quinta-feira, 28 de novembro de 2024

grindr

E para que serve o Grindr, mesmo? 


Já expliquei aqui, em 2014.

resoluções

O 2025 já está ali a espreitar, e ainda tenho muito que decidir e arrumar até o final deste ano. Para já, ando a ponderar a suspensão das minhas redes sociais durante uns meses. Não só, porque há coisas que já me deixam doente, mas também, porque já sei que vou ver coisas... que me vão deixar ainda mais doente. Coração que não vê, é coração que não sente, verdade? 

desafio natal 2024

Pessoas daí, dali, e de qualquer lado, como a blogosfera está mais morta, que eu a pinocar com uma pessoa com quem não me sinto à vontade (piada relacionada com a publicação anterior, da anterior), venho por este meio desafiar-vos, que me mostrem algumas das vossas cenas do Natal 2024 - não estou a pedir nudes, atenção.

Assim, enviem-me para namorocomumpopstar@gmail.com, fotografias das vossas árvores de Natal, grinaldas, coroas, pormenores/pedaços natalícios, camisolas de Natal, etc. e tal, do que acharem mais conveniente e interessante, para eu publicar por aqui! Pleaseeeeeeeeeeeeeeeeee! Motivem aqui o menino!  

Ahhhhhhhhhhhhhhhhh, e enviem-me também uma canção'zinha de Nata, que pronto... ADOREM


O desafio é válido para todos e todas, leitores e bloguers


*publicação inspirada no Mark!

conselhos

Se vão utilizar fotografias no Grindr, que não são vossas, escolham aquelas que não apareçam de imediato numa pesquisa básica do Google Lens, e tentem evitar também, o recurso a bancos de imagens - por exemplo, o Freepik.


De nada.

coisinhas

Quem tiver paciência, tempo, falta do que fazer, etc., e se dedicar à leitura deste blogue desde o day one, perceberá que já fui muito mais (mas muito mais) "moralista", do que hoje sou. Já passei por muita coisa, já li/ouvi muito sobre assuntos sentimentais/relacionais e já conheci muita realidade paralela. Portanto, se as pessoas são, e estão, felizes de determinada maneira, quem sou eu para criticar? Apontar o dedo? Dar conselhos? "Ninguém", como diria o outro. 

É claro, que se for alguém muito próximo da minha vida "real", posso avançar com algumas questões, tentar perceber se a pessoa está OK com a situação, se sente confortável, etc., mas tento não ir além disso. Vou até onde a pessoa me permite chegar, e sempre - ou na maioria das vezes - após solicitação do outro lado, para entrar neste tipo de conversa. Não me acho no direito de censurar, o que quer que seja, porque só quem "está dentro do convento, sabe o que lá vai dentro".  

Presentemente, existem tantas formas de relacionamento, que uma pessoa perde-se nos conceitos, nas especificidades e nas regras. Sei lá, é todo um mundo novo, e quando digo que sou tendencialmente monogâmico, há sempre alguém que me diz, que sou eventualmente assim, porque tenho como referência os relacionamentos do antigamente, como dos meus pais ou avôs. Compreendo a chamada de atenção, até porque hoje as pessoas não estão tão predispostas para aceitar certas coisas (e há situações que não o devem mesmo fazer, porque ninguém merece estar num relacionamento tóxico, só porque sim), nem existe a mesma vontade de consertar, lutar, cuidar e aceitar o outro com é. 

Contudo, e apesar da existência de uma nova panóplia de relacionamentos, e antes de avançar logo para a modernidade da coisa, devemos primeiro, conhecer-nos e tentar perceber até onde conseguimos, e estamos dispostos a ir, mas acima de tudo, entender o que permite ser feliz. O que nos deixa confortáveis. E leves de espírito. Não podemos ser algo que não somos, só para agradar à pessoa de quem gostamos, e não podemos, em nenhuma altura, anular-nos como solução para salvar um qualquer relacionamento. 

Para mim, namorar alguém, significa construir algo em comum, assente num sentimento mais forte que o amor da amizade. E embora possa sentir desejo, por vezes, pelos corpos de terceiros, sei, que só me sinto confortável a ter sexo com a pessoa de quem gosto. E portanto só faz sentido para mim, pinar com quem namoro - ou quando não namoro, com alguém por quem tenha carinho. Logo, não tenho necessidade de estar com outras pessoas, despejar os tintins, e voltar à minha vida "normal". Não sei. Não tenho essa vontade - e não sei se algum dia a terei, sinceramente, de ter "só" sexo. 

