terça-feira, 31 de março de 2026

as séniores no ginásio | agachamentos

Estão as atletas séniores do costume, no sítio do costume, a fazer um dos treinos do costume (só as vejo fazer costas e pernas, e hoje, eram pernas), quando chega o amigo gay sénior, e atrás delas começa a dizer: 

- Vão mais abaixo, têm de descer mais. Isso assim não é nada! Parece que não têm amplitude para descer mais. Têm que deixar mais. Baixar esse rabo. Cuidado com os joelhos. Não estejam a fingir que estão a fazer. Se eu consigo descer mais e empinar o rabo, vocês também conseguem. 


Talvez tenha falado a voz da experiência. Não sei. 

segunda-feira, 30 de março de 2026

idiotices

Se não querem nada comigo, se não sirvo para o que quer que seja, se já me rejeitaram no passado, e voltam a fazê-lo agora no presente, juro que não entendo a puta das birras que fazem, a roçar uma crise de ciúmes, que é só estúpida e sem sentido, numa merda de discussão por mensagem que não é coerente com o que se diz. Não querem, não querem, há que viver com a tal rejeição, mas poupem-me às vossas cenas idiotas. Dass. Fartinho de homens até à raiz dos cabelos (que não tenho). Fónix. 

sexta-feira, 27 de março de 2026

pequenos gestos

Há pouco, estava uma senhora a querer passar na passagem de peões. De lenço colorido na cabeça, cheia de sacos, era impossível que fosse invisível. Mas a verdade, é que nenhum carro parava, e a senhora não conseguia sair dali. Eu já a tinha visto, quando entrei na reta, e quando cheguei à zona da passadeira, parei o carro. E esperei. Passados alguns segundos, ao meu lado, parou outro carro (a estrada tem duas vias para cada lado), e a senhora, ainda que a medo, conseguiu fazer o atravessamento em segurança. Estava tão feliz, porque tínhamos parado (era a nossa obrigação), que sorriu de orelha a orelha, disse-nos adeus várias vezes com um brilho nos olhos, e pelos lábios, perceberam-se vários obrigados. E eu sorri de volta - e mostrei os mais de 10 mil euros, que gastei nos dentes de bom grado

Por vezes é tudo tão simples, que não sei porque é que vivemos de complicação em complicação. 

cenas do passado

Ao reler algumas coisas que escrevi aqui, especialmente sobre o Miguel - e o facto de ele me ter dito que não queria ser meu amigo, porque já tinha amigos a mais, e um comentário do Mark "de que estou sempre a falar nele", acho mesmo que posso concluir que fiquei traumatizado a respeito - e que o mencionei demais no blogue. Será que é falta de amor-próprio? A verdade, é que sempre senti um bocado a pressão social nesta matéria e quero sempre perceber o motivo pelo qual fui rejeitado. Acho que vou falar disto à psicóloga, para tentar perceber porque raio dou tanta importância a isto. É que não faz sentido nenhum. 

treinos

Eu adoro ir ao ginásio e fazer musculação. Adoro a sensação de ter finalizado um treino, sair dali de banho tomado e arrumadinho para ir trabalhar. Sinto-me realizado. Satisfeito comigo próprio, por ter cumprido algo. Não vou ali para socializar, pelo que não tenho amigos feitos neste contexto, e tenho aplicar-me sempre. Sempre. 

Mas esta semana... não consegui finalizar um esquema completo (exceto no treino de pernas), e o que fiz, tenho a plena consciência, de que a técnica podia ter sido bem melhor. Não estou assim desmotivado, , portanto não sei o que se passou. Demorei mais tempo que o habitual e fiz menos coisas. Será apenas cansaço? Ou preciso de motivações extra? Não sei, preciso de ter vistas mais agradáveis, como o menino-mais-lindo, que de vez em quando treina na mesma hora que eu (hoje foi dia), que me rouba os pesos, mas que eu consigo perdoar, porque é mesmo um dos gajos mais lindos, que vi na vida? Mesmo que ele ainda seja mais antipático que eu no ginásio - como se isso fosse possível?

 

Tantas questões, e tão pouco tempo para as analisar. 

quinta-feira, 26 de março de 2026

vida

Ao reler este blogue, e tudo o que aqui já escrevi, curiosamente, fico cheio de esperança no futuro, e renovo as saudades de muitas pessoas e situações da minha vida passada. Talvez um dia, quando desaparecer para sempre deste plano físico, alguém, lá para o ano de 2896, encontre este espaço e me faça continuar a viver de alguma forma.

Também concluo, que aos 45 anos, estou bastante diferente do bloguer de 2015 (35 anos). Isto passa de facto a correr. E por isso, não podemos perder (mais) tempo. 

rip

Hoje, ao vasculhar as minhas redes sociais, descobri que um dos miúdos giros (pelo menos, aquele que eu achava mais giro), da Much Underwear (lembram-se desse projeto?), faleceu (em 2022?). Fdx, era tão novo. 

Fiquei chocado.


Vai tarde, mas: espero que estejas a descansar em paz. 

que anónimo és tu? - recap


 Uma publicação de 2015, mas que continua pertinente. 


E tu? Que anónimo és? 


E tu, bloguer? Que anónimos tens no teu espaço?


Para [re] ler AQUI!

quarta-feira, 25 de março de 2026

as séniores no ginásio | gemidos

Estava eu a acabar o meu treino, ou seja, deitado a fazer abdominais na zona própria para o efeito, quando do fundo do ginásio, vinham uns gemidos femininos bastante elevados no tom (era um PT a dar uma aula privada a uma senhora de meia idade - como eu).  As "minhas séniores" tentavam disfarçar o "escândalo", quando o amigo gay (também ele já sénior), lhes berra: 

- Mas olhem lá, isto agora é um ginásio ou motel?


Elas ficaram encavacadas e eu soltei uma gargalhada. 

o problema não és tu, sou eu

Já não vejo reality shows faz tempo e não estou a acompanhar nenhum de momento. Contudo, nas minhas redes sociais (Facebook, Instagram e X) não se fala de outra coisa e anda tudo um bocado histérico a comentar as ações e reações dos intervenientes.

Para que exista contexto sobre o que escrevo, estou a referir-me a um programa, que tem como nome "Casa dos Segredos" (TVI, Portugal), onde os concorrentes entram para uma casa, sem contactos com o exterior, levando consigo um segredo que os outros têm de tentar adivinhar para ganhar dinheiro. Ou seja é um "Big Brother" com segredos, vá.   

