"E isto verifica-se nas mais diferente áreas. Relativamente a tudo e mais alguma coisa, as pessoas começaram a questionar o óbvio: «Por que razão não poderei andar roto? Por que terei de andar com a fralda da camisa dentro das calças?», etc. E destas questões sem importância passa-se para um nível superior: «Por que é que dois homens ou duas mulheres não podem casar-se? Por que é que as drogas não hão-de vender-se nas lojas?
(...)
É também por esta razão que me tenho manifestado contra o casamento gay. Até há poucos anos, quando se falava em casamento, pensava-se em união de um homem e de uma mulher - usando-se também, para designar o acto, a expressão ‘constituir família’. Fulano «vai constituir família», dizia-se. Porque a seguir ao casamento vinham naturalmente os filhos, depois os netos, etc. Ora o casamento gay é por natureza estéril. Claro que pode haver adopções, ou então cada um dos membros do ‘casal’ ter os seus filhos. Mas não podem ter filhos em comum. E isto faz toda a diferença."
"As referências estão a desaparecer", por José António Saraiva, Sol, 06 de agosto de 2015
Mais um artigo de opinião do "magnífico" José António Saraiva, que desta feita compara o facto de uma pessoa andar com uns jeans rasgados ou com a camisa de fora, com o casamento entre pessoas do mesmo sexo e as drogas. Cada vez mais me convenço que este senhor (será senhor?) vive preso numa homossexualidade recalcada, estéril e silenciosa. O comportamento cada vez mais frequente de utilizar como catalisador a homossexualidade nas suas crónicas de opinião, onde versa sobre a moral e os bons costumes atacando pessoas que amam pessoas do mesmo sexo, faz-me lembrar aqueles pais de família que apregoam os valores e as virtudes ao domingo na missa, mas que depois têm um amante fora de portas, nos dias de semana.
Não é normal alguém viver obcecado, em cada texto que escreve, com a questão lgbt. Desculpem, mas não é normal. Parece-me a mim, e a quem lê estes disparates com olhos de ler, que estamos perante um crime de ódio. Estas crónicas são um crime de ódio. Incitam ao ódio. Legitima todos aqueles que perseguem e matam pessoas que amam pessoas do mesmo sexo. Este senhor é um pequeno "Hitler" dentro do país. Troquem "gays" por "judeus" e vão ver que o discurso está lá todo. A mensagem é a mesma, camuflada de uma pretensa opinião democrática, mas ao mesmo tempo avança com pseudo-argumentos para tentar discriminar. Para tentar perseguir.
Meu caro José António, que sempre foi um privilegiado neste regime republicano, conheço um "país" no mundo que adota muitas das posições que defende e que se chama "Estado Islâmico". Como tal, aconselho-o a emigrar. Assim poderá viver tudo aquilo que defende e apregoa (embora continue a considerar que toda esta revolta é uma capa para aquilo que verdadeiramente queria ser).