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terça-feira, 30 de junho de 2026

desabafos

Tirando as curtes, as quecas, os engates, a aprovação social e a validação sexual/física, no fundo, no fundo, e mesmo no fundo, todos queremos uma história de amor ridícula. Até porque estamos interligados numa rede sentimental com terceiros (família, amigos, etc.) e precisamos de pessoas na nossa vida para partilhar coisas. Somos animais sociais. 

Fiquei ainda mais com esta ideia, depois de ter assistido ao filme "Bros" no canal StarLife, no domingo. Não vou dizer que chorei no fim (até porque chorei), mas revi-me em muitas coisas da película, em muitos dramas, inseguranças e acima de tudo, nos comportamentos dos outros, quando assumem uma posição de bulldozer. Isto é, não interessa os sentimentos alheios, desde que se consiga satisfazer os seus desejos pessoais. A humilhação gratuita ou a incapacidade de se colocar na pele do outro, é transversal aos gays. E também a todos os outros, vá. Embora, mais vincada em determinada realidade - são factos estabelecidos pela minha cabeça, sorry, not sorry.    

Seja como for, e por maior merda que nos aconteça na vida, julgo que haverá sempre uma réstia de esperança de que o futuro será diferente e melhor, mesmo que isso, pareça hoje, impossível de acontecer. 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

desabafos de sexta-feira

Sabem o que vos digo? Tanto gajo giro e jeitoso, com grandes corpos e podres de bonitos, e ninguém se aproveita. São quase todos uma merda de homem. Como é que chegámos até aqui? E deixámos que se ultrapasse em mais de 1000%, a parte física sobre as outras? 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

desabafos

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh! E antes de ir comer o meu bife de frango grelhado com arroz branco, só um pequeno desabafo: ter "dates" e conhecer pessoas, com a minha idade (quase 46 anos), é uma merda. Os nossos referenciais são outros, as nossas formas de ver a vida também, e a paciência para aturar merdas nem se fala, sendo que hoje em dia, gays para conhecerem outros gays, sem ser para sexo, é uma aventura. Quem diria que seria tão difícil arranjar amigos nesta fase da vida. Portanto, quando a psicóloga me perguntou se eu me sentia "diminuído" face aos outros, acho que lhe devia ter respondido que não, que apenas sinto que não tenho nada em comum com os gays. Pelo menos em Portugal.     

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

desabafos - exposição corporal

A blogosfera está mesmo a passar um período muito penoso, com falta de projetos que a mantenham ligada à máquina. Vivemos sem dúvida, e como já escrevi imensas vezes, numa época que a imagem é tudo. Aquela "cena" de que os "olhem comem" é tem dúvida o mote para esta nova era. Não é de estranhar portanto, que a blogaysfera também tenha acompanhado a tendência geral e se tenha espalhado pelo Instagram, OnlyFans e Twitter. 

Além de ser uma pessoa muito visual (sempre o fui), também sou muito voyeur, mas consciente disso, e contra mim falo, tenho que aceitar que já estamos a entrar no exagero da "coisa". A nossa capacidade de imaginar e fantasiar, está a ficar comprometida. O erotismo está a perde-se na espuma do óbvio. Porque além da preguiça mental, que nos começa a invadir (e portanto acabamos por perder qualidades em dissecar os assuntos), a indiferença começa a ganhar terreno. Ou seja, aquela crush do Instagram por quem nós suspiramos, mais tarde ou mais cedo, ou acaba toda despida no Twitter ou no Onlyfans. Ou nos dois. Sozinha ou acompanhada. E nós, apenas conseguimos pensar; "ah sim, mais um", perdendo-se assim, um qualquer interesse utópico e/ou platónico, porque aquele momento de imaginação mais atrevida acaba por desaparecer para sempre. Está visto, está feito, está "morto". 