Entraram na edição que se encontra no ar, como participantes, um casal, a Eva (22 anos) e o Diogo (25 anos), cujo segredo era esse mesmo, ou seja, "somos um casal".  Daí, começaram a fazer cenas que não os denunciassem, e o rapaz, sempre na lógica "tudo na brincadeira", envolveu-se (romanticamente, sexualmente, etc.) com uma rapariga chamada Ariana, sem a mínima preocupação com os sentimentos da namorada "porque era um jogo". A cena escalou, o segredo rebentou, a Eva chorou, a Ariana sentiu-se traída e o João acabou o namoro em direto. Sempre com a ressalva que "talvez um dia, a soubesse amar, como ela (a Eva) merecia". A rejeitada não consegue abrir mão do ex-namorado, arranja todas as desculpas (e mais algumas) para justificar/perdoar o comportamento dele, que "não quer ficar sem ele", e as redes sociais, ao rubro, a dizerem que ela é uma tótó, com muita falta de amor-próprio e ele, um grande filho da mãe.   

Bom, acho que é muito fácil de criticar os outros, quando não estamos nas situações. Parece-me que a miúda, nitidamente, não estará bem psicologicamente, não só, porque deve ter sido o seu primeiro grande amor, mas também, porque foi tudo assim... de repente e com milhões de pessoas a assistir. Claro que quem critica a dependência emocional de uma pessoa sobre outra, não sabe o que está por detrás. As manipulações, a violência psicológica (e em muitos casos, física), que levam a que uma pessoa "tenha medo de abrir mão" de um relacionamento que considerava o "tal", mesmo que anos mais tarde veja, o quão errado era. 

Um relacionamento tóxico, nunca é visto como tal, por quem está dentro dele. Porque umas vezes desvalorizamos uns berros em frente ao nosso grupo de amigos íntimos, porque "ele estava num dia mau", ou aceitamos uns olhares e uns sorrisinhos ao empregado jeitoso, "porque olhar não tem mal". Noutras alturas, queremos sexo, e tal não acontece porque a outra pessoa "tem problemas lá no trabalho e não está com a cabeça para isso", e aceitamos (porque não pode ser sempre sobre a nossa vontade) mas depois, soltam-se umas frases desalinhadas nos jantares de grupo, como se tivessem pinado no dia anterior (e eventualmente até o fizeram, mas não com a pessoa com quem tinham um relacionamento). Conseguem-se arranjar desculpas para todos os comportamentos, e por exemplo, o sexo escondido com outros intervenientes "foi só sexo" ou só aconteceu, porque as "pessoas não são, ou não quiseram, ser modernas".

Quem existe numa relação desta índole, chega a um ponto onde a estranha, obviamente, mas começa a considerar uma certa normalidade nestas atitudes, como se fosse um mecanismo de autodefesa, para tentar evitar uma situação de paranoia ou de ciúme doentio, porque no final de contas "vai estar sempre a exagerar e a ver coisas onde elas não existem". Adicionalmente, em relacionamentos longos, fica sempre aquele "bichinho" de "vou colocar tudo em causa, porque desconfio de alguma coisa ou só me tratam mal de vez em quando?"

A verdade, é que vamos aceitando os amuos, as faltas de consideração, a má educação, a ausência e os maus tratos, como uma coisa natural, porque hoje foi um dia mau, mas amanhã será diferente. E eventualmente até será, mas nos dias seguintes, o mesmo comportamento voltará, e às vezes, com mais força, mais desprezo e mais manipulações de situações onde se consegue aplicar a inversão dos intervenientes, de forma a deixar quem é manipulado, desarmado e com problemas de consciência - quando não os devia de ter. E quem vive uma relação desta índole, nunca se apercebe que tudo isto não é normal, saudável ou viável, porque não consegue ter o discernimento necessário para terminar uma relação ou dar um passo para o lado para respirar e ganhar consciência de onde está.     

terça-feira, 24 de março de 2026

outros descartes

Well, também não sou um tipo isento de telhados de vidro, nem vivo cheio de lições de moral para dar, portanto, também tenho os meus defeitos, e as minhas incongruências (I'm only human!). E assim, também já rejeitei algumas pessoas. De rajada, os meus principais motivos para o ter feito, foram basicamente porque...

... as pessoas eram muito novas.

... as pessoas estavam muito dentro do armário, e eu perceber que aquilo não ia ser mais do que trocas de mensagens sem fim. Adicionalmente, comecei com ataques de ansiedade e fiquei super desconfiado com alguns "pormenores" - para não escrever mentiras. 

... não estava efetivamente preparado para tal. 

... perdi o interesse. Fiquei amarrado a um monólogo, era sempre eu que tentava fazer conversa, mandava mensagens e tentava gerar alguma conexão. 


Ainda assim, as minhas justificações não são infinitas, e agregam-se essencialmente nestes pontos, sendo que a falta de preparação emocional, talvez fosse o pior. Principalmente quando sentia que a outra pessoa queria mais do que amizade (ficou demasiado interessado), ou em contraponto, só me queria levar para a cama. E apesar de gostar muito de sexo, se a "coisa" não foi bem feita (leia-se engate), não consigo ter interesse nisso. Será da idade? Estarei a perder a tusa? Estarei a ficar hétero?  

descartes

Depois de ter chegado a casa, fui beber algo quente para dar combustível à alma, e dei por mim a pensar em todos os motivos invocados por terceiros, para me rejeitarem. Apesar de não ver estas negas com os olhos, que tinha aos 22 anos, até porque as coisas são o que são, não deixa de ser um pouco frustrante a forma como somos descartáveis com um estalar de dedos básico. 

E estou a falar de uma rejeição por coisas mundanas - pelo menos, julgo eu, que o são, considerando que apenas queria conhecer pessoas para jantar fora, ir ao cinema, dar umas gargalhadas, treinar juntos, tirar dúvidas sobre o IRS e investimentos em cripto moeda, ou em última instância, dar uns beijos na boca. Contudo, esta tarefa tem sido bastante complicada, porque os homens de hoje, estão bem mais difíceis do que em 2009. 

