terça-feira, 30 de junho de 2026

cenas

A minha raiva dos últimos tempos contra os gays, tem uma razão. Um motivo. Não apareceu do nada, nem acordei um dia a pensar "agora vai ser assim". Não. Nunca quis ser aquele velho amargurado, ressabiado por alguma coisa, que odeia toda a gente e deseja infelicidade para o mundo em geral. Não. Sempre tentei ser um tipo fixe, seja esse conceito o que for, e desde o final de 2024, que tento tentando não ficar contaminado por atitudes de merda, ou cenas que me deixaram triste e arrasado. Estou a tentar ter o menor número de marcas possível, porque quero atingir alguns pedaços de felicidade para mim. 

Acho que já estive mais longe, e sinal disso, foi ter começado a cantar do nada, no carro, num destes dias, ao mesmo tempo que sorria. Quando dei por mim, estava feliz. Mesmo que esse rasgo sentimental tenha tido uma duração finita. Mas ao mesmo tempo, que entro neste estado de espírito e consigo ganhar tranquilidade, há sempre qualquer coisa que acontece, que me deixa possuído. 

No sábado passado, voltei a cruzar-me nos balneários do ginásio, com o tal gajo que odeio. E pela quarta vez, voltou-me a fazer a mesma merda. Fixa-me com os olhos de gozo, de desafio, do género "eu sei quem és, mas tu não sabes quem sou" - quando sei, e parece estar sempre à espera da oportunidade onde me consiga/possa humilhar. Eu sei que ele tem 26 anos (ou 27), e portanto estará no grau zero de maturidade, mas já tem idade para se comportar como um homem'zinho. Também sei, que ele é giro e gostoso, e ele tem consciência disso, mas a vida já me ensinou que a beleza, o físico e o corpo musculado, desaparecem. E depois, no fim da linha, tudo se resume a uma pergunta: como gostarias de ser lembrado pelos outros? Alguém que fez a diferença ou um filho da puta? É claro, que aos 26 anos, não se vai querer saber de nada disso, até porque se é muito novo e tem muito para se viver. Mas ter atitudes de merda, só te vai transformar/manter numa merda de pessoa.  

Confesso. que estas abordagens me deixam KO e de certa maneira, revoltado. Se ele sabe o que me fez, e não foi bonito, e poderemos até afirmar, que o fez de uma forma gratuita, porque não me conhecia e não fazia parte da minha vida, o que ganhará com esta atitude idiota de agora? Sente-se valorizado? Superior? Esteticamente, validado? Será um motivo de orgulho tão grande para alguém, ter sido o outro? E achar que por eu não saber, que sei, que isso lhe dará mais pica? Um gosto extra, porque acha que quando me vê, me humilha ou me reduz? 

Talvez um dia, em que esteja mesmo muito mal disposto, se voltar a fazer o mesmo, perco a vergonha e pergunto-lhe diretamente se "precisa de alguma coisa, ou se a cara que faz, quando me vê, é apenas deficiência". Porque se for deficiência, com isso não se goza. Mesmo que ele o tente fazer comigo sempre cada vez que me vê. 

I wrote a song for you

A cena-quase-quase-final do filme "Bros", que falei aqui

casamentos

Parece que o mais novo dos Bragança, do D. Duarte, vai casar. Com a Anna Hagfffa Gfadagag Tcdshaga Gaufueerta Lgastavgdga Morhyragae Plikajjahga Zjuajahgga Ajhayababa Cenas e Coiso, Baronesa de Trachenberg. Santinho! 


Já estou a imaginar o Padre a debitar o nome da noiva em plena cerimónia. 


Notícia AQUI!

ego

Tirei uma selfie hoje no elevador do trabalho. 


Gostei do que vi. 

Achei-me giro. 

desabafos

Tirando as curtes, as quecas, os engates, a aprovação social e a validação sexual/física, no fundo, no fundo, e mesmo no fundo, todos queremos uma história de amor ridícula. Até porque estamos interligados numa rede sentimental com terceiros (família, amigos, etc.) e precisamos de pessoas na nossa vida para partilhar coisas. Somos animais sociais. 

Fiquei ainda mais com esta ideia, depois de ter assistido ao filme "Bros" no canal StarLife, no domingo. Não vou dizer que chorei no fim (até porque chorei), mas revi-me em muitas coisas da película, em muitos dramas, inseguranças e acima de tudo, nos comportamentos dos outros, quando assumem uma posição de bulldozer. Isto é, não interessa os sentimentos alheios, desde que se consiga satisfazer os seus desejos pessoais. A humilhação gratuita ou a incapacidade de se colocar na pele do outro, é transversal aos gays. E também a todos os outros, . Embora, mais vincada em determinada realidade - são factos estabelecidos pela minha cabeça, sorry, not sorry.    

Seja como for, e por maior merda que nos aconteça na vida, julgo que haverá sempre uma réstia de esperança de que o futuro será diferente e melhor, mesmo que isso, pareça hoje, impossível de acontecer. 

tiradas

Li no X: "é sempre alguém com 1.50 metros, que se acha a última bolacha do pacote"


Senti-me atingido. 

as séniores no ginásio | cenas

Não sei, não sei. Mas uma das séniores é só sorrisinhos para mim, já apanhei a olhar fixamente várias vezes (até pensei que era por ser gay), diz-me "ai desculpe, estamos sempre a esbarrar um no outro" (só aconteceu duas vezes), ou "vamos aqui fazer o exercício para o meio destes cavalheiros, que não ficamos mal" (um deles era eu). 

