quinta-feira, 27 de setembro de 2018

lindo

- Olá lindo!

- Estás bom lindo?

- Vais ver que consegues lindo.


Tipo... não. Não se chama lindo a um gajo que não se conhece de lado nenhum, com quem não se tem intimidade e muito menos como "nickname" carinhoso de pseudo-engate. Há que ter um bocado noção. É "lindo" e "bebé"... mais valia chamarem-me de "coisinho". Além disso, eu sei que não sou lindo. Tenho espelhos em casa. Quanto muito seria maravilhoso (estou a brincar, ok?). 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

festas

Depois do programa matinal da Radio Comercial de hoje, fiquei a pensar. Tipo, fui à minha primeira festa da espuma em 2010, com 30 anos, em Ibiza (na Es Paradis). Entrei numa discoteca gay pela primeira vez em 2006, em Saragoça (onde andei aos beijos com um cozinheiro francês, que despachei com a desculpa "amanhã acordo cedo") e no Trumps em 2009, com vinte-e-nove-anos. Até lá (falando da minha experiência em terras espanholas), vivia numa gruta e só frequentava o Docks e o Indochina. Sempre fui muito retardado, graças a Deus (?). 

undressed

No universo televisivo mundial, estão a pulular (ai gosto tanto desta palavra! Eu "pululo", tu "pululas" e todos nós "pululamos". Adiante) inúmero formatos onde se mistura a "procura do amor" com a parte mais física da coisa. Além do programa inglês onde tudo começa sem roupa, e depois é que se faz um "date" vestido, neste programa italiano, a coisa começa com roupa, passa para roupa interior, abraços e beijos, e a decisão final do "fica" ou "baza".     



Eu achei o Sandro e o Francesco fofinhos. Agora, será que ficam juntos? 

É pah, assistam e ficam a saber AHAHAHAHA! 

mark & ethan

É pah, agarrem-me. 


Um dos meus casais favoritos... separou-se? É isso? Dass. 



Olha, badamerda para isto. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

convergências

Com um ligeiro (só para não dizer enorme) atraso, alerto-vos que se encontra em cena (ainda vão a tempo, descansem), pelo Teatro União da Sociedade União Sintrense (grupo de teatro amador em Sintra), a peça “Convergências - Uma História de Amor, Preconceito e Redenção” que aborda os temas do racismo e da homossexualidade. 

Portanto, temos aqui uma dica genial para um serão diferente - obrigado Ricardo pelo contacto, renovando as minhas desculpas pela minha "inércia".   


Sinopse:
"Aura é uma rapariga profundamente apaixonada pela vida... e pelo Miguel. Um rapaz igual a tantos outros mas diferente aos olhos da mãe de Aura por ser negro. O facto de não ser o homem que idealizava para estar ao lado da sua filha gera o ponto de tensão principal na vida destas personagens, iguais a tantas pessoas reais".


Espectáculos aos sábados na sede da Sociedade União Sintrense - 21h30 
29 de Setembro | 6 e 13 Outubro 
13 de Outubro - Também Matiné 

Contactos para reservas e informações 
Telefone - 91 960 48 74 
Mail - teatrouniao@outlook.com 
Facebook Teatro União
Teatro União Site: teatrouniao.wordpress.com



E já sabem... não basta dizer que são "cólturais", há que sê-lo efetivamente.

tempos


Sempre duvidei de fenómenos “internéticos” vertiginosos, que de um dia para o outro conseguem crescer nas Redes Sociais, e virar “influencers”. Conheço (conhecemos), tantos e tantos casos que no passado eram “supé” famosos, e hoje… nem vê-los. Acredito, que para se ter sucesso neste mundo virtual dos blogues, “instagrãns” e coiso e tal, é preciso ter paciência. Pelo menos se o objetivo final for esse. E se for, há que ser persistente. Insistente. É querer ser alguma coisa efetivamente. É apostar na sinceridade como mote, e colocar um bocadinho de nós em tudo o que escrevemos, desenhamos, fotografamos e partilhamos.

Portanto, quando me perguntam “qual é segredo para ter um blogue de sucesso?”, torço o nariz. Bom, na realidade não sei responder a isso (até porque nunca tive nenhum projeto nesses termos), mas como leitor, aquilo que me faz voltar a qualquer lado é sentir, que o que foi partilhado foi genuíno. Isso, para mim, garante êxito. A interação, sentida, entre quem comenta e quem responde é ponto-chave. Saber que não é um robô que ali está, a tentar impingir-nos umas “coisinhas” patrocinadas, é, na minha opinião, uma mais valia. E não perseguir “comentários”, “visitas”, “números”, “status”, “rankings” e “competições”, é o garante de uma sanidade mental que não nos faz desistir de ser bloggers só porque ninguém comenta. Aliás, não existe obrigatoriedade neste campo. Para mim, partilhamos porque queremos e se não existir um "feedback" efetivo, ou materializado, isso não quer dizer que não nos tenha feito bem. Ou que num futuro próximo, não possamos ajudar alguém.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

obrigado

Venho por este meio agradecer a quem denunciou o meu perfil no Google+, ou à própria Google que não tem nada mais importante para fazer, avançando com a ideia que a minha pessoa não existe (logo não pensa) e que sou fictício. 

Foram precisos seis anos para chegarem a essa conclusão. Parabéns. Batem forte cá dentro.    


Bom, espero que não sejam assim em tudo. Na demora, claro está. 

terminologias

- Bom dia. 

- Bom dia - respondi ao menino de 24 anos, empregado do café. 

- O senhor vai desejar alguma coisa?


Parei. Respirei. E olhei para trás. Não fosse a pergunta dirigida a outra pessoa.  

- Sim, é um café por favor - respondi resignado.

- Trago já senhor. 



Desculpem...  mas senhor? Buáaaaaaaaaaaaa. Ainda não estou refeito. Pelos vistos já sou um "senhor". Mas que não quero ser um "senhor"Buáaaaaaaaaaaaa.



Estou deprimido. 

Buáaaaaaaaaaaaa.

Vou comer bolachas. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

"ser gay em Lisboa no século XXI"

"A sociedade pode evoluir em muitos aspectos, mas o espectro emocional do ser humano é o mesmo, sempre o mesmo, e quem é racista será sempre racista, quem é homofóbico será sempre homofóbico. E, agora, escrevam lá mais uns tantos comentários indignados e reclamando a supremacia dos heterossexuais a ver se eu me ralo."


Patrícia Reis


Ler a crónica integral aqui, sendo que a primeira parte (e respectiva contextualização) pode ser lida aqui


mood for today

Sinto-me prestes a explodir e a mandar tudo à fava, mas nem sei bem porquê. Sinto-me um pouco cansado da rotina, das pessoas, do trabalho e da minha vida no geral. Sinto que preciso de me reinventar, mas não sei muito bem como. Sinto-me que já não sou "eu" há algum tempo e começo a odiar-me. Não quero ser esta pessoa, em quem me estou a tornar. Um dia, compro uns bilhetes de avião e "bazo" daqui sem dizer nada a ninguém. Viver sozinho, durante 3 meses na Itália, nunca me pareceu tão bem como agora.