Mas vamos lá, para que percebam onde estou metido, avanço aqui com algumas coisas que já me disseram, nesta epopeia heroica de conhecer pessoas várias:  


Motivo 1: altura

Filhos, tenho 1.69m, que arredondo já para 1.70m para evitar certos comentários, e não posso fazer nada a respeito. É o que é, e as coisas são como são. E recuso-me terminantemente em usar saltos ou sapatos compensados. Acho que rejeitar alguém para beber um copo, porque tem 1.70m é só idiota. Mas têm medo do quê? Que me confundam com uma criança? Isso não vai acontecer, até porque nos leva ao motivo 2. 


Motivo 2: idade

Ao contrário de um amigo meu que tinha sempre 30 anos, eu assumo a idade que tenho. Nasci em 1980, e não preciso de mentir sobre a minha idade. Apesar de toda a gente me dizer que pareço bastante mais novo (será pela altura?), os 46 nos estão a chegar brevemente, e não posso congelar o tempo. Estive num relacionamento 14 anos, e portanto fora do mercado dos "conhecimentos" (pelo menos, eu estive), e é natural que passado este tempo todo tenha envelhecido. Apesar de gostar de pessoas mais novas (tendencialmente), aliás como sempre, não procuro gajos demasiado crianças, não só, porque depois não existem muitas coisas em comum nas conversas, mas também, porque não têm maturidade suficiente, ou a experiência suficiente, para que eu consiga não me aborrecer. Dos 23 aos 28 anos, os homens têm de experimentar a vida, com pessoas mais ou menos das suas faixas etárias, para depois não andarem na putice escondida, numa qualquer crise de meia idade, mais adiante. 

Mas sobre a rejeição neste ponto: trintões não querem um gajo de 45 anos. "Podemos dar uma voltinha, mas és muito velho para um relacionamento comigo" - mesmo depois de lhe ter dito que procurava pessoas para estar, numa vertente mais de amizade do que outra coisa. 


Motivo 3: cabelo

Ou neste caso, falta dele. Parece que estou a tocar mais no meu aspeto físico, mas também passa por ai. Nunca fui giro, e não é agora que o vou ser, apesar de considerar que fico melhor de cabeça rapada do que quando tinha cabelo, porque isto não se conseguia pentear por nada - devido aos remoinhos que tinha. Apesar de não ser tão frequente como a altura, para algumas pessoas, é um motivo. E não. Não vou fazer nenhum transplante capilar para a Turquia. 


Motivo 4: és muito chato 

Peço imensa desculpa aos gays deste país, porque sou uma pessoa interessada. Peço perdão, se dou match no Tinder e digo um "olá" básico. Já percebi que esta aplicação é só para gerar correspondências e depois brincarmos ao ignore uns com os outros. Se falo com uma pessoa há meses no Instagram, e pergunto se podemos trocar contacto telefónico, é porque senti que havia uma conexão que poderia ser explorada. Beber um copo, dar umas gargalhas, sei lá. Mas não, afinal é "só" para falar ali, porque "ai Jesus", o que seria a pessoa estar cara a cara, jantar fora ou comer um gelado. Não, não, é só para ver as fotografias ali na montra, mesmo que tenhamos um curso de formação profissional, ao lado do local onde trabalha a outra pessoa. Os gays brasileiros dizem que "homens emocionados", são chatos. Eu vejo, porém, as coisas de forma diferente, porque se temos interesse, é claro que temos cuidado. Que perguntamos. Que fazemos questões ou dizemos bom dia. Se isto é too much, por favor, vocês precisam de fazer terapia urgentemente.  


Motivo 5: é demasiado cedo

Conhecer alguém num ano e meio, só através de mensagens, é demasiado cedo? Cedo para quê? Para uma atualização do WhatsApp


Motivo 6: só procuro sexo

Ok, não sou santo nenhum, mas podemos ao menos beber um copo primeiro? Sei lá, ver se há afinidades, se o toque existe, se existe excitação? "Ah, desculpa, não estou com paciência para conversas"... pois mas eu não consigo marcar quecas. "Então, não estou interessado, desculpa"

 

Motivo 7: outra pessoa - parte I

"Sim, podemos combinar algo, mas temos de ver um sítio longe, e umas horas assim, diferentes, não sei se estás a perceber". Rapaz, eu percebi, que afinal tu deves estar num relacionamento, que não deve ser aberto, mas que não tiveste a honestidade de me contar o que se passa. Além disso, não estou disponível para ter um encontro contigo, numa qualquer caverna nas Astúrias, durante a minha hora de almoço do trabalho (em Lisboa). 


Motivo 8: outra pessoa - parte II

"Desculpa, não consigo combinar nada, porque ainda me quero relacionar com o meu ex-namorado, e ver se dá, apesar dele querer um tipo de relacionamento que eu não quero ter". 


Neste momento, estou prestes a entregar tudo para Deus, e desistir dos gays

as séniores no ginásio | sabedoria

- Mas é assim? Tenho que me baixar mais? Olhe que tenho problemas nos joelhos, não posso abusar no agachamento. Estou a tentar. Mais abaixo? Estou a fazer bem agora?


Já percebi, é que estas senhoras sabem é muito, porque conseguem sempre que os gostosos do ginásio, as vão ajudar. A mim, que estava ali a morrer, a fazer abdominais ao lado, ninguém quis saber. Mas "às senhoras doutoras" foi logo o senhor PSP, todo gato e gostoso, com um "posso dar uma ajuda". Olha, eu também precisava de auxílio para levantar as pernas e não me perguntaram nada. Achei ligeiramente homofóbico. 

segunda-feira, 23 de março de 2026

resultados

Obrigado pela vossa preocupação (que foi nenhuma, by the way, AHAHAHAH), mas já fui buscar a viatura à oficina, e cumpriu o orçamento estipulado.

Ainda assim, fiquei ainda mais pobre

rezas

Mais uma vez, peço a colaboração de todos para realizarmos, enquanto coletivo, uma reza à Nossa Senhora das Revisões.

O meu carro acabou de entrar na oficina. 


Amém. 

sexta-feira, 20 de março de 2026

confessionário 2


E seguimos no tema, com a publicação das vossas confissões. Não quero ninguém amuado, nem com o sentimento de que foi excluído. Porque apesar deste blogue não ser uma democracia, valoriza a participação de todos. Caso assim não fosse, não criava estas interações, nem tinha o trabalho de ter um espaço como este. 