Uma das pessoas que mais tem resistido, a este mundo fácil do dinheiro e adoração social, é o israelita Eliad Cohen. Talvez por isso, a capacidade de imaginar o que esconde a sua sunga, o tenha aguentado tanto tempo na ribalta. Parece-me que no dia que o seu "pito" for revelado, acabará por diminuir o interesse no que à fantasia diz respeito. Ou pelo menos, se a exposição corporal for controlada, poderá garantir uma maior base de fãs - mesmo com a ajuda de um nude ou outro. Mas se for algo continuado, e com uma dimensão cinematográfica de filmes para adultos, acho que poderá ser um efeito de indiferença. Acabará por ser apenas mais um, num mundo onde todos batalham pela mesma audiência - mas que atingirá um ponto que não chegará para todos. E embora seja algo que ache que nunca faria, não sei o dia de amanhã - e como não quero ser como aquele personal trainer gay português pseudo-famoso das redes sociais, que afirmou em tempos que "o OnlyFans era para atores pornográficos de 5€", e onde acabou por se estabelecer com o namorado a fazer também esses filmes caseiros - não quero cair no erro de dar lições de moral. Cada um sabe de si.   


Mas as perguntas que ficam são: será que a fantasia e a capacidade de imaginar, ficam comprometidas com tanta exposição corporal, ou apenas faz aumentar o desejo? Não será melhor salivar pelo "presente", para desembrulhá-lo na altura certa? Ou será indiferente? Ou mostrar só às pessoas certas é que fará sentido? Ou mostrar a toda a gente, desde que se pague, porque toda a gente tem um preço?   

segunda-feira, 5 de maio de 2025

segundas-feiras

O meu próximo namorado será médico, mecânico ou rico. Porque nestes últimos dias só tenho gasto dinheiro com consultas e exames, com o carro, e com merdas que me aparecem do nada. É tipo o anúncio da EVAX; "olá sou a tua menstruação", mas que no meu caso concreto é mais: "olá sou a tua despesa inesperada, saca daí um guito jeitoso para pagares esta merda, antes que a cena piore". 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

desabafos

 Odeio este mês de janeiro, que tem mais de 90 dias, e nunca mais acaba. 

 Ainda por cima, só recebo o salário para a semana. Na terça-feira.


#desabafos 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

revoltas

Esta semana ando cheio de revolta. 

Espero não agredir ninguém entretanto.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

homens

 Só tenho conhecido porcaria. 


Foda-se. 

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

egos e autoestimas

Nos últimos anos, andei com a minha autoestima em baixo. Mesmo em terreno negativo. Negativos, em milhões de infinitos ao quadrado. Tinha uma merda de ego, e sentia-me uma bosta de homem. Maioritariamente em relação ao aspeto físico, mas também, um pouco a nível psicológico, onde me sentia (ou sinto) um falhado. As redes sociais (mais o Instagram) também ajudaram nesse "feito" e não me sentir desejado, fez o pleno. Sentia-me invisível. Ignorado. É a vida a acontecer, diriam muitos. Mas é o que é. 

Depois de ter terminado o namoro, ou melhor, da forma como ele terminou, ainda fiquei pior. Bem pior. Portanto, e como é obvio, com a psicóloga foi fácil identificar esta questão. Yeah, sou um fácil. E estamos a arranjar estratégias para conseguir minimizar o impacto da "coisa" e avançar na resolução possível. E não estou a fazer-me de coitadinho, sei que tenho esse problema, e estou e tentar corrigi-lo. Keep Calm com as críticas. É um processo. 

Durante estes últimos meses, o downgrade foi tão grande (ainda mais, claro está), que fez com que fosse ainda mais vezes ao ginásio, como se isso mudasse alguma coisa. Fisicamente julgo que não, mas ao menos, a cabeça andava ocupada com o esforço. Com a raiva. Talvez com a revolta de ser como sou. E de ter nascido assim e de não ter tido "palavra" na minha feitura. 

Nesta luta pela melhoria física, que mais não é do que gostar de mim, tenho conhecido outros ginásios ao fim de semana, para não enjoar o de sempre. O de "sempre", apesar de ser de uma cadeia de fitness, é bastante familiar, portanto não há cá badalhoquices. Escrito isto, a mudança de cenários tem-me trazido coisas boas. Não só o facto de me obrigar a sair da minha zona de conforto (conhecer locais novos, conhecer pessoas novas, hábitos e rotinas novas, etc.), mas também a sentir-me um pouco desejado. Com os olhares, com as piscadelas e com os "auto toques" de terceiros, mais ou menos inocentes, nos seus corpos. 

