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segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

comportamentos

Sexta-feira passada publiquei, no meu Instagram, uma foto em tronco nu. Já sabia, que mais tarde ou mais cedo, iria receber comentários ou mensagens depreciativas - como tenho recebido aliás, nos últimos tempos, mas caguei. É pah, apesar de ter 44 anos, e alguma dificuldade em perder a barriguita, estou orgulhoso do corpo que tenho, porque o tenho, com muito sacrifício de dieta e exercício físico. Não vou mentir que me dá tusa trabalhar, para gostar de me ver ao espelho sem roupa, mas também o facto, de ter o colesterol muito, mas muito, elevado, dá-me um alento extra. Porque não quero ter outro "mini-AVC", e quero tentar ser o mais saudável possível - mesmo cometendo algumas asneiras alimentares diárias. 


Adiante.


Passados uns minutos da publicação, lá surge o primeiro comentário: "Só se vê 4 abdominais? Vê-se logo que não fazes elevações de perna". 

Fiquei ligeiramente fodido, porque o "reparo" foi produzido por antigo colega do secundário, com quem raramente falo, que não é meu amigo, que não tem confiança comigo para este tipo de observações, e acima de tudo, porque achei aquilo sem noção. Vindo do nada. Gratuito. Além disso, alguém que não é da área do fitness, nutricionista ou similar, e para concluir, alguém que não pratica exercício físico. E que volto a frisar, não tem confiança comigo para este tipo de abordagem. Portanto, só lhe respondi "que comentário de merda". 

Óbvio que não gostou. E vai daí, volta à carga com um "mas não aguentas uma crítica construtiva? Querias que mentisse e dissesse que estavas em forma para concorrer na categoria de men's physique"? 

Não, cromo do caralho, não aguento uma crítica construtiva, quando a mesma não tem nada de construtiva, a não ser tentar diminuir o meu esforço e minha alegria de me ver ao espelho. Não, cromo do caralho, quero lá saber do men's physique ou o raio, porque não quero concorrer a nada, nem tão pouco ser capa de uma revista de fitness. Portanto, cromo do caralho, quero é que te fodas e metas a crítica construtiva no c*. 

Ok, não respondi assim, até porque moderei o contra-comentário, mas avisei-o que iria remover do meu Instagram. Gostou? Não gostou. Foi a correr para o Facebook bloquear-me, mas antes, ainda enviou a seguinte mensagem privada: "eu também sou rápido e daqui já vais de vela". A minha reação? Mãos para cima e agradeci ao Senhor! Que já queria ter feito aquilo há décadas, mas nunca o tinha conseguido fazer, com receio da pessoa ficar chateada e armar peixeirada na rua. 


E como este cromo do caralho, tenho outros da caderneta, que me mandam mensagens fofinhas a dizer "vais tantas vezes ao ginásio e continuas igual", "o treino não está a resultar", "só levantas esse peso? És mesmo menino!" ou "tens gordurinhas ali de lado". Sério, mas qual é a necessidade? Ficam mais felizes em diminuir o outro, só porque sim? Se o motivo for esse, meus amigos, que continuem assim, porque eu quero mesmo é que as pessoas sejam felizes. 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

resposta

Ponderei, se haveria de responder ao comentário, que me fizeram neste singelo espaço, ou em alternativa, dedicar uma publicação ao mesmo. Acabei por optar pela última hipótese.

Primeiro devo dizer que não me acho melhor que ninguém (essa fase ficou perdida lá no tempo em que era parvo. Não que hoje, não seja eventualmente parvo, mas sou um parvo diferente) e como tal, as criticas que eventualmente faço… faço-as com o intuito de provocar em mim, uma análise com o objetivo de perceber se também padeço dessa maleita, e se assim for, como posso melhorar como pessoa. 

