sexta-feira, 17 de abril de 2015

dias

E hoje voltei a andar de metro! Uma festa! Yupi! Desde que comprei carro, viajo mais nele do que em autocarro, metro ou comboio. É um bocado snob (eu sei), mas ao menos, na minha viatura estou mais confortável e como odeio estacionar, deixo sempre nos parques pagos (mania que é rico, é o que é lolol). 

Só costumo andar de metro, quando não me apetece mesmoooo conduzir (o que é cada vez mais raro, curiosamente), ou quando saio à noite com o meu melhor amigo - e apanhamos a linha amarela. Mas hoje revivi tempos da faculdade (não me apeteceu mesmoooo conduzir) e fiz a linha verde até ao Rossio. Digamos que os miúdos giros deviam estar a andar nas outras linhas nessa altura, porque não vi ninguém interessante (LOL). Caminhei um bocado pela zona e depois de comprar o que tinha que comprar, resolvi voltar para casa. Ainda ponderei ir até ao Chiado, mas pensei "se isto aqui está um medo, imagina por lá". Passei ao pé de um ginásio e lavei as vistas (e encontrei um antigo PT do meu ginásio). Mas também não havia como falhar. É como ir a Belém e comer um pastel de natal dos originais. Já sabemos que é sempre bom. Por falar nisso, bem que marchava um. Ninguém tem uma remessa a mais, que possa dispensar? 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

rip

Chego ao trabalho e vejo uma colega a chorar. Pergunto o que se passou. Diz-me que lhe morreu um familiar. Uma rapariga quase da minha idade. Deixa dois miúdos. Um de 9 outro de 5 anos. 

Sabem o que vos digo? Deixem-se de merdas e vivam sem se preocuparem com coisas que nada acrescentam ao nosso bem-estar. 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

alex

Eu continuo com a minha mania de que vou mudar o mundo. Que vou ser amigo de toda a gente e que vou ajudar todos os pobres e indefesos. Certo. Uma postura completamente altruísta ou com a esperança que me faça ganhar um lugarzinho no céu. Fosse eu uma mulher e candidatava-me a um qualquer concurso de Miss. Provavelmente ficaria no TOP 3 - faltando a parte de ser uma miúda gira, mas sempre podia apostar no título de Miss Simpatia. Adiante. Hoje lembrei-me do Alex, que conheci naquela fase chata da minha vida, onde duvidei de tudo e de todos, ou das intenções de cada um e onde ponderei ir viver para um convento. 

O Alex era um puto confuso. Estava em Lisboa sozinho e trabalhava para tirar o curso que queria. Queria trabalhar com pessoas com mobilidade condicionada, nomeadamente velhotes. Queria educação física. Queria arranjar um namorado. Queria assumir-se para a família, principalmente o irmão e queria ser feliz. Certo dia ligou-me a dizer que estava farto de homens, que estes só queriam sexo e que iria voltar para a ex-namorada - "porque ao menos ela sempre me tratou bem", dizia-me. Tentei mostrar-lhe, que não éramos todos iguais e que há por ai muitos homens decentes (felizmente sou amigo de alguns e alguns ainda estão solteiros). Acabámos por perder o contacto, porque nestas coisas da amizade já se sabe: ou querem os dois lados, ou quando é sempre o mesmo lado, este acaba por se fartar de construir algo sozinho. 

Mas retomando o que disse, hoje lembrei-me do Alex. Mandei-lhe mensagem a perguntar se estava tudo bem, se sempre tinha voltado para a namorada e se precisava de alguma coisa. A primeira resposta, a perguntar-me quem era, deixou-me logo de pé atrás. A última mensagem que recebi, e que me fez ver que ainda sou bastante ingénuo - apesar dos meus 34 anos, dizia o seguinte:

 "Desculpa, não sei quem és. Além disso, já deixei essa vida há 7 meses." 