Sobre a esta confissão em si, primeiro, devo assumir que resolvi censurar o nome da pessoa que lá estava, não só (e por um acaso) porque a conheço ao vivo, e depois, porque não há necessidade de se alimentar certas coisas. Depois, noutro plano, acho que quem submeteu este desabafo, não odeia propriamente ninguém, porque este sentimento é muito forte, e mais do que aos outros, fará mal exclusivamente a nós próprios, se professarmos essa "religião"

Com o avançar na minha vida, no que a anos diz respeito, tenho aprendido que devemos apenas valorizar o que nos acrescenta e tudo aquilo que nos ajuda a sermos melhores pessoas todos os dias. Tudo o resto, deve ser colocado de parte, ignorado e desvalorizado na medida do possível. E escrevo isto com franqueza e a maior honestidade possível: se nos deixarmos envolver e afogar no ódio (vingança, etc.) apenas nos estamos a prejudicar a nós próprios, demitindo-nos de ter uma vida plena, tranquila e feliz. E acreditem, se havia pessoa com motivos para odiar "cenas" neste mundo, essa pessoa seria eu, mas não quero ir por ai. Quer ser feliz em todos os momentos, que o consiga ser. Quero valorizar quem me quer bem e agradecer todos os dias, por ter a possibilidade de ver, e aprender, um bocadinho mais sobre o mundo. Isto passa a correr, acreditem. 


Portanto, se alguma penitência teria aqui cabimento, eu diria para se olharem ao espelho, e responder apenas a uma pergunta simples: vale a pena?  



Quem também quiser participar nesta rubrica, já sabe, podem fazê-lo AQUI!

identidade e expressão de género

Eu tenho a mania que sei muita coisa, mas tenho a certeza, que sou ignorante noutras tantas. Uma das questões onde sou muito leigo, é sobre a identidade de género e expressão de género, nomeadamente a mudança de género. Portanto, quero desde já dizer, que não me vou alongar muito no tema, por desconhecimento assumido. 

Contudo, não posso deixar de ressalvar que hoje, 20 de março de 2026, cavalgando a agenda da extrema-direita, foram aprovados vários diplomas sobre este tema na Assembleia da República Portuguesa, onde: 


1. Com a revogação da lei atual volta a ter vigência a legislação de 2011, regressando a obrigação de uma validação médica na mudança de nome e género no registo civil. Até agora, essas mudanças eram possíveis para pessoas com mais de 18 anos, sem obrigatoriedade de qualquer atestado médico, e também para adolescentes entre os 16 e os 18 anos, desde que existisse autorização dos pais e mediante um relatório de um profissional de saúde, médico ou psicólogo, que atestasse a sua "capacidade de decisão e vontade informada."

Ou seja, todos os adultos que sejam trans, vão ter de ir ao médico, ou no caso concreto, a um conjunto de peritos, que atestem esta "condição". Agora, qualquer pessoa trans terá que esperar até os seus 18 anos para ser plena e na maioridade terá que pedir "autorização" para ser quem é. Até lá, terá que viver condicionada, escondida ou com medo de ser ainda mais perseguida. Acho que a liberdade de cada um, de ser, e amar quem quiser, é consigo e só consigo. Eu pelo menos, não tenho nada a ver com isso, nem gostaria que opinassem a respeito sobre mim, nesses temas. Qualquer dia, irão obrigar os homens que gostam de homens, antes de assumir a sua homossexualidade, viver determinado tempo com uma mulher, só para terem a certeza que são gays. 


2. Por seu lado, o CDS-PP apresentou um projeto-lei que "protege a integridade das crianças" proibindo os bloqueadores da puberdade e/ou terapia hormonal no tratamento da disforia de género em menores de 18 anos".

Não sou uma pessoa médica para comentar isto, mas parece-me que os dois gatos pingados do CDS-PP, eleitos na Assembleia da República, também não o são. 


3. "Madalena Cordeiro, deputada do Chega, abriu a discussão deste ponto na ordem dos trabalhos durante o debate de quinta-feira, alertando para os "perigos devastadores" dos bloqueadores de puberdade.

"Não é cuidado, não é medicina, não é ciência. Um homem é um homem e uma mulher é uma mulher. Diferenças entre ambos são claras e evidentes. Ciência de 9.º ano. Agora, basta uma consulta para que em cinco minutos uma criança seja diagnosticada com disforia de género", atirou. 

Um homem é um homem, uma mulher é uma mulher, um homem veste azul e a mulher rosa. Aliás, em linha com o pensamento dos Cheganos nesta matéria, caso não quisessem enviar para o Tribunal Constitucional, alguém que estabeleceu um paralelismo entre o casamento homossexual e o casamento de seres humanos com outros animais.  


Parece uma coisa de somenos, mas é sempre assim que começa. Pelos mais frágeis, ou pela capacidade de gerar indiferença em todas as outras minorias, porque separadas, fica mais fácil de destruir, ou condicionar, cada uma delas. Aliás, aquando da votação do casamento homossexual, onde a direita portuguesa demonstrou uma oposição ferrenha, muitos "direitolas" estavam contra porque "um casamento é entre um homem e uma mulher". Curiosamente, hoje, vivem e usufruem desse regime, porque entretanto assumiram a sua homossexualidade (não é, Paulo Rangel?).  


Para memória futura, votaram contra estas iniciativas o PS, Iniciativa Liberal, Livre, PCP, e os deputados únicos do Bloco de Esquerda, PAN e JPP.


Notícia AQUI

quinta-feira, 19 de março de 2026

a pessoa errada

Uma publicação Original do Instagram do blogue, mas que sofreu uma ligeira adaptação para se publicar por aqui também. Porque aqui é que conta! O resto é acessório. 

Fonte: Namoro(ei) com um Pop Star

confessionário 1


Vamos lá então inaugurar a "cena". Não é que tenha muitas respostas para publicar (AHAHAHA), mas nunca mais me lembrei desta rubrica tão linda. E peço desculpa desde já por isso. 

