sexta-feira, 17 de abril de 2026

marco pigossi

Fonte: daqui!


A história de se viver ou não no "armário", depende sempre de cada um, e das circunstâncias que cada um tem na sua vida. Até porque, como diz o povo, "só sabe o que se passa no convento, quem está lá dentro"

A entrevista do Marco Pigossi, à Piauí (e que transcrevo na segunda parte desta publicação), é bastante reveladora do que muitas pessoas sentem e vivem, e é representativa de situações que parecem ser tão fáceis, mas que depois acabam por se tornar complicadas, devido a inúmeros fatores, como por exemplo, a pressão social a que estamos sujeitos. Se é verdade, que há quem consiga arrancar essas amarras de uma forma célere e eficaz, também há realidades (e até me atrevo a dizer que são a maioria), em que esse processo é muito mais lento e doloroso, até porque somos todos diferentes e lidamos com estas questões de forma distinta. Seja como for, é um processo capaz de debilitar física e psicologicamente qualquer um. E prova disso mesmo é a taxa de suicídio na população LGBTI+

O que me deixa apreensivo nisto tudo é: se alguém como o Marco, que teve um percurso cheio de dor para aceitar aquilo que é, então nem consigo imaginar aquelas pessoas que vivem em regiões do interior, em comunidades mais fechadas, dependentes economicamente de terceiros, e sem capacidade de seguir o seu percurso e construir os seus sonhos. E quando toco neste tema, lembro-me sempre de outro espaço "blogosférico" que tive, e de um rapaz que me enviou um e-mail a dizer, que ler o meu blogue, era a única forma que tinha de viver um bocadinho aquilo que ele era - porque vivia num local muito pequeno e tinha medo que as pessoas descobrissem que era gay. E isto não nos pode deixar indiferentes. 

Bom, mas se quiserem ler o depoimento do Marco na íntegra: 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

pensamentos

Às vezes, penso que seria muito mais fácil, arranjar um amante, que fosse casado com uma mulher. Encontrávamo-nos ocasionalmente, não haviam cá cobranças, não me fodia a cabeça (fodia outras coisas) e poupava-me a comportamentos de diva, Estou mesmo fartinho de gays até à ponta dos cabelos que não tenho. E, pronto, já desabafei. Agora, acho que vou comer um pão com chouriço, já que não há do outro. Sim, vou furar a dieta, mas esta barriga também não cresce sozinha, não é, meus amigos? 

Vá, estou super doente (por causa das mudanças do tempo), e ontem andei na rua, ao sol, a trabalhar - e não, não tenham vibes de Pretty Woman, até porque não sou "pretty", nem "mulher", nem da "vida". Estou sem voz e a resistir à tomada de antialérgicos. Se serei forte e aguentarei? Não sabemos. Vamos aguardar pelos próximos episódios. Mais ou menos, como vão ter de esperar para ver com quem a Quinita se vai amantizar.* 


*piadinha básica sobre o programa da SIC, "Casados à Primeira Vista", que não assisto, mas conheço, porque não vivo numa gruta. 

terça-feira, 14 de abril de 2026

gajos

Tipo, eu gosto de mais novos, aliás, sempre gostei, mas 19 anos não é ser mais novo que eu. É ser uma criança. Logo, nas aplicações de encontros, nem respondo, para não alimentar a cena. 


Peço desde já desculpa, se ofendi alguém. 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

conceitos

O que é o gaslighting

Este conceito, inscreve uma tática de manipulação emocional, que tem como objetivo desestabilizar a vítima, psicologicamente. Tal como outras formas do género, nem sempre são percetíveis os comportamentos tóxicos e abusivos, praticados pelo manipulador.

Na prática, traduz-se numa manipulação, emocional e psicológica, onde se tenta convencer a outra pessoa de que algo não aconteceu, ou que tendo acontecido, não foi bem naqueles termos em que foi percecionado. Existe assim, uma distorção da realidade, a favor de quem manipula.  