Será que estou a emitir as frequências erradas? 

sexta-feira, 26 de junho de 2026

pós-dates dos pós-dates

Depois do primeiro date, existiu um segundo. Estávamos os dois cheios de tusa, e acabámos por curtir no meu carro, numa praia deserta da Costa de Caparica. Depois disso, disse-lhe que gostaria de manter o contacto e se houvesse vontade dos dois, podíamos curtir com regularidade, sem relacionamentos à mistura. Ele disse que por ele bastava combinar e que não procurava namoros. Pareceu que tudo se estava a alinhar nas vontades. 

Continuámos a falar durante semanas, e quando questionei se continuava a existir interesse, respondeu-me que sim, mas que tinha tido despesas inesperadas. Logo, os próximos encontros tinham que ter este aspeto em conta, além de ter de ver os dias que tinha folga. Por mim, tudo tranquilo. Contudo, daí, até hoje, nunca mais me disse nada. Se estou surpreendido? Não. É um comportamento bastante recorrente nos gays, ou seja, fingirem-se de mortos. Desaparecer do nada. Nisso somos especialistas. Já era assim em 2002 (quando comecei "nesta vida"), e mantem-se em 2026. Há coisas intemporais. Tal como a falta de honestidade. Ou a incapacidade das pessoas falarem sobre as coisas. 

desabafos de sexta-feira

Sabem o que vos digo? Tanto gajo giro e jeitoso, com grandes corpos e podres de bonitos, e ninguém se aproveita. São quase todos uma merda de homem. Como é que chegámos até aqui? E deixámos que se ultrapasse em mais de 1000%, a parte física sobre as outras? 

quinta-feira, 18 de junho de 2026

o casado do gym

Só sei que não tenho gaydar - nunca tive, aliás - e como tal, não consigo perceber os olhares que recebo. Como o meu ginásio é malta 90% hetera, não me arrisco a nenhuma abordagem por lá, e muito menos com homens casados. Mas nos últimos meses tem aparecido, ao mesmo tempo que estou a treinar, e depois nos balneários a tomar banho, um rapaz super interessante (para mim e para a mulher dele, pelos vistos), que fica tão bem vestido, como sem roupa. 

Por vezes, quando me estico um bocado nos olhares, ele parece incomodado. Mas se ignoro por completo, e faço um ar de frete, ele parece que faz de propósito, para andar nu à minha frente, e por vezes, lança-me olhares (de que tipo, não sei)... e eu não sou de ferro, nem consigo disfarçar muito o olhar... porque de facto, assim e tal, ele é mesmo muitooooooooooo interessante. E no início desta semana, neste vai-e-vem do andar nu pelos balneários, consegui-lhe ouvir a voz, e contrariamente ao que pensei, ele é português. Tem uma voz mega fofa e super educado a pedir coisas - estava a fazer áudios para o WhatsApp

Hoje, como estou com um mega ataque de alergia, mas já medicado, estou mais lerdo que o habitual, e os meus olhares eram mais para o infinito do que outra coisa (só faltava mesmo babar-me para parecer alguém com problemas cognitivos), portanto, acho que estava no mood da indiferença. Lá acabei de fazer o que tinha ido fazer ao ginásio (treinar!), e fui tomar banho. Balneários vazios, e escolhi o penúltimo chuveiro, do lado direito - é o melhor para a água quente. Na cabine estava lá um shampoo, que alguém se tinha esquecido (para não variar), mas tinha espaço para colocar as minhas coisas. A meio do meu banho, aparece o casado do gym, e escolhe a última cabine do lado direito. Ou seja, ficámos vizinhos. E para não dar cana, tentei não ficar entusiasmado e despachei-me o mais depressa que consegui, para ninguém ficar constrangido. Lá fui para o meu canto, onde estou mais ou menos escondido, para me vestir e arranjar. Passados uns minutos, quando estou de cuecas, oiço: olá, esqueceste-te do shampoo na cabine. E eu, completamente d-e-f-i-c-i-e-n-t-e, respondo com uma voz arrastada: ah não é meu, já lá estavaaaaaa. E ele respondeu, "ah ok", e foi para o cacifo dele. 

Ele foi tão fofo, meu deus do céu. Fiquei quase apaixonado pela preocupação e pelo tom com que foi dito. #hot  

Masssssssss.... ele encaixa perfeitamente (a 100%) no meu mantra de gajos que criei em 2024: 

É hetero. 
Mesmo que não seja hetero, e seja gay ou bi, tem alguém. 
Mesmo que seja gay ou bi, e esteja solteiro, não fazes o estilo dele. 
Conclusão: esquece.

quarenta e seis

 E pronto, cheguei aos 46 (faz já amanhã uma semana). 

Credo, que isto passou a correr.


E sim, João, o e-mail chegou, a conta ainda está ativa, e sim, vou responder. 

AHAHAH