quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

blogo

Andei hoje, nos confins da blogo. Credo. Está tudo morto. A quantidade de blogues ao abandono é assustadora. Bem sei que hoje tudo se passa nos Instagram's e TikTok's desta vida, porque passou tudo a ser muito mais visual, imediato e descartável, mas ainda assim, continuo a achar poucochinho. Continuo a considerar que todos merecemos mais. Mais conexões. Mas empatia. Mais conversas reais, desprovidas de interesses escondidos, mais séries românticas e menos porno. Contudo, isso não quererá dizer, que não exista espaço nas nossas vidas para coisas mais mundanas, apenas quero demonstrar que essas mesmas coisas não devem ser o farol que nos guia. Pelo menos, eu, penso assim. 

Voltando à blogo. Por curiosidade, regressei ao blogue da Pipoca mais Doce, cuja última publicação data de 2 de maio de 2024, com um singelo "Buh!". Antes disso, a publicação imediatamente anterior que podemos ali encontrar, acontece a 8 de março de 2021. Talvez tenha sido por esta altura, mais ano menos ano, que a blogosfera começou a morrer de vez. 

Quando iniciei este projeto em 2012, e andei a pesquisar blogues para seguir, dentro da temática LGBTI+, verifiquei que não existiam muitos, sendo que outros tantos também tinham sido abandonados até então. Curiosamente, os sobreviventes em 2026, são aqueles que comecei a seguir em 2012. O Mark, o Francisco e o Silvestre. Antes deste três, seguia o Limite do Oceano (noutro blogue) e o we'll always have paris, do Pedro, que entretanto também deixaram de escrever. Eu sei que o tempo não volta atrás, mas o que me apaixonava nos blogues, era a realidade com que se partilhavam momentos pessoais, muitos sem expetativa de reação, mas quando esta acontecia, era gerada uma "conversa", um "debate",  que enriquecia quem participava ativamente ou quem apenas era espetador. Às vezes nem era preciso escrever um tratado, bastava um desabafo, como este que partilho abaixo da Pipoca, atual (apenas sobre a chuva) nos dias de hoje:

Fonte: Blogue Pipoca mais Doce


E vocês? Saudades da antiga blogosfera? Ou nem por isso?



3 comentários:

  1. Sinceramente? Saudades nenhumas. Gosto mais assim, calminha. E sobretudo não tenho saudades de muitos bloggers. Uma cambada de falsos, metidos, arrogantes, presumidos. Conheci do pior da natureza humana. E sinceramente também não tenho saudades da grande maioria dos blogues. Só é pena que uma certa bicha ainda ande aí… quem sabe o vento a leva em breve.

    E nunca entrei sequer no blogue dessa Pipoca. Cheguei a ir ao do Cláudio Ramos, uma ou duas vezes, que também morreu entretanto. E se essas pessoas deixaram de andar na blogo é porque realmente, para as massas, deixou de fazer sentido. Para mim ainda faz.

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    1. Credo, tanto ódio neste corpinho. Tens de desvalorizar mais as coisas, senão ainda tens alguma coisa no coração LOL.

      Acho que nunca me incompatibilizei a sério com nenhum bloguer. Claro que há pessoas que me identifico mais, outras menos, eventualmente haverá quem não goste de mim, até porque não agradamos a todos, e está tudo bem. Talvez a única pessoa com que deixei de seguir, comentar, interagir (não vou identificar para não dar palco), foi um bloguer que tinha a mania que era a diva da blogosfera, e censurava os comentários que lhe deixava no blogue - nunca percebi o porquê, porque nunca fui ofensivo. Talvez também me achasse uma diva, e o blogue dele era pequeno para nós os dois. Não sei. Não me interessa. E tanto fogo naquele rabo, que acabou por abandonar aquele blogue que escrevia.

      A única situação que me deixou algo desconfortável, e também que já falei nisso aqui, foi quando começaram com encontros de bloguers e pressionavam-me para aparecer. Isso deixou-me um bocado chateado na altura, porque embora reconhecesse a legitimidade de querer conhecer quem escreve, a minha vontade de não querer participar nessa atividade parecia ser sempre alvo de crítica. Curiosamente, essas pessoas que dinamizam esses encontros deixaram todos os blogues. Eu nunca vi os blogues como um local de engate, de dates ou como fator determinante para conhecer pessoas. O que tinha de acontecer, aconteceria, de uma forma mais ou menos natural. E se fosse hoje em dia, em que estou solteiro, também não iria. Acho que as coisas não podem ser pressionadas para acontecer, e "as pessoas precisam de se acalmar".

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    2. Sei perfeitamente quem é essa velha glória/diva dos blogues de quem falas, e concordo contigo. É uma intolerante. Mas é velha, há que dar o desconto. Ah, e cheirava muito mal da boca. O Francisco encontrou-a no engate, uma vez.

      Relativamente ao ódio: zero. Só estou como tu, não tenho paciência para divas. E esta que ainda aí anda começou exactamente a censurar-me os comentários. Além de que também tem a mania. E eu detesto gente com a mania. Detesto. Até porque esta bicha -que também não identifico mas que tu sabes quem é porque a conheceste pessoalmente- não vale nada, portanto, tem a mania sem qualquer base sustentável. Cruzei-me uma vez com a criatura e tive pena do namorado dela (já teve tantos; um deles), que claramente procurou “naquilo” um sugar daddy. Teve pouca sorte. E estou totalmente à vontade para falar da criatura porque me tentou engatar e eu não aceitei, e muito antes até de me ter cruzado com ela.

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