O termo foi criado, tendo por base a longa-metragem “Gaslight”, de 1944 que, em português, recebeu o nome de “Meia-Luz”, traduzindo-se na verdade, e literalmente, como “Luz à Gás”. Neste filme, um homem tenta convencer a esposa, de que ela está desequilibrada e a ficar louca, sendo que para o efeito, esconde os seus objetos pessoais e vai mudando as luzes (a gás) da casa. Quando questionado sobre os factos, ou se tem responsabilidade em algo, ele nega, e tenta convencê-la que é tudo fruto da sua imaginação. 

A tática de manipulação funciona exatamente assim: um indivíduo procura convencer o outro de outra realidade para benefício próprio, fazendo-o duvidar das suas próprias perceções, sentimentos, convicções e memórias. "A conversa não foi bem assim, mas foi só falar e não tem mal nenhum", "eu nem conheço esse rapaz, portanto, ele não te pode estar a dizer que estivemos juntos", ou "estás a imaginar coisas, aliás, quem faz isso és tu", são exemplos, e podem ser pequenos indícios, de que existe uma tendência manipuladora por parte do outro. Por vezes, são coisas tão pequenas, que no imediato, acabam por não ser percetíveis como comportamentos deste tipo, não só, porque existe sempre uma tentativa de desvalorização, mas também, porque se assume como exagero ou "estou a imaginar cenas". Até o dia que é impossível não observar o óbvio - pela escalada e dimensão das atitudes.   

O contexto, em que esta patologia costuma acontecer mais frequentemente, é num relacionamento abusivo, mas o gaslighting pode ocorrer em qualquer outra forma social (incluindo a profissional). 



adaptado DAQUI

segunda-feira, 6 de abril de 2026

cenas

E mais uma vez, quem é que chateou com o Chefe, quem foi? 

Eu sei mas não digo. 

sábado, 4 de abril de 2026

sábados

Ginásio, ontem? Mentira. Fiquei o dia todo a vegetar em casa, mas hoje, para não acontecer o mesmo, já tenho tudo arrumado e estou pronto para sair. Em minha defesa, apenas alego, que estava mesmooooo, mas mesmooooo, mas mesmooooooo, muito cansado. Talvez encontre por lá, alguém que me convide para ir tomar um copo hoje - não vai acontecer, estou só a fazer-me de coitadinho. Não acredito que alguma vez na vida, vá conhecer alguém através do ginásio. Sou demasiado enconado e os outros, nunca na vida se aproximariam de mim, para isso. 

Entretanto hoje já rapei o cabelo, dei um jeito na barba, vi vídeos de casais gays tugas no TikTok (que são miúdos, mas parecem ter a vida toda feita, com casas compradas e tudo - abençoados progenitores) e almocei com os meus pais. Para mim é importante dar-lhes trabalho, principalmente ao fim-de-semana, porque vejo que a cabeça melhora (a deles). Como têm de ir às compras, pensar em quantidades e fazer algumas refeições, permite estimular o cérebro e adiar a decadência própria da idade. Porque se fosse só para eles, seria sopa e pão. Ah e novelas turcas. Mas não pode ser. Eles têm de se manter ativos o mais possível e no maior tempo possível. 

Antes de escrever esta singela publicação, ainda comprei uns ténis online para o ginásio (chegam quinta-feira à loja) e estou aqui a fazer tempo para ir treinar. Sim, os exageros dos últimos dias, incluindo os 500 quilos de amêndoas de chocolate, têm de ir a vida. Dê por onde der. Mas antes de sair, ainda vou fazer uma publicação para o Instagram! E vocês meus caros, aproveitem, e antes que o combustível fique a 5€/litro, deem um passeio'zinho. Está um dia lindo.  

Até logo! Ou até amanhã! Não sabemos ainda nesta fase como vai ser. 