Ainda não estou espetacular, mas estou a redescobrir-me, a reconstruir-me, mas acima de tudo, a conhecer-me. E isso é o mais importante. Assim, quando os meus amigos falam comigo, digo sempre: terapia é o melhor que podemos fazer por nós. E olhar-nos de fora, é absolutamente essencial, para evitar que entremos numa espiral, quase de autodestruição, quando ao fim ao cabo não existem motivos para isso. 

E assim sendo, estou aqui a contar os minutos para ir de fim-de-semana e criar memórias bonitas. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2024

mais males

Já não me lembrava disto, mas realmente os gajos (todos diferentes) fazem porcaria comigo, magoam-me e deixam-me na merda, mas depois utilizam sempre as mesmas as justificações. Parece que os escolho a dedo. Ou então, devem combinar o discurso, quando me conseguem destruir. Talvez eu esteja nalgum site como "tótó da década", e com as instruções com o que dizer nestas situações. 

“Ah, ok. Desculpa a demora a responder, mas estou a conduzir. Queria que soubesses, que hoje vejo, que te fiz muito mal e não merecias. Realmente não merecias.”

terça-feira, 8 de outubro de 2024

sentimentos

Estou tão farto de estar assim. De me sentir assim. De achar que nunca mais vou recuperar desta situação e que nunca mais vou confiar em ninguém. Não sei. Apenas assumo, que estas situações têm o seu custo, até porque já passei por elas, mas isso não significa que fique mais fácil. Ou que se aceite de forma mais ou menos resignada. Muito pelo contrário. Cada vez que acontece, além de gerir as situações novas, temos que levar com tudo o que já passámos no passado (e pensávamos ter resolvido), mas sempre com mais intensidade. Tudo fica mais duro. Mais pesado. Parece que não aprendemos nada com as situações e que somos derrotados só com um sopro. Que somos fracos. Insignificantes. 

Gostava de ter palavras de consolo para mim próprio, mas não as consigo ter. Cada dia que passa, quero ficar mais isolado - embora já vá jantar com o M. no sábado e a um museu no domingo. Preciso de me distrair, não pensar nisto tudo. Neste turbilhão de emoções que me invade, e derruba, sempre que penso no assunto. Pelo menos, os ataques de pânico desapareceram, e sinto-me tranquilo - apesar de muito triste. Dizem que é um processo. De luto. De luta. De esperar que o tempo surja como antídoto para a desilusão. Mas não sei. Parece que, conforme vamos avançando na cronologia dos dias, a dor aumenta. A sensação de perda fica cada vez mais gigante. Será que tudo isto terá um pico? Será que este processo, algum dia irá terminar de uma forma menos dolorosa? Tantas questões, e tão pouco tempo para as processar. Não sei. Nada sei, a esta altura do campeonato. Só quero que tudo passe rápido, porque estou farto de me sentir uma merda.  

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

mood for today

Sinto-me prestes a explodir e a mandar tudo à fava, mas nem sei bem porquê. Sinto-me um pouco cansado da rotina, das pessoas, do trabalho e da minha vida no geral. Sinto que preciso de me reinventar, mas não sei muito bem como. Sinto-me que já não sou "eu" há algum tempo e começo a odiar-me. Não quero ser esta pessoa, em quem me estou a tornar. 

Um dia, compro uns bilhetes de avião e "bazo" daqui sem dizer nada a ninguém. Viver sozinho, durante 3 meses na Itália, nunca me pareceu tão bem como agora.  

segunda-feira, 9 de abril de 2018

influencers

Primeiro, vou respirar fundo porque os vários médicos disseram-me que não posso enervar sob pena de ter outro "episódio". Segundo, vou respirar mais uma vez just in case.

Vá, vamos lá àquilo que me atormenta. Eu ainda sou do tempo (sim, eu sei que é de um anúncio do século passado) que não havia Instagram, sendo que também sou do tempo em que o Instagram apareceu, sendo que ainda consigo fazer a proeza de ser do tempo, em que o Instagram ainda mexe. "No início era o verbo", e haviam poucos portugueses nesta rede social e era tudo cool. Conseguiam-se ter "conversas" decentes com estrangeiros, e gostávamos das fotografias porque eram mesmo boas (ou por outro motivo qualquer, mas sempre genuíno), e não havia cá o frete do "segue-me" que "eu sigo-te também". E era por causa disto que eu preferia o Instagram ao Facebook. 

