segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

mensagens

 Entretanto, recebo a seguinte mensagem no Grindr:

- Olá tudo bem? Que procuras?


Como pessoa educada que sou, respondo: 

 - Tudo bem e ctg? Não procuro nada para já, nem no imediato. 


*Block* 


THE END.


desabafos - exposição corporal

A blogosfera está mesmo a passar um período muito penoso, com falta de projetos que a mantenham ligada à máquina. Vivemos sem dúvida, e como já escrevi imensas vezes, numa época que a imagem é tudo. Aquela "cena" de que os "olhem comem" é tem dúvida o mote para esta nova era. Não é de estranhar portanto, que a blogaysfera também tenha acompanhado a tendência geral e se tenha espalhado pelo Instagram, OnlyFans e Twitter. 

Além de ser uma pessoa muito visual (sempre o fui), também sou muito voyeur, mas consciente disso, e contra mim falo, tenho que aceitar que já estamos a entrar no exagero da "coisa". A nossa capacidade de imaginar e fantasiar, está a ficar comprometida. O erotismo está a perde-se na espuma do óbvio. Porque além da preguiça mental, que nos começa a invadir (e portanto acabamos por perder qualidades em dissecar os assuntos), a indiferença começa a ganhar terreno. Ou seja, aquela crush do Instagram por quem nós suspiramos, mais tarde ou mais cedo, ou acaba toda despida no Twitter ou no Onlyfans. Ou nos dois. Sozinha ou acompanhada. E nós, apenas conseguimos pensar; "ah sim, mais um", perdendo-se assim, um qualquer interesse utópico e/ou platónico, porque aquele momento de imaginação mais atrevida acaba por desaparecer para sempre. Está visto, está feito, está "morto". 

Uma das pessoas que mais tem resistido, a este mundo fácil do dinheiro e adoração social, é o israelita Eliad Cohen. Talvez por isso, a capacidade de imaginar o que esconde a sua sunga, o tenha aguentado tanto tempo na ribalta. Parece-me que no dia que o seu "pito" for revelado, acabará por diminuir o interesse no que à fantasia diz respeito. Ou pelo menos, se a exposição corporal for controlada, poderá garantir uma maior base de fãs - mesmo com a ajuda de um nude ou outro. Mas se for algo continuado, e com uma dimensão cinematográfica de filmes para adultos, acho que poderá ser um efeito de indiferença. Acabará por ser apenas mais um, num mundo onde todos batalham pela mesma audiência - mas que atingirá um ponto que não chegará para todos. E embora seja algo que ache que nunca faria, não sei o dia de amanhã - e como não quero ser como aquele personal trainer gay português pseudo-famoso das redes sociais, que afirmou em tempos que "o OnlyFans era para atores pornográficos de 5€", e onde acabou por se estabelecer com o namorado a fazer também esses filmes caseiros - não quero cair no erro de dar lições de moral. Cada um sabe de si.   


Mas as perguntas que ficam são: será que a fantasia e a capacidade de imaginar, ficam comprometidas com tanta exposição corporal, ou apenas faz aumentar o desejo? Não será melhor salivar pelo "presente", para desembrulhá-lo na altura certa? Ou será indiferente? Ou mostrar só às pessoas certas é que fará sentido? Ou mostrar a toda a gente, desde que se pague, porque toda a gente tem um preço?   

only-cenas


"Portugueses gastam 22 milhões de euros no OnlyFans em 2025".


in Jornal Expresso, 08/02/2026 


Se eu tivesse alguma coisa para mostrar, se calhar ainda arriscava. É que isto de trabalhar para aquecer já teve os seus dias. E 22 milhões de euros, é muito euro junto. 

resultados eleitorais - presidenciais 2026

Ontem ganhámos um balão de oxigénio, e talvez uma breve pausa, para tentar perceber para onde vamos, porque se conseguiu evitar que a extrema-direita abarcasse o mais alto cargo da nação. Não quer isto dizer, que "estamos safos", mas sim, que conseguimos uma janela de oportunidade para a nossa democracia. Que há tempo de emendar a mão, ainda por cima, em tempos tão confusos como estes. Assim, a eleição de António José Seguro, e a percentagem que alcançou, demonstra que a maioria dos portugueses continua a preferir viver numa democracia imperfeita, do que no hall de entrada de uma ditadura, onde ninguém sabe muito bem o que poderia acontecer. Principalmente para as minorias. 