 

sexta-feira, 3 de abril de 2026

pós-dates

Acho que correi bem. Foi agradável. A conversa fluiu normalmente e quando veio a conta disse que era para dividir (AHAHAH, e apesar de continuar com a minha teoria, "de quem tem interesse paga", neste caso, como as coisas estão esclarecidas, julgo que não se aplicará). Despedimo-nos com um aperto de mão, e pedi, para quando chegasse a casa, me dissesse, para saber que estava tudo ok. Trocámos mensagens, disse que tinha curtido, e ele disse-me que eu era muito neutro e portanto não tinha conseguido perceber se eu estava a gostar ou a fazer um frete. Disse que era cool repetir e ele também. 

Talvez seja isto que afinal procure. Isto é, uma conversa, uma refeição, uma partilha de pedaços da vida quotidiana. Foi tranquilo, não houve drama sobre nada, cada um foi à sua vida depois e dormi sem pesadelos. Não falei do meu ex-namorado, não me queixei do mundo e não me apeteceu chorar. Foi tudo na maior normalidade possível, até mesmo quando a senhora do restaurante disse "pois, os casais às vezes dividem a conta e noutros casos há um que paga, nunca sei a dinâmica", não entrei em pânico, com medo que as pessoas tivessem percebido que estávamos num encontro, ou assim. Sei lá. Achei conceito. 

E pronto. Foi isto. Hoje queria ver se ia ao ginásio de tarde e descansar ainda mais, porque me tenho sentido super destruído estes últimos dias.  


Uma Boa Páscoa a todos que por aqui passam. E porque não dizê-lo também, a todos os que já o fizeram no passado. 

quinta-feira, 2 de abril de 2026

dates

Entretanto, daqui a bocado, vou voltar aos dates, com um rapaz que tem metade da minha idade. Logo, e em teoria, podia ser meu filho, embora ele me tinha respondido - porque lhe disse isso: "pois, mas não és meu pai, nem eu queria enrolar-me com ele"

Estamos alinhados na cena, isto é, não procuramos namoros (ou relacionamentos), queremos só conversar, dissecar a vida e ouvir as experiências de cada um. Estamos a falar de um miúdo, que saiu de casa aos 18 anos para "ser gay", e que vive sozinho desde essa altura, apenas, e exclusivamente, com o seu salário. Acho que terá uma boa história para contar, e eu preciso de histórias para ouvir. Eu falei num café, ele contrapôs com um jantar. Tenho algum receio de primeiros encontros, que demorem muito tempo, porque se algo correr mal, ou se algum achar o outro um "frete", não dá para atalhar caminho e deixar as coisas a meio. 

Obviamente, e é claro, que se nota às vezes, alguma imaturidade nalgumas coisas (nem podia ser de outra forma, julgo eu - porque a vida tem de ser vivida, para termos perspetiva sobre ela), mas isso não impede que jantemos juntos. Que falemos. Ou que fiquemos amigos, se isso tiver que acontecer. É muito educado, e sinto que existe alguma preocupação quando fala comigo. Isto é, pergunta "se pode" enviar uma fotografia, por exemplo, ou se está a "invadir o meu espaço" ou a "abusar de alguma forma". Considerando as pessoas que conheci no passado, e que voltei a tentar conhecer depois de ter ficado solteiro, tenho a confessar, que no mundo gay'tuguês, não estou habituado a estas formalidades e cuidados. 

Não conheço é ninguém de jeito para lhe apresentar no futuro, caso ele venha a procurar um relacionamento. Mas isto é a minha veia de Teresa Guilherme já a funcionar e a colocar a carroça à frente dos bois. Vamos com calma, então. 


E sim, o primeiro contacto foi no Grindr. Caso estejam a pensar onde foi. 

amor, passados e dinheiro

Estava agora a ver as fotos do Marco Mercier e do namorado, o ator Luís Garcia, no Instagram, porque estiveram no mega hotel L'and Vineyards, em Montemor-o-Novo, e vem-me à memória, o fim-de-semana romântico que organizei por lá, onde gastei quase um rim e cuja valorização foi zero. Quer dizer, zero não, abaixo de zero. São estas alturas, que me fazem acreditar que devíamos ter uma política de devolução. Ou então, de reembolso, que aquele dinheiro dava-me jeito agora ir de férias.