sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Eric Dane

Estava a acordar, por volta das 5h50m, quando vi a notícia no telemóvel: "Morre aos 53 anos, vítima de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Eric Dane. Deixa duas filhas". Porra, pah. Tão novo. A sério. Uma qualquer morte, choca sempre, mas aquelas que ocorrem quando a pessoa é nova, ou seminova, choca ainda mais. 

Os mais distraídos, talvez não se recordem dele em Anatomia de Grey, onde tinha a alcunha de McSteamy, mas se recuarem um pouco na memória, vão encontrar a referência. Esta personagem, e ator que lhe emprestava o físico, era mesmo o estereótipo de gostoso, giro e bonzão (que o era efetivamente, a 200%, em ambos os casos), não sendo isso porém, suficiente, nem para a personagem, e infelizmente nem para ator, argumento para evitar o seu desaparecimento. 

Fonte: Getty Images / Momodu Mansaray

Bem sei, que nestas alturas, falamos que devemos valorizar mais o que temos, os nossos, e a nossa vida, recuperando os clichés utilizados sempre que alguém morre, sendo que depois, no amanhã, voltamos o mesmo rame-rame quotidiano que nos destrói. Mas isso não retira verdade a estes pensamentos pré-concebidos. A vida passa a correr, indeed, e estarmos focados em coisas tontas, só nos mostrará mais adiante, o tempo que perdemos. A beleza acaba. O corpo trabalhado e escultural, desaparece. E a mágoa que não evitámos, será devolvida mais tarde ou mais cedo. Não percamos tempo com merdas, e não deitemos fora, pelo nosso percurso, pessoas e ações, só porque sim. 

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