Então é assim: consigo relacionar-me com esta questão (Ups!). Estou a tentar ver-me livre desse mau hábito, e aconselho toda a gente, que tenha este problema a fazer o mesmo (como no presente caso). Infelizmente, parece que responsabilidade afetiva é coisa de outros tempos (quiçá, futuros) e maturidade é coisa que não abunda nos homens, incluído nos gays (mesmo depois dos 30 ou 40 anos). Portanto, se convidamos para qualquer coisa, uma vez, duas ou no máximo três vezes, e nem sequer há resposta... bom temos ai um grande sinal que... não. Que não vale a pena e chega de humilhações. Se verificarem o chat do Instagram, nas reações que enviaram ao tal crush, e das duzentas, nem sequer houve um "obrigado", parece-me que a resposta está dada. Não insistam, parecem desesperados e como já todos sabemos, os homens adoram ser desprezados. 

Contudo, consigo perceber aquela coisa do desafio pelos bad boys, mas a verdade, é que depois quem fica na merda somos nós. Isto é, como não temos os astros alinhados com as intenções dos outros, acabamos por ficar desiludidos, porque as expetativas criadas não foram correspondidas. E isso, meus caros amigos e leitores, a responsabilidade é exclusivamente nossa. E nunca nos podemos esquecer do seguinte: muitos gays apenas procuram validação externa para puxarem o seu ego para cima. E acabamos por entrar num sistema, onde as nossas abordagens, apenas servem para garantir que alguém acumule pontos para o seu nível de "convencidez". Há muitos homens que não valem nada, é certo, mas em muitas situações a culpa (aí a terrível culpa) é nossa. Se não queremos entrar no esquema, não joguemos com estas regras. 


E como primeira penitência, e considerando o caso concreto: trabalhar mais essa autoestima, combinar um café/almoço/jantar com amigos quando se sentir que se está a fraquejar, e trabalhar na rejeição. Ou seja, não faz mal convidar alguém para sair. Faz mal, sim, não conseguir aceitar um não. 


Bom, tarefa primeira, concluída com sucesso! E desse lado, alguma coisa que queiram partilhar? 

Podem fazê-lo AQUI!

quarta-feira, 18 de março de 2026

somebody to love

Há canções sem tempo, e outras, cumulativamente, com memórias gráficas, como é o caso de Somebody to Love dos Queen, no filme Ella Encantada, interpretada pela Anne Hathaway. 

Lançada em 2004, esta película tornou-se um ícone dentro do género, e de certa forma, na componente romantizada da busca do amor. Nesta altura, teria eu ainda 23 anos, puro e casto (só me "badalhoquei" aos 28), e ainda sonhava com um tal de príncipe encantado (aiiiiii Hugh Dancy *suspiro profundo*), que aos 45, quase 46, já sei que não existe. 

Seja como for, as boas memórias, e o relembrar de versões nossas do passado, deixam-nos apenas com um sorrisinho simples na cara, e por vezes, isso é o bastante. 

estatísticas

Estes números, relacionados com as visitas ao blogue, são assustadores. Até porque não tenho publicado nada sobre os "assuntos do momento", não estou envolvido em discussões blogosféricas, nem tenho partilhado gajos gostosos despidos. Portanto, a pergunta que fica é: mas que raio se está a passar aqui?


Fonte: Namorei com um Pop Star

as séniores no ginásio | procedimentos

- Só não sei como se mete o "coiso", porque basta o avião dar uma voltinha mais rápida, andamos logo pelo ar, e depois como é se consegue meter o colete salva-vidas como deve de ser?

- O avião nunca cai assim, cai a pique, com a parte da frente para baixo, depois ficamos sem oxigénio e desmaiamos. 



 Afinal as senhoras são especialistas em acidentes aeronáuticos.

terça-feira, 17 de março de 2026

dates hipotéticos

Às vezes, penso se teria coragem de ter um date com alguém que conhecesse através do blogue. Já teve perto de acontecer com o bloguer/leitor Miguel, embora eu tivesse mais virado para uma cena de amizade. Mas também como já contei aqui algumas vezes, ele nunca o quis, porque já tinha "amigos suficientes". E portanto, se não aconteceu até agora, duvido que vá acontecer no futuro. 

A verdade, é que não seria algo muito justo. Não só, porque me exponho por aqui (muito ou pouco, cabe a cada um interpretar), e portanto, já saberiam muito mais de mim, do que eu sobre a outra pessoa, mas também, porque seria algo estranho - perderia o meu "anonimato", e de certa forma a minha essência. A pessoa iria conhecer-me, já me "conhecendo", e desfazer uma ideia pré-concebida é muito difícil, ou até mesmo impossível, porque a ficção nunca corresponderá à realidade. Que digam os meus tempos do mIRC. Aliás, é um erro crasso idealizar pessoas, porque acabamos sempre, mas sempre, por construir uma personagem decalcada daquilo que achamos que procuramos (ou que será a nossa "perfeição de gajo para um relacionamento"), e que no fim, não corresponderá em nada, mas em nada, ao que a pessoa será de facto. Há que aligeirar e ser mais cool a respeito. Sem pressões.  

Será sempre mais fácil para mim, tentar conhecer alguém através das redes sociais ou de aplicações de encontros, sabendo eu porém, que algumas pessoas também, já têm uma ideia pré-concebida de mim. Ou sou o ex-namorado de X,Y e Z, ou tenho o físico assim ou assado, e que tenho montanhas de rapazes e homens atrás de mim. Só sei, que as mensagens que recebo com considerações de pessoas sobre mim, mas que não me conhecem, tem-me deixado pensativo sobre alguns aspetos. Se me acho feio, e nada de especial - que me acho, algumas interações já me deixam de pé atrás, sobre os reais motivos das abordagens. Será que só me querem pelo meu corpo? Ou porque namorei com tal sujeito?

Também já tive dois rapazes, que me disseram nos últimos meses: "tu és assim e assado, tens montes de gente atrás de ti, e eu não sou nada de especial". Bom, se vamos participar num campeonato de autocomiseração, vou já avisar que eu ganho. Se demonstro interesse em conhecer alguém, é porque essa pessoa me diz algo. E esse algo é mais que o físico, porque nós não conversamos com corpos, mas sim, com mentes. Enfim. Só sei que em 2026, conhecer alguém revelou-se mais difícil, do que construir uma nave aeroespacial. 

Mas voltando ao início...não. Não me vejo num date com alguém que tenha "conhecido" por aqui. 

oitenta e seis

 Ainda nem chegámos a abril, e já publiquei mais coisas em 2026, do que no ano inteiro de 2025. 