Sou muito sentimental. E sempre fui assim. Por isso, relacionamentos abertos, nunca funcionariam comigo. Não era capaz de viver na incerteza diária do "e se ele se interessar por outro", "será que está a fazer assim ou assado" ou "será que está em casa ou está na casa de algum". Adicionalmente, sempre fui ciumento com as minhas pessoas (incluindo familiares e amigos) e ligeiramente possessivo. Ou seja, iria andar sempre infeliz, e miseravelmente paranoico. Para isso, se necessário, fico no conceito da amizade colorida, cujas regras para mim estão mais que definidas. Lá está, não consigo avançar em relacionamentos, sem ter presente normas, condições ou limites. Não sei ser - nem quero ser, "solto" em namoros ou casamentos. Gosto de saber como é, de que forma é e até onde posso ir, porque não consigo viver, sabendo que magoei alguém só porque sim. Ou se posso "queixar-me" com propriedade ou não. Ou se faz sentido estar em determinadas situações, ou se estou a mais. 

 

Talvez por isto, nunca tenha conhecido ninguém do Grindr (ou Tinder), ao vivo, até hoje.  

terça-feira, 26 de novembro de 2024

natal 2024

Como escrevi num comentário, num blogue próximo, podem-me tirar tudo, menos o Natal. Assim, já estão a bombar as playlist das Canções de Natal aqui em casa. 


Venha agora o Natal dos Hospitais! 


Escrevi muitas vezes a palavra Natal, não foi? 


Raios me partam. 

perguntas

- E como se vê daqui a 10 anos?

- Sozinho, e longe de homens. 


Não sei se fui demasiado honesto. 

constatações

Tendo em conta que já faço rir a minha Psi, e ela já me acha piada - bem como às minhas piadinhas parvas, acho que vou começar a pedir que a consulta seja dividida a meias. Ao fim ao cabo estou a ser palhacinho. E de borla.

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

taradices

Aquele bombeiro, lourinho, de olhos azuis, todo tatuado e musculado dos Sapadores de Lisboa que sigo no Instagram, levava-me ao céu. Com aquele ar de cabrão, mas ao mesmo tempo, super fofo, deixa-me assim.. sem palavras, ar e cenas conexas. Mas é str8 e às vezes um bocadinho homofóbico. 

Bom, encaixa-se no perfil de 2008. 

registos

Cá estamos. Sobrevivendo. Gerindo um dia de cada vez, entre a absoluta tristeza, a "só" tristeza, a nostalgia ou saudade, e alguma euforia momentânea. Trocando isto por "miúdos", estou a tentar transformar o que sinto, numa amizade com o agora ex, ando a fugir do M. relativamente ao sexo, não fui sincero com um rapaz quando ele me perguntou "mas não te agradei o suficiente para pinarmos?", e ando esguio aos convites badalhocos, para dar pinocadas dignas de óscares de filmes para adultos. Ao misterioso do Grindr, que está sempre a perguntar se "sonhei com ele", apenas vou respondendo ao básico - até porque também não há matéria para mais. 

O que queria mesmo, era ser rico. MILIONÁRIO. Podre de rico. Livre de homens. De preocupações, de responsabilidades, e de dependências emocionais... e fugir. Ir 4 meses o Japão, por exemplo. Até estava disponível para acompanhar o João Cajuda, e o namorado, em modo afilhado "Marco Paulo", ou um filho adotivo, mais velho que os pais, mas super dependentes deles - tipo totó americano. Se isso não fosse possível - porque voluntários para isso é coisa que não deve faltar - acho que também me conseguia aventurar, num cruzeiro de 3 ou 5 meses, por esse atlântico afora. Mas depois embato na realidade da minha conta bancária e só penso "bahhh, deixa-te lá de merdas". Só hoje na oficina, para o carro, larguei 300 mocas. Yah yah. Pior que o meu filho, Afonso Maria, que não existe.

