quinta-feira, 31 de outubro de 2024

pessoas

*plim *plim no Instagram


Pessoa: estás todo jeitoso! Adoro!

Eu: obrigado <3

Pessoa: o teu amigo também é todo hot!

Eu: qual amigo?

Pessoa: o "tal". 

Eu: ah... é o meu ex namorado. 

Pessoa: sério? Olha, leitava aquele rabo todo.

Eu:... 

Pessoa: mesmo separados, continuam a comer-se? 


Tipo, o que se passa convosco, pessoas? Está tudo bem? Não têm tomado os comprimidos? 

calendário blogosférico | 2015

 Oh pah, que saudades!

<3

constatações

Obviamente que não cheguei. Não servi. Não fui suficiente. Não era o bastante para o meu ex-namorado. O meu corpo, pele e cheiro, não satisfizeram, e a minha maneira de ser, foi um "tanto faz" na ponderação de "estas atitudes vão magoá-lo ou não?". Basicamente, acabei por ser algo dispensável, ou simplesmente uma "coisa", que estava ali, como podia não estar. E apesar dele me dizer "que os 14 anos não foram uma fraude", eu sinto que foram. Que foram um desperdício da minha vida. Que foi um tempo perdido. Mas se ele não queria, ou estava farto, porque não me disse? Porque insistiu neste relacionamento em 2014, se eu era assim tão descartável? São questões que sei, que nunca vou ter resposta, mas que ecoam todos os dias no vazio da minha mente, quando penso na lógica (que não existe) disto tudo. 

Tento, não viver (muito) martirizado com o facto, de que poderei ter sido "pouco", porque sei que não havia nada que pudesse ter feito, efetivamente, de maneira diferente. De vez em quando, ainda penso: "e se". Mas, o "se", é um exercício muito inglório ou ingrato, porque nunca vou ter a certeza que o resultado seria diferente. E no fundo, sei, que seria igual. Há pessoas sem capacidade emocional de querer o bem do outro - ou de se preocupar, e cujas suas necessidades primárias serão sempre mais importantes do qualquer mágoa que possam causar a terceiros. São assim. Há que aceitar. 

Os meus amigos dizem-me "o que aconteceu não foi culpa tua e não havia nada que pudesses ter feito de maneira diferente". Eu sei. Todos sabemos. E o que muda? Nada. Também me dizem "estás giro", "ninguém te dá os 44", "estás com o melhor corpo de sempre, nunca estiveste assim" e "és muito boa pessoa, e alguém te irá valorizar por isso". Embora sobre estes elogios (que não sei se serão de pena ou comiseração), a minha autoestima não permite fazer uma avaliação isenta, apesar de ter consciência, que me sinto cada vez melhor, fisicamente falando, e que apesar de tudo, não sou uma "grande merda" - como me sentia há dois meses atrás. E se sei isto, o que muda? Nada. Porque a sensação de falhanço prevalece a cada dia. 

passados

No começo do meu percurso blogosférico, seguia um blogue chamado "single, white, male". Bom, nesta altura da vida até poderia até ser eu... estou solteiro e sou homem. O "white" é que pronto... estou mais para branco sujo ou creme, do que propriamente branco. Mas cada um é como é, e Deus sabe de todos - sim, eu sei que a "cena" não é assim, mas deixem-me. Estou combalido do coração. 

By the way, o que acharam do novo grafismo do blogue? Assim, um coração despedaçado? Cute, não? Ou era isso, ou o dedo "do meio" em riste. 

recomeços

Por vezes acho que devia sair daqui e recomeçar noutro sítio qualquer. 


Longe.


Pelo menos, o recomeço possível. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

flowers | miley cyrus







Resolvi reciclar uma das ideias do meu "blogue da pandemia", a que dei o título de Canção do Dia - até porque este projeto, também tem canções, músicas e registos musicais, que pautam e marcam, o meu percurso - bom e mau.  

E para inaugurar a mesma, e como não poderia deixar de ser, temos Flowers, da Miley Cyrus. Quando saiu esta canção, para aí em 2023, revi-me tanto na letra, que passou a ser um das faixas da banda sonora da minha vida desde então. Até porque há registos que chegam na altura certa, que nos impactam do dia para a noite, e nos empurram para a mudança. Inevitável. E necessária. 

Ao ouvir que, "eu também posso comprar flores a mim próprio", abri os olhos, e percebi que eu sou o dono do meu destino. Que não tenho medo de estar sozinho, e que mereço ter alguém que esteja comigo porque quer, que me valorize, que acrescente e que me puxe para cima. E mesmo que esse alguém não exista de facto, eu, sou o bastante e consigo desempenhar esse papel principal na perfeição. Eu sou o garante da minha felicidade e acima de tudo, o meu maior aliado. 

Já consigo ter mais amor-próprio, e espero trabalhar para ter mais ainda. Para que possa ser uma pessoa melhor, todos os dias, e com isso, conseguir fazer a diferença na vida dos outros. Daqueles, que queiram fazer parte dessa diferença, como é óbvio. Porque continuo a acreditar que somos melhores, se estivermos com os melhores.