Sobre o novo Presidente da República eleito, parece-me ter uma qualidade essencial, que é a empatia (muita até) pelo próximo. Caraterística fatal, contudo, noutros cargos, como por exemplo, no de Primeiro-Ministro. Aliás, continuo convencido de que, António Costa, era a única solução possível para o Partido Socialista naquela altura, e que AJS não tinha perfil de liderança de um partido político ou até mesmo de um Governo. Nós não nascemos para saber fazer tudo ou estar em todo o lado da mesma forma. Portanto, acho que AJS daria um mau Primeiro-Ministro, mas que reúne as condições necessárias para ser um bom Presidente da República, mais na linha de Jorge Sampaio. A mim, sempre me deu vibes disso. 

Agora quando me dizem, que AJS não tem pulso, que é fraco, que as pessoas se queixam e depois votam nos mesmos e que "a mama vai continuar" (como escreveu uma vizinha minha no Facebook, apoiante declarada do Chega, mas que não tem onde cair morta e se não tivesse sido o SNS teria morrido aos 12 anos)... bom, na democracia plena, por vezes, não há o candidato ideal (não há em lado nenhum, by the way), mas sim a única opção ou uma escolha óbvia entre a decência e ódio. 

Julgo que será fácil para muitos, criticar as escolhas dos outros (como esta) com insultos (porque não o conseguem fazer de outra forma), principalmente aqueles que vivem no estrangeiro e usufruem do estado social dos países que os acolheram (como na Suíça ou Luxemburgo), ou serem contra os direitos LGBTI+ e votarem contra o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, utilizando este instrumento anos mais tarde com os seus parceiros (como por exemplo, Paulo Rangel) ou até mesmo, exigir aos outros aquilo que não exigem a eles próprios. Contudo, aqui, gostaria de ver aplicada a velha máxima que tenho há anos, e que utilizo: faz aos outros, aquilo que gostarias que te fizessem. Até porque a empatia pelos outros, é aquilo que nos distinguirá da irracionalidade, da raiva primária e da indiferença. Sim, só mesmo o amor nos pode salvar.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

sábados

Bem, sábado. Acordei às 8h, sobressaltado por uma questão de trabalho e só pensei "fiz merda". Corri para a plataforma e fui confirmar que tinha feito tudo bem. Aliás, como quase sempre. Mas como ando numa fase, em que estou super desmotivado, às vezes não sou tão perfecionista como costumo ser. Regressei para a cama mais aliviado (entretanto passei, não na casa partida, mas na casa de banho AHAHAHA) e voltei a adormecer.

Despertei às 11h00m, enfiei-me novamente na casa de banho, dei um jeito na barba, rapei o cabelo (a maioria dos homens quando chegam a uma certa idade rapam a cabeça e as mulheres ficam todas loiras, não sei se já repararam) fui almoçar com os meus pais, e agora aterrei no computador um bocadinho, para ver o que se passava nesta blogosfera "quase-morta". 

Entretanto, combinei ir ao ginásio com o M. e depois lanchar, mas a minha vontade é ficar mesmo em casa no quentinho, a comer porcarias e a ver filmes e séries. Aliás, já não tenho um fim-de-semana em casa "de entrar à sexta-feira e sair segunda de manhã" faz séculos, porque me tenho obrigado a sair sempre. Sempre. Nem que seja ir ao ginásio, às compras ou fazer algum recado para a minha mãe. Não quero ter a cabeça muito tempo desocupada para pensar em coisas que não devo. Já basta o que basta, quando estou a conduzir, e sozinho no carro, a minha mente se desliga do corpo e começa a reanalisar tudo, a arranjar teorias mais-ou-menos conspirativas de tudo o que me aconteceu. Ao menos as noites com pesadelos estão cada vez mais espaçadas.  