Depois, o afastamento. Vários motivos. Várias razões. Não é só por ter reatado o namoro. Foi também porque me carregaram com mais trabalho, no trabalho habitual, já por si chato e desgastante. Depois também, porque tenho um part-time que me ocupa as tardes e noites, e finalmente, a motivação para fazer coisas. Ou melhor a desmotivação. Corpo que não descansa, cede. E o cérebro, sem se desligar de vez em quando, deixa de ser imaginativo. E quem me conhece, sabe que adoro ser original, diferente e fazer coisas por impulso, que surgem enquanto pisco os olhos. E como corolário disto tudo, ter que formatar o computador e reinstalar tudo, também ajudou a quebrar o ritmo. É claro que se houve um afastamento, também não houve nenhuma aproximação. Sempre estive à beira de um correio eletrónico, de uma chamada, de uma mensagem, e tirando alguns “bloggers” – “e anónimos” - com quem troco e-mails, mensagens de “whatsapp” ou mensagens pelo “Facebook”, que podem ter eventualmente algum “queixume”, pela demora na resposta, julgo que mais ninguém terá legitimidade na reclamação, até porque, sempre estive disponível. Afastado do blogue? Sim, mas não afastado de quem quisesse. E já se sabe, que uma amizade é trabalhada pelos interessados e que para dançar o tango são precisos dois. Como tal, a crítica será sempre dupla e não pode morrer apenas numa das margens.

Agora traçando um paralelismo entre a publicação, onde critiquei uma amiga, e o meu afastamento do blogue. Não me parece, face ao exposto, que as situações sejam similares. Não só pelo tempo da “relação”, como pelo “grau de intimidade”, quer ainda pelos dramas passados em conjunto. A “tal amiga” que se afastou, faz sempre isso quando arranja alguém. E não foi por falta de tentativas da minha parte, ou do nosso grupo de amigos, que a amizade ganhou uma cor estranha. De todos os convites formulados aceitava menos de 10%. E nestas coisas já se sabe: uma amizade é cuidada pelos dois lados, e que para dançar o tango são precisos dois.

Portanto caro menino/miúdo/rapaz/senhor (riscar o que não interessa), reconheço-lhe alguma razão na crítica que me fez, pese embora considerar, que estamos a falar de coisas diferentes. Lisboa não é Ankara, apesar de serem ambas capitais de países. E sempre poderia ter enviado um e-mail a perguntar, ou a criticar, aqui para o “menino” que “este” teria todo o gosto em lhe responder (já agora aproveito a oportunidade de agradecer ao Hugo, o e-mail enviado!). 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

considerações

Tenho de começar a reler os comentários que faço, antes de os publicar.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

trabalho

Ando a labutar demais. Hoje foi o que dia, que saí mais cedo esta semana. Mas acho que já estou todo queimadinho. Antes de sair, virei-me para uma colega e disse: "bom, o trabalho já tem 69 páginas. É assim, como eu. Tenho um 1 metro e 69. A altura do amor."

A maioria desatou a rir. Uns ficaram a olhar. Outros, a dizer que ando necessitado de alguma coisa. E pronto. É isto. Trabalho não dá saúde. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

colegas

Logo agora, que preciso mesmo de trabalhar, é que resolvem fazer a manutenção do computador. Pelo menos, as minhas colegas, já andam menos histéricas com a questão do calendário dos Bombeiros Sapadores de Setúbal... É que ontem estavam impossíveis. Já não as podia ouvir e quando lhes disse isso, vira-se a mais entusiasta e diz: "tu quando era mais novo devias ser mesmo um pãozinho sem sal...", ao que responde outra (que é a que me conhece melhor e há mais tempo): "quem não o conhece que o compre. Este? Faz tudo pela calada. Tem a escola toda".


É tão bom ter colegas, que nos têm em tão boa conta.

domingo, 29 de dezembro de 2013

anonimato

Gosto que me comentem, porque posso retribuir o comentário, com outro, e assim produzir qualquer coisa. Pode, ou não, ter interesse, mas acima de tudo há uma interação. Quando comecei com este espaço, ponderei se aceitava comentários anónimos, ou não, mas achei que, independentemente de tudo, o deveria fazer, embora tivesse um limite imposto. Não iria tolerar comentários ofensivos, xenófobos, racistas, homofóbicos, sobre mim ou sobre os outros.

Portanto, confesso que até acho alguma piada a comentários anónimos. O problema é quando várias pessoas começam a assinar os mesmos com “tu sabes quem”. É que chega a um ponto, que não sei mesmo quem os assina e acabo por falar com pessoas a pensar que escreveram não sei o quê, e depois dá asneira (llllllllllllloooooooooooooolllllllllllllllllllllllll). 


*Escrito ao som de "Total Eclipse of the Heart", de Bonnie Tyler