We were good, we were gold 
Kinda dream that can't be sold 
We were right 'til we weren't 
Built a home and watched it burn 

Mm, I didn't wanna leave you 
I didn't wanna lie 
Started to cry, but then remembered

I I can buy myself flowers 
Write my name in the sand 
Talk to myself for hours 
Say things you don't understand 
I can take myself dancing 
And I can hold my own hand Yeah, 
I can love me better than you can

terça-feira, 29 de outubro de 2024

quotidiano

A vida corre. Sem parar. Sem contemplações. Sem penas. Nem considerações. A minha, em especial, vive oscilante entre o drama e a euforia. Entre esquecer velhos hábitos e adquirir novos. A tentar perceber quem sou, para onde vou e essas coisinhas todas. No somatório dos meses, vivo, sem ter direito a pausas para respirar fundo. E a brincar, a brincar, estou quase em 2025, onde farei - se lá chegar, 45 anos. 

Não estou com muita paciência para grandes feitos, nem para "birras" de pessoas que não conheço de lado nenhum, e que acham, que por me seguirem em determinada rede social, lhe devo justificações do que quer que seja. Como aquele cromo pseudo-PT, que a uma reação minha, a uma story sua (foi uma risada a uma situação, ok?), me manda uma mensagem do nada: "desculpa, mas não fazes o meu estilo, porque quando estou com uma pessoa quero sentir que é só minha, e que não está com outra pessoa". Mas ó caralho, mas eu disse que queria alguma coisa contigo? Ou que estava à procura de algo? Ou até mesmo que tenho que te justificar o que quer que seja? Se estou solteiro ou não? Foda-se, os gays em Lisboa estão cada vez mais idiotas, parvos e divas. 

Reparo, que desde 2010 para agora, mudou o "masculino, discreto e fora do meio", e portanto, do medo constante em ser descoberto como "gay", para o "somos todos influencers do caralho, e portanto podemos dar desprezo a torto e a direito, mesmo que a pessoa não queira nada connosco". Por isso, é que é tão difícil ter um relacionamento no "mundo gay". Não só, porque não existe responsabilidade afetiva sobre nada e sobre ninguém, mas também, porque os gajos apenas querem colecionar o maior número de quecas possível. Nada contra. Mas também nada a favor.

Parece que me estou a queixar de estar a ser desprezado (ou ignorado), mas não estou (neste momento estou-me é a cagar para os gays, com a mania que são a última bolacha do pacote - quero sopas e descanso de gajos tóxicos), contudo, isso não invalida o facto de me sentir possuído com estas atitudes de merda. Com homens que já deviam de ser adultos, mas continuam a comportam-se como autênticos adolescentes. Vão andar nesta vida de desresponsabilização emocional até os 80? É isso que a maioria das pessoas procura? Digam-me já que sim, para eu ter ainda mais a certeza, que quero continuar sozinho.  

Como disse à minha terapeuta, o "mundo gay" é horrível. Afetivamente falando. Ninguém respeita ninguém, a competição entre gajos para ver quem consegue levar para a cama o "gajo-troféu" é gigante, e parece que vivemos sempre num clima de filme pornográfico contínuo. Lá está, escrevo estas cenas, e depois tenho que levar com um "és conservador". Estou-me bem a cagar para o que cada um faz da sua vida, e aquilo que procura. O que me chateia mesmo, mas mesmo, é que se atropelem sentimentos dos outros só porque sim, ou porque nos estejamos a marimbar simplesmente para terceiros. É pah, desculpem-me os mais liberais, mas acho isso errado. Brincar com os outros, e a vida dos outros, não é nada. Não é ser anti conservador. É mesmo ser um merdas.   


Sim. Estou um bocadinho revoltado com gente estúpida.  

(quase) certezas

Não tenho muitas certezas na vida neste momento, mas se há coisa que tenho consciência, é que nunca mais vou namorar com Pop Star's. Não tenho equilíbrio emocional suficiente para saber lidar com a exposição do namoro, com as abordagens "caridosas" ou "sinceró-irónicas" ("tens muita sorte em andar com ele, que ele é muito giro e com um grande corpo. Devias agradecer ao Universo."), e tentativas básicas para conseguirem ter alguma coisa com a tua cara-metade ("desculpa, mas fazem a 3? Também se fizessem, só estava interessado nele."). 

Além da merda de autoestima com que se fica.

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

honestidade

NA: tu és um dos gajos mais honestos que conheço. 

Amiga "mutual": por acaso concordo com o NA, tu és um tipo honesto. 

Psicóloga: consigo perceber que o Carlos é uma pessoa muito honesta, e por isso é um dos valores que mais aprecia.

A colega: tu és muito boa pessoa e super honesto. 



Yah. Serve-me de muito. 

