quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

constatações

Fui tomar café com o MP e só posso concluir o seguinte: se não aconteceu no passado, não será agora no presente (ou até mesmo num futuro, mais ou menos, longínquo) que a coisa se poderia dar. Nem sei explicar muito bem o porquê, de me ter interessado por ele, há quase 20 anos. Por ser mais alto? Por me excitar? Por ter aquele ar de hétero, machão? Ou porque estava carente na altura? A verdade, é que depois nos nossos cafés, resultantes da nossa reaproximação - porque ficámos ambos solteiros, vejo que temos muito pouco em comum. Aliás, somos tão diferentes, que nem sequer percebo a minha "embirração" por ele.  

Após ter lido este texto no blogue do Francisco, onde ele deixa esta questão pertinente "Que sentido faz ir beber um café ou encontrar-me com alguém do meu passado, passados 3 meses, 6 meses, 9 meses, um ano ou mais?!", que fiquei a pensar nos motivos porque mantenho contacto com o MP. Eu sei que ele me continua a excitar e que não seria sacrifício nenhum ir para a cama com ele. Mas... fará sentido? Sabendo eu, que não iria querer mais nada com ele, sem ser isso? E que ele também não iria querer ter um relacionamento comigo, porque não há compatibilidade? Ou devo estar com o homem errado, se isso eventualmente acontecesse, até aparecer o certo? Não sei responder a isto. O que sei, é que estou com fome e vou comer qualquer coisa que tenha ali na cozinha, mas que não fure a dieta. Até já.  

2 comentários:

  1. Eu também tenho uma embirração, e é connosco, com os gays, regra geral:

    Porque é que a maioria gosta deles com ar de machões, heteros, straight acting guys, se depois a maioria de nós até num sorriso se topa que somos bichas? Rejeitamos rapazes mais femininos porque não nos atraem, quando a grande maioria de nós tem sim um lado feminino e bastante visível.

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    1. Não te sei responder a isso. Sobre o meu caso concreto, a pessoa em causa também não é muito "machão" (LOL), na altura ele era bi, talvez fosse isso, não sei bem. Acho que a cena de querer "converter" ter heteros, quando era mais novo, era algo que me dava tusa, sabendo porém, que era muito improvável de acontecer. E como não iria acontecer, não teria mal nenhum. Talvez fosse isso - da minha parte.

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