Entretanto, as coisas de lá para cá mudaram, e as pessoas agora acumulam seguidores, gostos, intercâmbios de divulgação de perfis, anúncios sobre as suas páginas no OnlyFans (onde estão semi-vestidos ou com a pilinha toda de fora, na esperança de obter um salário "disto" - ao invés de trabalhar como um "home" pah!) e fazem vídeos tipo "snapchateanos" onde tentam interagir com as pessoas. Bom, tentam. Porque permitem que as pessoas enviem mensagens, às quais nunca respondem, ao mesmo tempo que querem, que essas mesmas pessoas comprem as coisas que eles anunciam, ou utilizem os cupões de desconto com o seu nome para eles ganharem qualquer coisa, sendo que ainda querem que se subscreva planos de treino "muito em conta", e que se salve gatinhos com donativos. 

Mas uma dúvida assalta-me permanentemente. Ora, se há várias pessoas que mandam mensagem na esperança de interagir com "aquela figura pública do Instagram" (ou em inglês, "influencer") porque gosta, porque lhe acha piada, porque lhe dá tesão, porque tem um sentido de humor equivalente, ou por outra coisa qualquer, e se a abordagem é continuamente ignorada, expliquem-me d-e-v-a-g-a-r-i-n-h-o porque estou combalido (e como se fosse uma criança de 4 anos), porque r-a-i-o é que uma pessoa que é constantemente menosprezada, vai a correr comprar as coisas que se anunciam, ou usar um cupão manhoso qualquer, ou contratar algum personal trainer, ou ajudar a salvar aquele animalzinho fofinho que nem sabemos sequer que existe, se nunca, mas n-u-n-c-a, há feedback do outro lado? Devem ir devem. Vão, o c-a-r-a-l-h-i-n-h-o. Ou pelo menos não deviam. 

Ok, ok, já sei o que me vão dizer... "mas olha lá, existe pessoal que tem mais de 1000 mensagens por dia e não se consegue responder a todos". Pois, dá trabalho. Pois dá, eu sei que dá. Também já passei por isso. Mas a pessoa, ou aceita ao que vai, ou então está quieta. Ninguém é obrigado a aceitar mensagens ou comentários, ou até ter um perfil público. Mas se tem, e aceita receber contactos de terceiros, conhecidos ou desconhecidos, na minha modesta opinião, deveria de fazer um esforço para responder com um "obrigado", com um "olá", ou então com um qualquer smile ranhoso. Não responder, para mim, é s-ó falta de educação. Principalmente quando se utiliza o Instagram como uma plataforma de "negócio". Mas isto sou eu que tenho a mania e sou um bocadinho parvo. [aliás em linha com o que já tinha escrito aqui]


 Ah e tal, mas eu sou um "influencer". Olha, "influencer", o caralho.


E pronto, lá se foi a calma para as urtigas.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

frio

Estou gelado, geladinho. Tenho o nariz gelado, as mãos geladas, as pernas geladas e quase tudo gelado. Raios partam o frio, pah! Nem o ar condicionado aqui do burgo aquece o espaço hoje - ou se está a aquecer eu não estou a dar por nada. Também não me posso agarrar a ninguém para ficar mais compostinho, porque a maior parte dos colegas deste lado são senhoras, e o único homem existente (além da minha pessoa), também é do "sindicato", e dá-me ideia que se lhe desse essa ideia, ele já tinha tirado a roupa e já me estava a empurrar para cima da máquina das fotocópias para me "aquecer". Portanto o melhor, é não arriscar! Posso morrer de frio, mas "intacto". 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

desabafos

Sobre o trabalho:

A Colega: Pois, estamos entregues aos bichos, é o que é. 

