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sexta-feira, 1 de abril de 2016

jornalistas

Antes de 31 de março de 2016

O jornalismo português sobre os atentados terroristas na Europa:

- Houve um atentado em Paris, mas ainda não se falou num ataque em Portugal.

- Neste atentado em Bruxelas, não houve nenhuma referência a uma possibilidade de um ataque destes a Portugal.

- Não sei sabe se Portugal será contemplado com um ataque terrorista.

- Espanha já teve um atentado, o Reino Unido e França também, e agora a Bélgica. Não se conhece nenhuma previsão de algum atentado terrorista em Portugal.

- Não sabemos se as autoridades portuguesas conhecem alguma intenção de ações por parte de terroristas, em solo nacional.

Depois de 31 de março de 2016, e de uma pseuda-referência do Daesh a Portugal:

“O histerismo na comunicação social portuguesa”

Mas também, com tanta “vontade” por parte da classe jornalística portuguesa, de que houvesse uma intenção terrorista em Portugal, mal seria.  Aliás, a capa do Correio da Manhã de ontem até deveria ter publicado uma imagem da Sónia Brazão, e de alguns elementos do Daesh, com o título em letras garrafais a dizer “Mistura Explosiva”.

Temos jornalistas tão fraquinhos, pah! Além de serem tendenciosos c-o-m-o’Ó’c-a-r-a-ç-a-s e abertamente de direita (ONDE ESQUERDA NÃO ENTRA), de não saberem escrever e/ou transmitir conteúdos, parecem que estão sempre em bicos de pé a dizer : “pick me, pick me”! (“PIQUEM” MAS É O CARA*%&#!)

E se há coisa que odeio MESMOOOO, é ver pseudojornalistas, a gravitar à volta de atores/cantores/pessoas no geral famosos/as, a perguntar: “conhece Portugal?”, “sabe quem é o Cristiano Ronaldo?”, “Sabe que Portugal não é Espanha, certo?”, “Eu sou do país da Daniela Ruah!”, “Pode dizer algumas palavras para os portugueses?”, “Mas de certeza que não conhece mesmooooo Portugal?”.

Enfim. Pena tenho eu, dos verdadeiros jornalistas, que não por se quererem prostituir intelectualmente acabam por não arranjar trabalho, ou tiveram que mudar de rumo. E eu escrevi: verdadeiros jornalistas, ok? Não escrevi Mário Crespo.



Hoje estou a dar uma de bicha intelectual. 

quarta-feira, 12 de março de 2014

linkedin

Começo a desconfiar de certos convites, que recebo no Linkedin. Acho que é tempo de mudar a fotografia. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

ups

Afinal o Desconhecido, voltou à carga. Renovou as juras de amor, ao mesmo tempo que tentou engatar o melhor amigo do Conhecido. E não conseguindo tal feito, e porque parar é morrer, engatou outro gajo qualquer, que a sua alcoolemia terá demonstrado como "presa fácil" ou como o "mais gostoso do pedaço". 

Mas as pessoas, já que querem fazer figuras tristes, não sabem ao menos ter classe?  Como é dito na gíria, "que os homens pensam com a "cabeça de baixo" e que as mulheres balançam as coisas", isso quererá dizer, que as relações gays estão condenadas desde logo ao fracasso? Que a infelicidade será sempre um objetivo, seja qual for o prazo? Ou somos todos diferentes? Ou dizemos que o somos, só porque sabemos que no fundo somos todos iguais?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

tiradas

Deveria consultar um qualquer dicionário, de forma a estabelecer uma definição para a situação. Talvez a possa apelidar de “bizarra”, já que não me recordo de outro conceito. Deriva daquelas tiradas que se desprendem da boca autonomamente, e que só nos apercebermos delas, depois de as soltarmos. E como já se sabe nestas coisas, o que está dito, está dito.

Estava muito bem no café com conhecidos meus, quando um deles conta que tem um engate novo. Que o rapaz faz isto, que o rapaz faz aquilo e que tem um corpo todo trabalhado. Menciona também, que o rapaz diz isto, que o rapaz diz aquilo, afirmando a pé juntos que o ama. Mas ele, o tal conhecido, declara que não sente o mesmo, e que prefere manter tudo na jigajoga da sedução. Confessa ainda, que a insistência do outro, o desconhecido, é de tal forma, que ele, o desconhecido, ainda cometerá alguma loucura capaz de escalar as tragédias românticas, mais trágicas, ou quiçá, os melodramas arrebatadores, mais melodramáticos.  

Até aqui nada de novo ou de transcendente. Quem sabe o que o mundo é, sabe que os desencontros amorosos são o pão nosso de cada dia, mostrando-se sempre repetitivos, onde a mudança ocorre só nas personagens. E assim, lá continuo a ouvir, mais ou menos atento, o rol de experiências entre os dois gajos. Um conhecido. O outro nem por isso. Até que, azares dos azares, ou sorte das sortes, são avançados pormenores. Particularidades tão singulares, que reduzem os alvos ao mínimo. E como a minha boca é mais veloz, que o meu cérebro ou "sentido de Estado", afirmo:

 - Ah sei quem é. Perfeitamente. No fim de semana passado, ele saiu com uns amigos meus e estava a engatar uma pessoa mais velha na discoteca.  

Silêncio.

- Mas devia ser na brincadeira – justifiquei. Mas ao mesmo tempo pensava: “foda-se, nunca sei estar calado”.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

conspirações

 Quando tiveres dúvidas, se o Universo conspira contra ti, é fácil tirar teimas. Vai ao Hipermercado. 

Entras, pegas no cesto com rodas, que já tinha o apoio levantado e pensas: "estava mesmo à minha espera. Que sorte!". Passados uns minutos, percebes que ninguém o tinha levado, porque só tinha metade de uma roda e então, ao invés de andares a deslizar pela superfície comercial como um Lord, ou como a Heidi nos Alpes, pareces um deficiente a arrastar a merda do cesto e a fazer uma barulheira que toda a gente olha para ti. Desiste. Pegas naquilo de qualquer maneira, e lá vais tu a irritado por seres tão preguiçoso por não ires trocar a coisa. "Também é pouca coisa" - pensas. 

Mas quando, finalmente, assimilas a porcaria do espaço, percebes, sim só percebes naquela altura, que mudaram os produtos todos e não sabes onde estão as coisas que queres comprar. Resultado? Trazes o que não queres, não adquires o que precisas e demoras o dobro do tempo que tinhas estipulado para o efeito. 

E já no fim de tudo, com uma dor de cabeça descomunal, não reparas na caixa vazia e colocas tudo o que trazes, no tapete da caixa ao lado. Depois entendes, sim, só entendes depois, que fizeste asneira, porque a senhora que está à tua frente, com a ajuda da assistente do Hiper, está a fracionar os milhões de artigos que comprou para aproveitar os descontos todos que tem. Pensavas que estavas atrasado? Deixa. Vais ficar ainda mais. 

Mas pensa positivo. Como deixaste o carro, na outra ponta do parque de estacionamento, vais percorrê-lo todo, de forma a decorares os números de todos os lugares só para ver se falta algum. 

Mais nada?????????????? 

Foda-se.