E o vosso sábado, como está? 

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

pessoas do passado

Hoje fui almoçar com uma pessoa do meu passado, super importante na minha vida, mas cujo afastamento acabou por acontecer, nem sei bem explicar o porquê. Embora já não estivéssemos num contexto semelhante faz anos, parece (pelo menos para mim), que o tempo não tinha passado nem um segundo. Falámos de nós, de outros, e atualizámos o nosso percurso até aquele momento. Perguntas foram feitas, esclarecimentos foram prestados, e embora tivéssemos pensamentos diferentes, algumas conclusões bateram certo. Gosto de pensar que a amizade é assim. Ou seja, na diferença existe espaço para a concordância de coisas. Aliás, nós não somos boas ou más pessoas - não é assim tão linear. Somos um somatório de virtudes e defeitos, que aos olhos dos outros, podem considerar valer a pena estarmos na sua vida ou não, dependendo sempre daquilo que terá mais peso na balança das relações entre indivíduos. 

Não sei se ele vai ler este texto. Em tempos foi leitor deste blogue e incentivava-me a escrever e a partilhar coisas. Até existem vários textos sobre ele, nos arquivos deste espaço, porque lá está, tinha muita importância no meu percurso pós 2012. Mas a vida é feita de encontros e desencontros, e as pessoas, aproximam-se e afastam-se consoante as vibes que se encontram a viver no momento. Não sei se ficou chateado comigo por alguma coisa que tenha feito - ele diz que não, mas seja como for, eu sempre estive onde estive, e estarei sempre disponível para o que ele precisar (só não me peça é dinheiro, que estou nas lonas AHAHAHA). Mas o importante também não é isso. O que importa aqui destacar, é que este encontro ficou gravado nas minhas memórias e ficará inscrito também, na pele deste blogue. Porque ao fim ao cabo, ele será testemunha da minha presença na blogosfera. 

perguntas

Pergunta o Mark "Porque é que os gays são assim?" Assim, a quente, e no imediato, respondo: porque só pensamos com a pila. Estarei a exagerar, claro está. Mas a verdade não foge muito disso. É certo, que existem pessoas responsáveis, que sabem estar em relacionamentos, que procuram estabilidade e querem um futuro em conjunto. Sim, essas pessoas, existem. Mas não são a maior parte. A maioria pretende ter uma vida livre de responsabilidades afetivas, ou de outra qualquer espécie, porque o que interessa é aproveitar o momento. É aproveitar o jeitoso X e Y, mesmo que ele namore, mesmo que o namorado não saiba, mesmo que falemos com o namorado e fingimos não saber de nada. E antes que me chamem novamente de "conservador", isto não tem mal nenhum, desde que (há sempre um "desde que") se seja honesto consigo mesmo e com os outros - o que não acontece em muitos casos. 

Pessoalmente, tenho Grindr e utilizo-o. Assumo. É a minha forma de conhecer pessoas. Apesar de nunca (e sublinho o nunca) ter conhecido ninguém por lá, continuo a utilizar (cada vez menos) na esperança vã, que um dia perca a virgindade nesta aplicação. Porque como tudo é para ontem, e eu sou um tipo que precisa de envolvimento sentimental para fazer o que quer que seja, aquela aplicação não terá grande utilidade. Aliás, dizia-me um miúdo com quem falo por mensagem (que conheci no Tinder, mas ainda não ao vivo) que "isto tornou-se tão fácil de ter sexo com alguém, que depois ninguém faz nada, pela dificuldade de como tudo se processa". Ele chamava-se a atenção para o período avaliativo, a que todos estamos sujeitos nestas aplicações. São as fotos em que pensamos estar bem, e que achamos que vão agradar a terceiros, os registos sem roupa, a voz, etc, tudo serve como item de aceitação ou rejeição, e tudo se processa virtualmente - quase como se fosse uma compra online. Hoje em dia, ir a um bar, a um restaurante, ou simplesmente interagir com alguém na rua, através de um olhar, um sorriso, um olá, tornou-se desatualizado face aos tempos que correm. De repente, "isto tornou-se tão fácil", que tornou tudo ainda mais complicado. 

declaração de voto

Podem dar as cambalhotas que quiserem, mas uma coisa nada tem a ver com outra coisa. Seguro não é Ventura, e um democrata não é um autocrata. Portanto tenho alguma dificuldade em perceber alguns liberais, quando manifestam dúvidas sobre onde deve recair o seu voto, a não ser, que perfilhem também, as ideias absolutistas dos salvadores da pátria e de "quartos pastorinhos" de Fátima. 

