Tirando as curtes, as quecas, os engates, a aprovação social e a validação sexual/física, no fundo, no fundo, e mesmo no fundo, todos queremos uma história de amor ridícula. Até porque estamos interligados numa rede sentimental com terceiros (família, amigos, etc.) e precisamos de pessoas na nossa vida para partilhar coisas. Somos animais sociais.
Fiquei ainda mais com esta ideia, depois de ter assistido ao filme "Bros" no canal StarLife, no domingo. Não vou dizer que chorei no fim (até porque chorei), mas revi-me em muitas coisas da película, em muitos dramas, inseguranças e acima de tudo, nos comportamentos dos outros, quando assumem uma posição de bulldozer. Isto é, não interessa os sentimentos alheios, desde que se consiga satisfazer os seus desejos pessoais. A humilhação gratuita ou a incapacidade de se colocar na pele do outro, é transversal aos gays. E também a todos os outros, vá. Embora, mais vincada em determinada realidade - são factos estabelecidos pela minha cabeça, sorry, not sorry.
Seja como for, e por maior merda que nos aconteça na vida, julgo que haverá sempre uma réstia de esperança de que o futuro será diferente e melhor, mesmo que isso, pareça hoje, impossível de acontecer.
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