Depois do primeiro date, existiu um segundo. Estávamos os dois cheios de tusa, e acabámos por curtir no meu carro, numa praia deserta da Costa de Caparica. Depois disso, disse-lhe que gostaria de manter o contacto e se houvesse vontade dos dois, podíamos curtir com regularidade, sem relacionamentos à mistura. Ele disse que por ele bastava combinar e que não procurava namoros. Pareceu que tudo se estava a alinhar nas vontades.
Continuámos a falar durante semanas, e quando questionei se continuava a existir interesse, respondeu-me que sim, mas que tinha tido despesas inesperadas. Logo, os próximos encontros tinham que ter este aspeto em conta, além de ter de ver os dias que tinha folga. Por mim, tudo tranquilo. Contudo, daí, até hoje, nunca mais me disse nada. Se estou surpreendido? Não. É um comportamento bastante recorrente nos gays, ou seja, fingirem-se de mortos. Desaparecer do nada. Nisso somos especialistas. Já era assim em 2002 (quando comecei "nesta vida"), e mantem-se em 2026. Há coisas intemporais. Tal como a falta de honestidade. Ou a incapacidade das pessoas falarem sobre as coisas.
Não vais levar a mal este meu comentário, mas afinal não és muito diferente deles, Namorado. Só queres curtes sem nada de estável. Se são curtes, eles são livres de aparecer e desaparecer sem ter darem satisfações. As satisfações pedem um grau de compromisso que tu mesmo não queres. O que tu queres é uma coisa intermédia entre curtes e um namoro, e isso é difícil.
ResponderEliminarNão levo a mal, Mark'zinho. Quem tem um blogue público e aceita comentários, tem de ter poder de encaixe. Além das curtes, existem outros sentimentos que não precisam de sinónimo de um relacionamento. Existe amizade, companheirismo etc. Em todos eles, há sempre (ou devia de) responsabilidade emocional, educação e honestidade. Desaparecer do nada e aparecer também do nada, não é de gente saudável.
Eliminar26 anos depois, continua tudo igual OMG
ResponderEliminarDisclaimer: e vai continuar a ser assim.
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