Claro que muitos têm opiniões diferentes sobre este assunto, e algumas a roçar o insulto pessoal, mas acreditem que viver em liberdade total, onde possamos ser nós próprios, é algo que não tem preço. Portanto, e embora torça um pouco o nariz a gays de direita, não consigo mesmo perceber gays de extrema-direita, quando a génese dessa "matriz ideológica", os considera aberrações e não conta com eles para a formalização da sociedade ideal, que tanto querem construir. 

Também considero, que o centro-esquerda (português e mundial) perdeu o foco no essencial, e permitiu-se a assuntos menores, que apesar de terem importância nalguns casos, não devem ser tratados como causas absolutas. Mas sobre isso, falaremos noutra altura, que não esta. 

Sedentos de poder e de ódio, a cartilha da extrema-direita tem vindo a afinar-se de dia para dia, levando a que muitos considerem que esta é solução - bem sei, porque tenho familiares diretos, que dizem "que ele até diz umas verdades" e que isto "precisa de um abanão". Mas não é. E a realidade dos nossos dias, vai comprovando isso. A diferença, é que temos de dar oportunidade ao tempo, de mostrar a todos e a todas, o que é efetivamente aquele projeto é. E para não cansar muito, a quem por aqui se encontra a ler este texto, vou apenas deixar ficar cinco breves considerações, que são facilmente desmontadas, por quem se permitir pensar um bocadinho. 

1. Foram 50 anos de corrupção. 

Bom, na prática foram 50 anos de liberdade coletiva e individual, desenvolvimento económico e de aproximação aos países mais desenvolvidos da União Europeia. Se existem casos de corrupção? Óbvio. Também os existiam no tempo do Senhor Salazar. A grande diferença é que nas democracias evoluídas, isso pode ser combatido, num regime autoritário não. Para além disso, é de entender que o André Ventura, militou num dos "partidos do sistema" 18 anos, e enquanto profissional ajudou muitas empresas a evitar o pagamento de impostos. Aliás, já começam a aparecer casos de corrupção dentro do partido Chega, que serão maiores, quanto maior foro crescimento deste. 

2. O PSD é o PS2

Não são. São diferentes e defendem posições distintas em muitas matérias, por exemplo no casamento de pessoas LGBTI+. Claro que têm posições convergentes, porque ambos se inspiram na matriz da social-democracia europeia, e disputam eleitorado no centro político, onde a maioria das pessoas se define e situa. Estes partidos, embora se assumam pela integração europeia, não concordam com o peso do Estado deve ter na economia, nos direitos laborais ou no Serviço Nacional de Saúde. Portanto, é só desonesta esta comparação, cujo objetivo é apenas enganar as pessoas. 

3. O PS é o partido dos pedófilos 

O Partido Socialista é um dos maiores partidos da democracia portuguesa. Portanto, tem muita gente e é muita gente. Não são todos iguais e não são todos pedófilos. Aliás, se a pedofilia fosse sinónimo exclusivo de um partido político, estávamos nós bem, porque sabíamos como combater este flagelo. Mas as coisas não funcionam assim, e não basta "ter a cara de pedófilo". Tanto assim não é, que o partido Chega, que enche a boca para fazer estas acusações, já tem alguns casos relacionados. E mais terá, quando maior for o seu crescimento, porque isso não é condição exclusiva de "esquerda". Ballet Rose, diz-vos alguma coisa? Não? Um dos maiores escândalos de pedofilia do tempo do Senhor Salazar, e que ao contrário do caso Casa Pia, nunca foi escortinado, investigado ou chegou ao conhecimento da maioria da população daquele tempo.  