Será um sinal?

as séniores no ginásio | opiniões

Não ligues ao que dizem. As pessoas falam demais e na maioria das vezes sem saber de nada.*


*Isto sobre o penteado e cor do cabelo de uma delas, mas que se aplica a muita coisa da nossa vida.

indecisões

Tinha apalavrado um café para sábado à noite. Chegámos sábado de tarde, e do outro lado, nada. Resolvi mandar mensagem a perguntar se estava tudo bem, e responderam-me que "estou a ficar doente". Tendo em conta o panorama, e a "dica", respondi: bom, se estás doente, se calhar devíamos reagendar o nosso encontro. Responderam-me que sim, que era melhor. E pronto. De lá para cá, ainda tentei gerar mais conexões através do WhatsApp (já tínhamos trocado o número), com perguntas e respostas, mas sinto que do outro lado não há muito interesse. Tudo tirado a ferros e tudo me soa a frete. Resultado? Acabei de perder o interesse, e não vou alimentar mais isto, embora até fosse uma pessoa que tinha os chacras alinhados como os meus, ou seja, só procurava amigos e mais nada. Mas pronto. Quando um não quer, o outro não dança sozinho, o tango. 

sexta-feira, 13 de março de 2026

as séniores no ginásio | concentração

Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá  blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá  blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá  blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá  blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá  blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá  blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá  blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá. É pah, já nem sei se esta é a terceira ou a quarta série do exercício.


Compreendo. Eu que nem tinha nada a ver como assunto, também não me estava a conseguir concentrar com tanta conversa da treta. E era tão interessante, que já nem me lembro qual era o tema. 

quinta-feira, 12 de março de 2026

cenas

Sobre o date que desmarquei e falei aqui, fiquei a saber entretanto, pelas redes sociais, que o rapaz namora. Vi as publicações de comemoração, e mandei umas "felicitações básicas", porque gosto de ver as pessoas felizes e in love. Semanas mais tarde, reagi a uma story (sim, foi através do Instagram) com umas "palminhas" a dar os parabéns pelo esforço no ginásio, ele agradeceu, e eu aproveitei a oportunidade para lhe perguntar "há quanto tempo namorava". Respondeu-me, que isso era um assunto para se falar "ao vivo e a cores", e que depois me explicava. Insisti, e questionei se "era um relacionamento aberto" - nada contra, apenas gosto de saber onde me meto, "porque não queria confusões". Depois "falamos sobre isso no nosso café", foi a justificação avançada, sendo que "eu estava a pensar em sexo, mas tinha dito que só queria amigos". Pois, está bem. A culpa é sempre minha. 

Bem, fiquei com curiosidade no que me terá para contar, porque "conhecer pessoas só para amigos", "não tem mal nenhum, porque é só conhecer", na minha perspetiva, só não terá "mal nenhum" se isso for uma regra estabelecida no relacionamento. Porque se a outra parte envolvida não souber, ou não concordar com essa abertura, obviamente, que haverá "mal". E é claro que é muito foleiro. 

decisões

E quem é que já apalavrou um café para sábado à noite para conhecer uma pessoa? 

*revirar os olhos*


Eu sei, mas não conto. 

as séniores no ginásio | constatações

Há pessoas assim. Nascem tacanhas e vão morrer pequeninas.


Até dezembro, vou sair dali um homem novo. 

E melhor, não preciso de pagar uma mentoria para tal. 

conexões


E por vezes, não é preciso nada muito elaborado: só queremos "jogar" conversa fora, dar umas gargalhas e uns beijos na boca.
 

quarta-feira, 11 de março de 2026

as séniores no ginásio | motivação

- Mas estás a fazer perna novamente? Agora é todos os dias, perna?

- Hoje não vamos treinar perna?

- Não, já fizemos isso ontem. Hoje são superiores.

- Ah ok. Não faz mal. Eu quero é malhar!


O importante é estar motivado e ter vontade. 

Aprendam jovens.

terça-feira, 10 de março de 2026

dates e cenas


Publicação EXCLUSIVA do Instagram, mas que aceita comentários por aqui.

dúvidas

Quando vamos conhecer alguém, só na base da amizade, é um date

Ou tem outro nome qualquer?


É para um conhecido. 

coisinhas

Colega: queres uma bolacha?

Eu: não obrigado, que estou de dieta. 

Colega: então porque meteste duas gomas de uma vez na boca? 

Eu: larga-me. que estou com nervos. É pah, esta mania de controlarem o que meto na boca tem de acabar! 

(AHAHAHA)

as séniores no ginásio | conversas

- Mas porque é que finges que não sabes nada e não falas com ele?

- Não vou falar nada porque não quero criar fofoquices. 


Vivendo e aprendendo. 

segunda-feira, 9 de março de 2026

#ficaadica

Por vezes, preocupamo-nos em demasiada com a vida dos outros, com as escolhas dos outros, com a forma de ser dos outros e com aquilo que os outros possam eventualmente dizer, mais do que com a nossa própria vida e com os nossos problemas. Aliás, se não conseguimos organizar a nossa própria casa e o nosso próprio percurso, vamos atrever-nos a dar palpites a terceiros? Principalmente quando tal não é solicitado? Serve para quê? Para esquecermo-nos das nossas feridas, mágoas e traumas? 

Esta publicação, assim a meio da tarde, de uma segunda-feira, apesar de ser um recado para o mundo no geral, no particular, acaba também por servir de autocrítica - bem merecida. 

fim-de-semana

Este fim-de-semana que acabou, começou estranho. Sexta-feira, fui-me abaixo depois de ter escrito, e partilhado, a publicação sobre as minhas perdas. Ainda chorei e fui dormir triste. Acordei no sábado, com um dia bonito de sol (apesar do frio), e passei o resto do dia assim para o meh. Assisti ao Festival da Canção, na base da amizade, porque não tinha nenhuma canção favorita, nem sequer achei o certame muito entusiasmante - verdade seja dita, e fui dormir cansado. 

Fui ao ginásio treinar nos dois dias (sábado e domingo), e acabei por ter um date com um rapaz (mais novo que eu 12 anos), porque já não tinha coragem de dar mais uma nega. Apesar de ter sido honesto com o que procurava, a pessoa não entendeu, ou não quis entender, e só me falava em namoros e relacionamentos (o que me aborreceu um bocadinhoooooo grande). Confesso que fiz conversa deliberada e "obriguei-me" a estar ali, não só, porque a pessoa não tem a culpa de eu estar na merda, mas também, porque se aceitei, pelo menos devia tentar conhecer quem estava comigo. Julgo que não temos nada a ver um com o outro, nem temos objetivos de vida similares, nem existem pontos comuns na forma como vivemos e queremos viver os nossos dias. E apesar de ter sido simpático (julgo eu), houve ali uma altura em que fui um bocado desagradável e dei uma resposta torta, quando ele não cumpriu o combinado, sobre o local de encontro. Acho que não me vou aventurar tão cedo, a conhecer mais alguém. 