Eu: Antes fosse às bichas. Pelo menos teríamos um ambiente de trabalho mais divertido.*


*Por mim falo, né? Pelo menos acho que sou divertido. Dizem, que eu não sei.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

dias

Sabem aquelas alturas, em que estamos rodeados de pessoas, mas que nos sentimos sozinhos? Ou que não nos apetece fazer nada, a não ser estar quietos num canto, sem interações externas? Ou que duvidamos de tudo, até de nós próprios? Pronto, é isso. Enfim. Deve ser da chuva. Ou síndrome pós-feriado. Ou então tenho mesmo a pipoca queimada.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

atitudes

Admito que algumas pessoas não gostem de mim. Percebo que algumas pessoas não pensem da mesma forma que eu, ou que defendam coisas diferentes. Entendo que algumas pessoas achem que sou reacionário, ou que seja demasiado utópico. Consigo até perdoar, algumas abordagens mais ríspidas. Mas não consigo aceitar que algumas pessoas rebaixem, humilhem ou faltem ao respeito só porque sim. Se eu não faço isso aos outros, não posso permitir que o façam comigo - principalmente pessoas que não me conhecem verdadeiramente, ou de lado nenhum. Se sou um gajo de esquerda, e tenho amigas do "peito" militantes do PCP e do CDS/PP, se tenho um namorado "direitolas", se tenho primas PSD, uma mãe mais PS e um pai mais PCP, e consigo conviver na diferença, não posso permitir que terceiros façam abordagens a "pé juntos" só porque se acham donos da verdade. Ou isso, ou porque têm uma beringela enfiada no c*. 

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

desabafos

Fónix! Madito tempo, pah! Estou todo atacado da sinusite e da renite. Pareço a Fontana de Trevi nos seus dias áureos. A diferença é que ninguém me atira moedas - se bem que se for para atirar alguma coisa, que sejam notas porque a vida está difícil. 

Devia era de emigrar para um país que tivesse um clima que não me deixasse de rastos. Nem tenho conseguido ir ao ginásio nem nada. É pah, tenho mesmo que arranjar um personal trainer todo jeitoso que me ponha a mexer. L-i-t-e-r-a-l-m-e-n-t-e. Mas o gajo português, que eu seguia no Instagram (que trabalhava no Fitness Hut) e que era capaz de contratar para o efeito... desapareceu do mapa! Portanto, nada feito. 

Ah e vou vender um rim para comprar o novo Iphone (vou nada, foi só para provocar terceiros cheios de lições de moral para dar... aliás, não há parte nenhuma do meu corpo que preste, portanto foi só mesmo para gozar com a situação).

Vá, vou comprar lenços de papel. Ou isso, ou um nariz novo. 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

desabafos

Dizem que na vida devemos relevar as coisas más e valorizar as coisas boas. Dizem-nos que devemos ter uma atitude positiva perante as adversidades e que devemos sorrir sempre que possível. A verdade é que nem sempre conseguimos estar assim na mó de cima, e deixamo-nos muitas vezes, arrastar por situações que nos parecem irresolúveis à primeira vista. Mas tudo tem solução. Basta querer. E como digo muitas vezes: quem procura, encontra. 

Na vida nada é estanque. E tudo pode mudar de um dia para o outro. Tudo pode parecer lindo e maravilhoso hoje, e amanhã estar um enorme nevoeiro que não nos permite enxergar um palmo à frente do nariz, ou vice-versa, mas o truque é não desistir, quer nos dias bons, quer nos dias maus. Acima de tudo, temos que nos valorizar enquanto seres humanos e perceber que as críticas, até as destrutivas, podem transformar-nos em pessoas melhores – há que saber tirar partido da coisa. Mas lembrar sempre, que as pessoas tóxicas não devem ter um lugar ao nosso lado. 

Não esquecer, porém, que devemos ter amor-próprio e que não devemos ser sempre nós a correr atrás. Sejam amigos, familiares, engates, namorados, maridos ou filhos, a maneira salutar de viver é deixar que o jogo do rato e do gato tenha os papéis invertidos de quando em vez. Estão a ver aquele amigo que nunca está disponível para nada? Que somos sempre nós a ligar, a convidar, a preocupar anos a fio, sem ter retorno? Bom, se num espaço de um ano esse amigo não fez o mesmo convosco, mais do que uma vez, é porque genuinamente pensa que vocês não fazem falta na vida dele, e aí, o melhor é tirar a ficha, arrumar numa caixa os bons momentos e assumir que o papel dessa pessoa na nossa vida chegou ao fim.

despertares

Ó minha vizinha'zinha, 
Ó minha vizinha'zona
Podias era pôr os teus filhos a berrar, 
no meio da tua... cozinha!*

*Era mesmo isso que estão a pensar, mas este blogue tem de voltar a ser familiar.