4. Foram 50 anos de Socialismo e de pobreza 

Foda-se, não posso crer que a malta seja assim tão burra. Depois do 25 de abril de 1974, Portugal nunca foi um regime socialista. Foi sempre dominado por políticas da social-democracia europeia, ora mais à esquerda, ora mais à direita, permitindo a muitas pessoas subir no tão famoso "elevador-social" - que os liberais adoram berrar, para conquistar votos. Permitiu que estudássemos, e não ficássemos apenas com a 4.ª classe, como os nossos avós e pais. Permitiu-nos ir de férias, poupar dinheiro e não ficar vinculados a um extrato social desde o momento do nosso nascimento. Por exemplo, tendo eu nascido em 1980, muitos miúdos da minha geração, (mais) a norte do país, enquanto em brincava na rua, muitos deles trabalhavam nas fábricas com os pais. Ainda assim, estes 50 anos de democracia permitiram combater o trabalho infantil e conquistar para os nossos miúdos, uma infância mais feliz, mais sonhadora e plena, Se há injustiças? Claro que sim. Se há pessoas com cursos superiores a fazer trabalhos pouco qualificados e a ganhar uma miséria? Sim, há. Há muita coisa, e ainda muita miséria para eliminar, mas não é a voltar atrás que isso se resolve. Muito pelo contrário, é no futuro que reside a possibilidade de fazer mais e melhor.  

5. Antigamente é que era bom e havia mais respeito 

Exato. Era bom e havia mais respeito. E medo. E prisões por opiniões políticas. E mortes só porque sim. As mulheres dependiam de autorizações do marido para certas situações corriqueiras, os gays tinham que viver escondidos, porque eram "aberrações sociais". Não haviam cá direitos laborais generalizados e fome, era o prato do dia para muitos (por exemplo, para o meu pai). E tenham noção de uma coisa, muitos portugueses morreram para que eu pudesse escrever este texto, ou as vossas parvoíces nas mais diversas redes sociais, e não reconhecer isso, além de profunda ingratidão, manifesta que não se preza o valor da liberdade. O de cada um e o de todos nós, enquanto coletivo.  

E finalmente, deixo ficar aqui um bónus: além de Portugal nunca ser sido uma república socialista, nunca foi governado pela extrema-esquerda. Dizer o contrário é apenas má-fé. 


E termino este longo tratado, com o seguinte pensamento: no domingo, para quem gosta de viver em democracia, o voto terá que ser exercido de forma a salvá-la. Ela é imperfeita, bem sei, mas é o único instrumento que nos permite escrever os dislates que quisermos (nos nossos blogues, por exemplo) e ter uma cena básica, que é ter uma opinião (sobre tudo e sobre nada). Não ter a consciência de ter um voto SEGURO na democracia, é lavar as mãos das consequências que daí possam advir. 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

carências

 Devo mesmo estar com falta de alguma coisa... porque acabei de comer três Bollycaos. 

maleitas

 Entretanto no ginásio, a fazer ombro, voltei a dar cabo da coluna. 

gajos

Apesar do que escrevi aqui, repeti, e estive com o MJ mais duas ou três vezes (no início do ano passado). E ao contrário também, do que contei aqui, o interesse não se perdeu. A verdade é que, quer ele, quer o namorado, engraçam comigo, e fazem-me sentir super desejado. Já estive com os dois, mas nunca ao mesmo tempo. Eles contam tudo ao outro - portanto não sou "segredo", mas sempre recusei coisas a três. Não me sinto confortável, não gosto e não vou fazer algo só para agradar aos outros. E obviamente nunca me iri meter num trisal. Se com um já é o que é, o que seria com dois. 

Como moramos perto, encontro-os algumas vezes pela rua, no centro comercial ou no ginásio, e falamos como "pessoas normais", embora os convites surjam de quando em vez, através de "boquinhas". São uns putos porreiros, e vivem o relacionamento deles, de uma forma de que eu não o conseguiria fazer. Mas lá está, eu "sou conservador". 

