Nos últimos 4 domingos, em 3 deles (incluindo ontem) fui tomar café com o PM. Um gajo do meu passado, por quem estive interessado há quase 20 anos, e que me rejeitou na altura à grande, mas por quem tenho tido um contacto intermitente ao longo do tempo, fazendo com que nunca tenhamos perdido efetivamente a ligação. Estamos ambos na fase de luto "relacional", e portanto, temos em comum os "ex´s", e uma forma parecida de como fomos tratados e de como tudo acabou.
Estamos quebrados. Ele mais que eu, porque também é mais recente, mas igualmente fodidos com os gays. Falamos do que passámos, do que estamos a sentir, do nosso passado, e de vez em quando, nas desculpas que ele me oferece, pela forma como me tratou no antigamente. Mas verdade seja dita, nós não podemos obrigar-nos a gostar de alguém só porque sim. E apesar de fisicamente ele fazer o meu estilo (sempre o fez e continua a fazer, coisa que ele não precisa de saber no momento) somos muito diferentes, pela forma como vemos a vida. Portanto, se não aconteceu algo mais romântico no início, quando nos conhecemos, por algum motivo foi.
Sexualmente falando, até acho que encaixámos (pelo menos da minha parte houve essa compatibilidade), mas isso nunca foi o suficiente para ele, e como tal, também não foi um motivo para ele ficar na minha vida nesse campo. Não escrevo isto com mágoa ou com qualquer objetivo de vingança, porque as coisas são como são, e a vida é assim. Só acho que ele deveria ter tido um pouco mais de cuidado na altura, e ter sido o mais honesto comigo nos motivos da rejeição. Mas lá está, também não podíamos exigir a um miúdo que tinha 23 na altura, que soubesse fazer as coisas.
Seja como for, estou a gostar deste reencontro, e da forma como estamos a ser honestos um com o outro. É mais uma pessoa com que posso falar, abstrair-me dos meus problemas (nem que seja de uma forma momentânea) e que me ajuda a sair de casa. Não espero nada mais que isto, nem estou em condições de dar mais do que já dou. Estou em fase de recuperação sentimental e preciso focar-me no essencial. Ou seja, em mim. E apesar do meu desejo sexual ter caído a pique, e às vezes a cair na completa indiferença por gajos e nas suas abordagens, a verdade é que ele ainda me excita. Apesar de ter envelhecido mais depressa do que devia, para a idade que tem, ainda me provoca desejo. Mas isso ficará para mim, porque problemas já tenho de sobra.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Este blogue não é uma democracia e eu sou um ditador'zinho... pelo que não garanto que o comentário seja publicado. Mas quem não arrisca...