Só sei que o tempo demora a passar. Está tudo muito lento. Os sentimentos estão lentos. Pegajosos. Parece que estou em câmara lenta. Nada muda. Nada acontece de diferente. O ainda gostar muito dele, não passa. A mágoa não desaparece. A revolta vai-e-vem, e a inexplicabilidade das coisas, teimar em vingar. Toda a gente me diz "com o tempo vais lá", e eu assumo que sim - mesmo não sabendo muito bem onde ficará o "lá". Não sei. Tudo parece levar uma eternidade. Tudo parece não ter fim.   

terça-feira, 19 de novembro de 2024

o misterioso do grindr

- Então, não me disseste nada o dia todo. Tiveste saudades minhas? Pensaste em mim durante o dia? Zero.

- LOL nem te conheço pah

imperial é fino | ana bacalhau feat. cláudia pascoal







Porquê é que os homens mais hot e tcharam têm sotaque*? E porquê, é que são os do Porto?

Apesar de adorar o Porto, e malta do Porto, ainda não me refiz completamente de ter pedido um mil-folhas, e terem-me dado um bolo que NÃO É UM MIL FOLHAS! "Ah, aqui é Napoleão", é o caralh#! Napoleão foi um ditador'zinho francês que nos quis invadir, NÃO É UM BOLO


Imperial é fino, ténis é sapatilha
Bica é cimbalino e “chicla” é pastilha
Aloquete é cadeado e capuz, carapuço 
Estrugido é refogado, chapéu de chuva é chuço 
Se trolha é pedreiro, bueiro é sarjeta 
Sertã é frigideira e cabide é cruzeta 


*é uma provocação´zinha, porque dirão alguns que sotaque tenho eu. E tenho, dependendo do contexto AHAHAHA

 

Playlist atualizada AQUI!

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

momentos

E aquele momento awkward, em que estamos a treinar no gym, chega o ex, e passados uns minutos entra o gajo que sonhou com uma queca connosco durante 4 anos, que desapareceu depois de acontecer, e que ainda assim, nos come literalmente com os olhos, tendo deixado um clima de constrangimento no ar? 

Ah pois é, não é para meninos. Prevejo uma semana do caraças para mim!


E bom dia para vocês! 



domingo, 17 de novembro de 2024

fim-de-semana

Bom, parece-me que neste fim-de-semana, não existiu muito drama. Será um sinal que as coisas estão a amainar? 

Acabo de chegar de um café, com uma pessoa que já falava há anos no Instagram, e que nunca tinha conhecido ao vivo, não só porque ele namora, mas porque o meu relacionamento não tinha essa opção (ou pelo menos julgava eu que não). Foi uma conversa interessante, embora estivesse com alguma resistência inicial, porque pensei que ia ser uma seca. Seca, porque de forma indireta, as pessoas "falam" muito através de mensagens, etc., mas depois ao vivo não conseguem articular um discurso coerente e que prenda o outro lado. Aqui, felizmente, isso não aconteceu e ainda bem. Conversámos sobre a minha situação atual (óbvio), de política, de família e que o mundo gay em Lisboa é um penico (e que toda a gente se conhece), Sim, toda a gente conhece toda a gente, ou pelo menos ouviu falar, sendo prova disso, os encontros de 3.º grau  dele, com pessoas das redes, que de alguma forma impactaram negativamente a minha vida, embora não as conheça ao vivo, mas saiba quem são. Confuso? Eu sei. É a minha vida neste momento. 

Ontem, também estive com o M., vimos a Eurovisão Júnior juntos, jantámos e fomos ao cinema. Um programa de amigos, portanto. Ou pelo menos assim espero, que tenha sido o entendimento do outro lado. Apesar das "cobranças". E das "bocas" do género: "ainda não ligaste o Grindr aqui? Não precisas de ficar inibido por mim". *olhos a revirar*


E embora o fim-de-semana tenha passado a correr, de me sentir cansado, e de ter as marmitas todas para fazer, estou mais tranquilo. Resignado talvez. Mas sereno.  

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

mensagens camufladas

 *plim no Grindr: Olás! Tudo bem? Andas por aqui agora?


- Desculpa, eu conheço-te?

- Simmmm!

- Bom, pelas fotos que tens não dá para perceber... 

 *plim no Grindr: foto de cara 

- Ah já sei quem és. Estás por Lisboa*?

- Não**! 

- Então como me encontraste?

- Uma vez pesquisei e encontrei-te. E ficaste nos meus favoritos desde então. 



Adoro o planeamento e dedicação desta malta. 

Ao menos sou "favorito" para alguém! AHAHAH 



* Sigo no Instagram.
**A pessoa reside no Porto.