No outro dia, estava no ginásio, já nos balneários, de cuecas, a acabar de me vestir para sair e passa o MJ por mim. Disse-lhe olá, ele retribui, e passados uns minutos volta para trás, dá-me um beijo na boca e diz-me "bom dia". Fiquei um bocado atrapalhado, não só porque não estava à espera, mas também porque alguém podia ter visto. Nós não temos um relacionamento em que nos cumprimentemos assim, e estranhei. Muito. 

Hoje, voltei a encontrar o MJ no ginásio, na zona dos pesos livres. Disse-lhe olá, gozei com ele por estar a levantar pouco peso e estiquei-lhe a mão para o cumprimentar. Não sei porquê, se com motivos ou fruto da imaginação da minha cabeça, mas senti um movimento da boca dele em direção à minha, e recuei. Era o que me faltava, darem-me beijos na boca, no ginásio. Se calhar desbloqueei um novo trauma, mas antes prevenir que remediar. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

televisão invertida - canta-me uma história

Todas as quartas-feiras, o cantor David Antunes traz-nos um direto no YouTube, do seu programa semanal intitulado "Canta-me uma História", onde a tónica são as canções, a parvoíce, e nalguns casos, alguma ordinarice. Tenho descoberto muitas vozes espetaculares, que existem no nosso país, mas que estão fora dos grandes circuitos comerciais, quiçá porque não conhecem as pessoas certas. 

Existem já, mais de uma centena de episódios disponíveis, e aconselho à descoberta, com mente aberta. E como no supermercado, por aqui há um pouco de tudo. Fado, pop, rock, música pimba, etc., etc. 

Assim, partilho aqui com vocês, programa do 5.º aniversário, gravado o vivo em Santarém, no CNEMA, e onde, talvez, a parte pornográfica está mais diluída. Seja como for, podem avançar por vossa conta e risco. 


instagram

Entretanto reativei a conta do Instagram deste blogue, embora não saiba muito bem o que vá publicar por lá. Tenho que pensar numa linha editorial qualquer. "Tudo eu, tudo eu". 

recalcos

Credo, estava agora a reler umas cenas - de quando em vez, arquivo por aqui algumas publicações que possam conter considerações que levem à identificação de terceiros, embora seja tudo muito anónimo -, e quantidade de vezes que refiro o bloguer Miguel, e de que como ele não quis conhecer-me, nem desenvolver uma amizade comigo (porque, e mais uma vez, "tinha amigos a mais"), parece que vivo recalcado ou obcecado com o assunto. Se calhar até estou, ou ligeiramente traumatizado, vá, mas para mim, é o exemplo certeiro de como as pessoas são complexas (eu incluído). 

Bom, tenho de começar a trabalhar mentalmente para deixar o moço em paz, que não quero responsabilidades pelas suas orelhas quentes. 

confessionário

Da saga "ideias giras, mas sem utilidade nenhuma", surge agora o Confessionário (uma cena reciclada do meu blogue "do meio"). Até criei um separador e tal, para ter mais destaque na espuma dos dias. E no que consiste? Estão a ver o Shiuuuu? Aquele blogue famoso por partilhar os segredos dos outros - e que só por acaso, é um dos meus favoritos? Então é isso. O conceito é parecido, mas acaba por ser diferente (AHAHAHAH), até porque não quero transformar este espaço numa Catedral de Confidências. 

A ideia principal, é que nos dias maus, em que nos apetece dizer mal até de nós próprios, possamos ter um sítio onde deixar uma mensagem, que pode ser um pecado, um desabafo uma crítica ou outra coisa qualquer, mas que nos alivie a alma. As regras são básicas, de fáceis interpretação e julgo não ser necessário nenhum desenho adicional. Basta ler a descrição no separador. Ah, e pormenor importantíssimo: é TOTALMENTE ANÓNIMO. 

E não. Não sou eu na fotografia, porque se fosse, não tinha um blogue, tinha uma congregação de fiéis. Com direito a dízimo, que me permitisse fazer umas viagens catitas.


Mas afinal, quem é que se atreve?