Entretanto, começo a semana com um "queres conhecer-me mas andas a deixar comentários noutros perfis do Instagram,", "a exclusividade não se pede" e "os gays são todos iguais", de alguém que sempre recusou os meus convites para um encontro ao vivo. Se estou solteiro, e não devo nada a ninguém (a não ser ao Banco), considero que estas "bocas" e exigências não fazem sentido. Mas se calhar sou eu que estou a ver mal o filme. 

sábado, 7 de março de 2026

sábado

Está um dia bem bonito! Vamos fazer cenas várias, pessoal!

Bom sábado!

sexta-feira, 6 de março de 2026

perdas

Mentalmente, acho que sempre fui mais velho, do que a idade fisiológica que apresentava/apresenta. Aliás, já a minha terapeuta me diz algumas vezes, que tenho "alma de idoso"

Lembro-me perfeitamente, quando estava no sétimo ano e tivemos um visita de estudo a Mérida, enquanto os rapazes da minha turma andavam atrás das raparigas feitos parvos (o que era normal, porque estávamos na fase tótó da adolescência), eu estava sentado na relva olhar para o rio. Não me lembro nada do que estava a pensar na altura, mas como nessa altura, ainda hoje, às vezes, saio do meu corpo e viajo por aí. Porque penso muitas vezes no mundo, nas pessoas e no sentido que isto tudo terá, ou não terá, para cada um de nós. Bom, mas lá estava eu sentado a olhar o rio, a ponte romana, e vejo a minha professora de História a caminhar na minha direção. Quando chega diz "aqui está o nosso filósofo a contemplar o rio e a pensar na vida". Ela foi uma das primeiras pessoas a "ver-me", muito antes de eu próprio me conseguir entender. E acho que sempre fui um pouco assim, "pensador", e talvez por ter sido um pouco assim, nunca tenha encontrado o meu lugar no mundo. 

Não sei. Sinto-me sempre deslocado em relação à vida. Às vezes penso, se a minha existência será mesmo esta, ou se estarei eventualmente a sonhar, e acordarei mais tarde, ou mais cedo, para a realidade. Seja ela qual for. A verdade, é que até aos meus 20 anos, sempre vivi um bocado despreocupado com as coisas, no sentido que eu nunca tinha perdido, ou nunca tinha tido perdas, assinaláveis. Ou melhor, a minha primeira grande perda foi aos 15 anos. A minha avó paterna. Foi alguém que ajudou a cuidar de mim até aos 6 anos, e apesar de gostar dela, deixámos de ter um contacto assim muito próximo com o tempo - ela dedicou-se mais às minhas primas. Portanto, foi uma ausência sentida, mas não foi um buraco no coração, irresolúvel. Não sei explicar bem. 

Já em 2021, morre a minha bisavó. Essa sim, o meu grande referencial. Pela história de vida. Pela luta. Pelo preconceito da sociedade, por ter sido mãe solteira. Por me ter criado desde que nasci. Pelo carinho que me deu e que nunca teve medo de o demonstrar. Pelo orgulho que nunca escondeu ter, por ser bisneto dela. Quando "for grande", quero ser como ela, ter a coragem dela, e talvez deixe de ser o cobarde que sou. Aqui sim, senti que qualquer coisa mudou. Que a dor ficou e nunca mais foi embora. Que apesar de ser algo natural (já tinha mais de 100 anos), e portanto inevitável, o meu cérebro teve dificuldade em processar. 

Em 2007 morre meu avô materno, com quem não tive oportunidade de fazer as pazes, uma vez que estávamos chateados por merdas familiares. Tendo-se passado o mesmo com a minha avó, sua mulher, que morreu no ano seguinte - e cujo funeral não compareci, porque estava no estrangeiro (já escrevi sobre isso no blogue). 

Portanto, as minhas grandes perdas, de pessoas próximas, começaram em 1996, e depois, tudo muito junto e de repente - em 2001, 2007 e 2008. Aqui chegados, era normal que o meu mundo tivesse mudado. O mundo afetivo, o familiar alterou. Nunca mais fui o mesmo, mas tive sempre esperança no futuro, que iria conseguir construir a minha própria família e que juntos podíamos conquistar o mundo. 

Entretanto, antes de entrar a pandemia em cena, no final de 2019, morre um dos meus melhores amigos. Fui sozinho ao funeral. Chorei sozinho. Estive sozinho, em todos os momentos. Aliás, como estive sempre desde que nasci, vendo bem as coisas. Este desaparecimento chocou-me e mudou-me para o resto da minha vida. Além de ser uma morte inexplicável, é algo que não faz ainda sentido. Marcou-me e continua a marcar-me todos os dias. Todos os dias, falo dele, e da falta que me faz. Tínhamos um dia de diferença, a mesma idade, mas um dia de diferença, e isso garantia-nos uma ligação quase kármica. Mas de repente, ele morre. Desaparece. E com isso, a pessoa com quem eu mais falava e que sabia muita coisa sobre mim (incluindo alguns dos meus segredos mais obscuros). Ele era aquela pessoa que, podíamos estar muito tempo sem nos vermos, mas quando estávamos juntos, era como se tivéssemos deixado de falar apenas a algumas horas atrás. Às vezes, replicando o comportamento daquela tarde em Mérida, a olhar o rio e a ponte romana, penso no que ele me diria, que conselho me daria, se teria orgulho em mim, ou se apenas me alertava com um "eu bem te avisei". É um exercício martirizante, porque nunca o vou saber ou ter certeza, mas a verdade é que de todas as perdas, esta, é aquela que me faz efetivamente falta, hoje. 