 

sábado, 26 de outubro de 2024

goodbye

So how do I say goodbye
To someone who's been with me for my whole damn life?
You gave me my name and the color of your eyes
I see your face when I look at mine
So how do I, how do I, how do I say goodbye?

Dean Lewis / Jon Hume

não sei

Acabei de chegar a casa depois de uma saída com o M. Fomos jantar e ver uma peça. Dei-lhe um abraço quando o vi e depois outro, na despedida. Fora isso, tentei evitar mais contacto físico, porque embora ele diga que sim, que está tudo bem definido entre nós, eu tenho medo que não esteja, devido em parte, a algumas coisas que ele me diz e algumas "cobranças" que me faz. Além disso, não me sentia muito bem. Aquele tipo de programa, era o que fazia com o meu namorado e ele não estando, parecia que era uma fraude. Que era errado eu estar ali, com aquela pessoa. Que eu estava a ser falso. Ou no limite, desonesto. 

O que sei, é que enquanto soltava umas gargalhadas devido às piadas dos atores, sentia ao mesmo tempo, saudades. Muitas. Dele. Dos olhos dele. Das risadas dele às minhas piadas parvas ou observações tontas. Da vida que tínhamos e que ele percebe agora que tinha - e gostava. Mas as atitudes, as ações, as falhas existem e estão gravadas na pele. E acaba por ser tudo tão triste e tão sem sentido - pelo menos para mim. Não sei. Não sei. Não sei. Tudo me faz soltar lágrimas, que têm vida própria e chegam sem avisar. Que tento controlar com mudanças bruscas de humor ou de pensamentos. 

A psicóloga diz que não tenho depressão alguma. Que estou imensamente triste e desiludido, o que considerando o que passei, é natural. A verdade é que não sei o que se passa comigo. Não sei mesmo. E isto que sinto não passa. Por nada. Não sei se algum dia passará. Não sei. 

sexta-feira, 25 de outubro de 2024

calendário blogosférico | 2025

Para comemorar a blogosfera a que pertenci (ou que ainda pertenço), e passados 10 anos do primeiro calendário blogosférico, resolvi ressuscitar esta iniciativa para 2025. E uma vez que, por aqui, o ambiente está quase "morto", resolvi destacar os projetos que foram muito importantes para mim em 2012 (e anos seguintes), que me ajudaram a crescer enquanto pessoa, que alinharam nas inúmeras iniciativas que criei, e ainda, todos aqueles que me permitiram de certa forma, sair mais do armário e a ser "mais" gay. Este espaço foi, e julgo que ainda continua a ser, o meu lugar seguro. O meu porto de abrigo. A minha verdade. 

Assim, e no seguimento da coisa, apresento-vos o preview do que estou a trabalhar e que irei apresentar em dezembro próximo: 

Como só consegui apresentar 12 blogues, espero que os restantes não fiquem (muito) chateados comigo, mas os escolhidos, de certa forma, acabaram por ter mais impacto na minha vida pessoal, e de facto, com quem consegui construir uma maior interação - até após blogue. 

Bom, e por momentos, ao escrever isto, fiquei nostálgico. Com saudades. Com uma lágrima no canto do olho, não só porque queria voltar a ser aquele puto de 32 anos, que tinha uma vida inteira pela frente, e sonhos, mas também, porque sei que nada será como antes. A minha vida. A blogosfera. E alguns blogues que existiram. Seja como for, vocês foram, e são, muito importantes para mim. 

Obrigado a todos/as pelos bons momentos! 

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

marco paulo

E sim, ainda estou deste lado a ver/ler umas coisas, ao mesmo tempo que oiço a playlist do Marco Paulo, recomendada pelo Spotify.


RIP, Marco Paulo - cantavas pr'a caraças, pah!

polícias

E quem foi a pessoa que saiu da Lefties, e foi dar uma volta maior, só para ver o senhor polícia de perto?

Eu sei, mas não digo. 


By the way, só tinha corpo... e um rabo.... MDDC* - nham nham



Sim, estou deprimido, mas não estou morto. 



*Meu Deus Do Céu - não é numeração romana, ok? 

mudanças

Ao fazer este exercício de reler o blogue todo, vejo o quão mudado estou. Da forma inocente, como via as coisas, dos ciúmes que tinha, e quiçá de alguns preconceitos, em 2012, para uma viragem de 180 graus em 2014, onde fiquei mais solto, mais racional e descrente. Andei numa fase complicada, com muita falta de autoestima de 2017 até 2022, tendo renascido um pouco em 2023 - porque comecei a olhar-me de outra maneira.

Vejo agora também, que num espaço de meses, ou seja, de janeiro até outubro de 2024, voltei a mudar. Tanto, mas tanto, que quase que não reconheço aquele puto de 32 anos, de 2012. Se pudesse, explicava-lhe tanta coisa, que abanaria as suas crenças mais profundas. As suas fundações. As suas imagens cor-de-rosa do que era o amor, e do que são as pessoas. 

A vida é um sopro, indeed