do tempo e estava de novo em 1980. Assim em três palavras: não gostei nada. 


Bom, mas deixem-me lá escrever tudo como deve de ser e depois falamos!


*Um bar gay em Lisboa. 

sexta-feira, 18 de março de 2016

convites

A colega destravada [sobre o colega da Conga]: Mas ele nunca te enviou um e-mail a convidar para ires para a praia com ele? Fazer nudismo para a Fonte da Telha? 

Eu: A mim? Mas porque carga de água é que ele me iria convidar para ir fazer nudismo com ele para a Fonte da Telha? 

A colega destravada: Porque ele costuma convidar os colegas todos. 

Eu: Pois, mas eu não faço parte do grupo dos “colegas todos”. Aliás, não lhe dei confiança para isso e comigo é bom dia, boa tarde e boa noite. 



Eu sei. Tenho muito mau feitio. E também não gosto de dar confiança a qualquer um. Além de que não gosto do rapaz porque o acho falso, sonso e dissimulado. Pois. Já sei. Tenho muito mau feitio. 

quinta-feira, 17 de março de 2016

amigos

Estamos no início de Março. Ele manda-me mensagem a cobrar que nunca estamos juntos. Que eu não sei dar valor à amizade e que nunca tenho tempo para ele. Assumi a minha culpa sem pudor, e tentei remediar a coisa. Combinei com ele um jantar. Não quis. Queria um copo no Bairro. Não me falou em ir ao Trumps, mas eu já sabia que era o que se seguia. 

Falei com o namorado, expliquei-lhe que tinha que dar atenção a uma pessoa, que é "só" um dos meus melhores amigos, e argumentei, que apesar de eles não gostarem um do outro, aquela amizade era importante para mim. Disse-lhe também que não ia o Trumps, sabendo desde logo que iria.

Na primeira sexta-feira de Março saímos. Passei pela casa dele, apanhámos o metro e saímos no Chiado. Estava um frio do caraças e acabámos refugiados no Maria Caxuxa. Bebemos imensos "moscatéis", que até perdi a conta. Poderia ir ver no extracto bancário a soma, mas acho que não vale a pena. Conversámos, rimos, e lembrámos que a nossa amizade já dura há 13 anos. A meio da parvoíce lá me contou que tinha arranjado um namorado. Era recente, mas era namorado. Não sabia como é que haveria de gerir a situação porque tinha medo. Os genes tinham-no feito ciumento e o passado tinha-o tornado desconfiado. Disse-lhe para ir com calma e de coração aberto para ver no que dava, e ele disse-me, que agora que namorava já não ia o Trumps. 

Acabámos a noite no Trumps, onde dançámos e rimos que nem uns parvos. Disse-me que não ia dizer ao namorado que tinha ido à discoteca e eu disse-lhe que se o fizesse, começava mal. Explicou-me que tinha dito ao namorado que ele não devia de ir a estes locais com os amigos e que se contasse, estaria a contradizer-se. Expliquei-lhe novamente que achava errado ele não contar, até porque estas coisas sabem-se sempre, porque há sempre alguém que conhece alguém, que te viu. Obviamente que o meu namorado já sabia que ia, e eu antes de ir, mandei-lhe mensagem de boa noite a confirmar. Fodeu-me a cabeça durante semanas é certo, com boquinhas parvas, mas passou-lhe. O namorado do meu amigo não sei. Também não me disse mais nada sobre o assunto, e pelos vistos, o valor da amizade esgotou-se naquela noite.

Na semana passada recebo outra mensagem. O meu amigo tinha-se chateado com o namorado. O outro tinha deixado de lhe falar e foi o fim do mundo. O drama. O horror. O meu telemóvel começa a apitar como se fosse um call center de um concurso televisivo do fim-de-semana, e tentei reconfortar o mais possível. Da melhor maneira que sabia. Tentei mostrar-lhe outras perspectivas, outros pontos de fuga, outras ideias, e ele só me dizia que tinha que o apoiar. Que o tinha que ajudar a suportar aquele desgosto. Pediu-me, ou melhor, suplicou-me, que saísse com ele para espairecer e desmarquei tudo o que tinha para ficar o fim-de-semana de apoio à "causa". Ganhei o namorado para o momento e escalonei a sexta para tomar um copo no Bairro, o sábado para um jantar e um domingo para ver o rio. Chega sexta-feira e desmarca. Está cansado. Tem dormido duas horas por dia e está exausto. Chorou a semana toda e nunca mais vais confiar nos homens. Aceito. Aproveito e coloco o sono em dia.

Chega Sábado e não me diz nada. Eu com tudo organizado, mando mensagem: "Então como é? Combinamos onde?" Nada. Nenhuma resposta. Começo a achar estranho, mas espero. Aliás, que remédio, até porque não conseguia fazer mais nada. Já quase à hora de jantar, recebo uma mensagem no telemóvel: "Estamos a falar e a ver se resolvemos esta crise. Depois ligo-te para falarmos melhor". 


Ainda estou à espera do telefonema. 

lucas

"Hoje o Lucas Goya foi devolvido. O Lucas Goya foi adoptado há cerca de dois meses. A primeira imagem mostra o cão que conhecemos. A segunda mostra o cão que passa hoje a primeira noite de regresso ao abrigo. Para que fique bem claro o efeito da devolução sobre qualquer animal."

Ler o resto aqui.

Fonte: União Zoófila 

Cada vez mais que conheço o ser humano... mais o odeio.

ódios

Já disse que odeio o meu trabalho?

estados

Acabei de chupar uma.*



*pastilha para a garganta, porque graças à corrente de ar do Hall e do ar-condicionado na tromba estou todo inflamado e cheio de dores.

absorção

Mãe: Mas ela não foi absorvida do crime?

Eu: Absorvida acho difícil mãe. Mas sim, foi absolvida, contudo o Supremo está a obrigar à repetição do julgamento. 

#eumereço

A colega nova "anão de jardim": Olha, dás-me três bolachas das tuas para provar?

Faço aquela cara de frete e digo: Yah... tira lá quatro bolachas. 



Hoje foram bolachas. Mas já lhe dei (porque me pediu) pacotes inteiros de bolachas de água e sal, cafés (solúveis e de cápsula), água, nozes e só não lhe dei almoço porque lhe disse que era pouco para mim. Já avisei as restantes colegas do Hall* para não me pedirem nada, porque para António Costa basta-me aquela. Aliás, estou a ponderar perguntar-lhe se quer ser adoptada por mim e dar-me o NIF. Assim como assim, sempre posso deduzi-la no IRS.



*Sim, fui "espetado" num Hall onde levo com a corrente de ar da porta e da janela, além do bónus do ar-condicionado directamente na tromba.



#eumereço

enfim

A colega nova "anão de jardim": Também vais à corrida da Ponte?

Eu: Vou. 

A colega nova "anão de jardim": Mas vais correr?

Eu: Correr? Obviamente que não, que o meu pé ainda não está bom desde a queda.

A colega nova "anão de jardim": Então o que vais lá fazer?

Eu: Não é evidente? Vou tirar fotografias à Ponte



Enfim. Odeio perguntas parvas.