Contudo, de forma a minimizar a dor que tenho, das perdas que sofri, costumo pensar, que se me acontecer alguma coisa, se morrer, já terei alguém do lado de lá (se é que existe alguma coisa do lado lá) para me abraçar. Agarrar e não me largar. Sim, porque na maioria das vezes, estamos rodeados de muita gente, mas completamente sozinhos, não é? Existe "silêncio e tanta gente", como refere o título da canção da Maria Guinot, que estou a ouvir na voz da Milhanas. E por vezes, às vezes, parece ser tudo tão simples, não é? Bastava apenas um "troco a minha vida por um dia de ilusão".

quotidiano

Com a guerra na Ucrânia, foi o que foi. Com a ideia de merd* do Trump em atacar o Irão, isto não melhorou - nem vai melhorar. 

Estava a almoçar e a ouvir as notícias, e pimbas! Para a semana, aumento de mais 20 cent/l no gasóleo e de 7 cent/l na gasolina. Como já tinha o carro na reserva, pensei (sim, às vezes penso): tenho de ir colocar combustível no carro imediatamente, não posso deixar para domingo, porque os portugueses como são, já devem estar em pânico e vão esgotar tudo até hoje à noite - como fizeram com o papel higiénico e as latas de atum, no apagão e na pandemia.  

Era para ser num instantinho (I wish), sempre com o pensamento de que logo seria bem pior. Resultado? Demorei horrores. Montes de gente, montes de confusão, o mundo acabar e eu sem conhecer nenhum gajo gostoso, que goste deles pequeninos e velhinhos. Ou como dizem por ai "nada de especial e com a mania". Sorry, não resisti. 

Mas como diz o outro "as pessoas precisam de se acalmar", e temos que ser um pouco racionais nestas situações. Já tenho amigas que vão utilizar jerricans para guardar combustível em casa, "porque devem começar a racionar os combustíveis, brevemente" e tenho vizinhos que querem regressar aos países de origem (na América do Sul) porque querem fugir da guerra. Please, menos. Gostava de ver esta ação toda, para melhorarem as atitudes de merda dos gays com os gays, e da falta de noção das pessoas com as pessoas no geral. Paciência. 

Nota: A imagem que ilustra esta plublicação'zinha, foi inspirada nos meus livros favoritos de infância/adolescência e feita para o Instagram - onde tudo é mais visual. 

constatações


Às vezes nem é tanto como achamos que somos, é como os outros nos veem. 


Ex n.º 1: Tu? Andares na putice? Não. Tu és husband material


coisinhas

Se por acaso algum PT ler este blogue, mande-me uma mensagem que podemos pensar numa parceria. Preciso de um plano de treino novo e de alguma motivação extra. Credo, sou tão pedinchão. Mas lá está, como me disse um professor na faculdade, quando uns colegas foram reclamar da nota de um trabalho de gripo, e e eu outros colegas protestámos pela alteração da classificação: "vocês não me disseram nada, e nestas coisas já se sabe, quem não chora, não mama"

Resta saber de que "mama" se estaria a falar. No presente caso é tudo na base da amizade e com todo o respeito possível, dentro da possibilidade existente no momento. 

mantras

 Uma publicação para o Instagram, mas que também serve para este blogue'zito



Boa Sexta-Feira, pessoas!

as séniores no ginásio | cores

- Nem penses levar um vestido preto, parece que vais para um enterro. Preto, não. 

- Estava a pensar assim num azul tcharan, com pormenores a dourado. 

- Ou branco. Agora preto não, porque ninguém morreu. 


E eu fazer abdominais, a aprender com quem sabe e a tirar notas. 

quinta-feira, 5 de março de 2026

antónio lobo antunes - 1942/2026

 

“Uma das coisas mais preciosas da vida, é termos amigos.

Um homem se tiver amigos, nunca é pobre”.


cenas

Às vezes fico muito cansado, por ter que provar de uma forma constante ao Mundo, que mereço cá estar. Quer dizer, eu nem pedi para nascer, portanto não deveria ser obrigado a demonstrar nada. Vou vivendo a minha vida de acordo com os valores que tenho e com a velha máxima do "faz aos outros, aquilo que gostariam que te fizessem". Se isso me faz pior, ou melhor, que os outros, não sei. Apenas sei, que não tenho que levar com a gratuidade das idiotices de algumas pessoas. 

as séniores no ginásio | conceitos

 As senhoras atletas séniores do costume, no ginásio do costume:


- Quando sair daqui, ainda vou fazer um broshe. 

- Um BRUSHING! Um brushing! O broshe é outra coisa. 


*impercetível* 


- Ah pois. Não, não. Vou mesmo tratar do meu cabelo. 

quarta-feira, 4 de março de 2026

canções


Uma letra que me define. 

curiosidades

Sabem o que acho curioso? Dos meus 22 anos até aos 28, nunca consegui namorar com ninguém, porque ninguém me quis - o que me levou a desenvolver ainda mais, problemas de autoestima. Foram tantas as "negas", que quase que dava para preencher um livro de 500 páginas. E essa é que é a verdade. 

Contudo, desde o final de 2024, onde procuro conhecer pessoas, que não tive oportunidade de conhecer no passado, para beber café, ir ao cinema, jantar fora, etc. e e tal, sem ser numa vertente romântica, apesar de continuar a levar "negas" até mais não, aqueles que se permitem conhecer, querem logo outras cenas. E outras cenas, não falo em quecas e fodinhas. São logo casamentos no Bom Jesus de Braga. 

Como é que uma pessoa vai saber andar "nisto" (leia-se vida), se nada "disto" faz sentido. 

terça-feira, 3 de março de 2026

renato duarte

Os gays andam um pouco crazy's com o Renato Duarte. Sim, reconheço que o miúdo é giro e tem presença... mas não sei. Talvez porque não o conheça, e como tal não sei "mesmo quem é", esteja com a impressão errada sobre a pessoa. Mas não sei... desde aquela tirada do Tinder, e do match acidental, que fiquei de pé atrás. Não estou convencido. Mas também lá está, não tenho que o estar. 

dúvidas




Demasiado? 


coleguinhas

Uma pessoa que tem 30 minutos de almoço, e faz 2h30m, parece-me ser alguém razoável. É para combinar com o facto de entrar sempre, e todos os dias, 30/40m após a hora estabelecida. 

Abençoada flexibilidade. 


Nota das 19h49m: a pessoa em causa não tem um horário flexível. 

as séniores no ginásio | genros

 Conversa de duas senhoras no ginásio, sobre os hipotéticos namorados das filhas: 

- Precisa é de ser boa pessoa. 

- E trabalhador.