 Pelos vistos a "cura gay" funciona para alguns. 

domingo, 12 de abril de 2015

domingos

 Para os mais atentos, já sabem que estive no Guincho. Para aqueles mais distraídos: hoje tive a "esplanar" no Guincho. Foi uma tarde de conversa e de muito sol na cabeça (amanhã já sei que estou doente). As vistas foram maravilhosas. Tanto surfista naquela praia a mudar de roupa... pareciam os bastidores de um desfile, de uma qualquer marca. Era o moço dos abs definidos, era o moço da depilação à brasileira, era o moço do rêgo... era tantos e tantos rapazes que uma pessoa habilitava-se a ganhar um problema no pescoço. Mas de quando em vez, ouvia:

- Queres que te vá buscar a esfregona para limpar a baba?

- Cuidado que os olhos ainda te saltam da cara. 

- Olha que ainda não é permitido adotar.

- Pareces um velho rebarbado.  


 Enfim. Há pessoas muito castradoras (lololololololololololol). 

Fonte: Namorado


Fonte: Namorado

quinta-feira, 9 de abril de 2015

ajuda

 Ajudem lá o  N a m o r a d o! Quais são os termos pejorativos para homossexuais que conhecem? Já me disseram "mariquinhas" e eu avancei com "invertidos".

1,2,3 digam lá outra vez! 

(Só não faço a piada, de que me sinto o Carlos Cruz, porque não gosto da minha canja com "miúdos"). 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

abril

"Abril molhado, ano abastado".
Dito popular português


Abril
Ricardo Costa - Grow up, man
 [www.grow-up-man.blogspot.pt]
Fonte: Calendário Blogosférico 

Datas importantes:
|PT|
03. Sexta - Feira Santa 
05. Páscoa
25. Dia da Liberdade (25 de Abril) 
|BR|
03. Sexta - Feira da Paixão 
21. Tiradentes
|Aniversário de blogues|
25. Vida dos Quês e dos Porquês 
[www.vidadosquesedosporques.blogspot.pt]

terça-feira, 31 de março de 2015

karl philip

E parece que o Príncipe mais cobiçado da Europa vai casar a 13 de Junho de 2015.

E pronto. Lá se vai a esperança de muit@s em ter uma tiara!

 Fonte: aqui.

Mas diz que o casamento engorda. Ou neste caso, a preparação. Ele que tenha cuidado com os hidratos. Senão lá se vai o "fit" e não cabe no fato de gala. 




Fonte: Google.

coisinhas matinais

Uma das vantagens de ir ao ginásio com "as galinhas" é que existem poucos cromos a fazer musculação, pelo que uma pessoa como eu, tímida e enfezada, consegue utilizar os pesos, barras e máquinas nessa altura, sem problemas de maior - leia-se: pressão psicológica dos musculados que têm as veias a saltar. Contudo, ultimamente a "coisa" não se tem processado assim. Além da "pescada encantada" e seu "muchacho" também andam por lá os "três estarolas" (que fazem mais barulho do que treinam) e o "olheiro de aliança - que já fazia a depilação" (e outros tantos que ainda não alcunhei). Embora este último tenha aliança, lança uns olhares que... bem, não é para me dizerem que sou convencido... mas que são no mínimo estranhos. Mas o que me deixou "banzado" hoje, foi quando fui tomar banho, ele já lá estava e digamos... que estava de costas a fazer movimentos estranhos e tinha uma mão escondida a acompanhar os ditos movimentos - esteve nisto vários minutos. Preferi acreditar que estava a lavar-se convenientemente, ao invés de estar a "esgalhar o pessegueiro". 

terça-feira, 24 de março de 2015

anónimo

Miguel R, ontem não entrámos na discussão sobre o "anonimato do blogger", mas iremos ter essa conversa (até porque tiveste um blogue que "morreu", eu já tive um blogue que "morreu" e muitos já tiveram blogues que "morreram"). 

A verdade (e como meio mundo já sabe a minha opinião a respeito, portanto não quero tornar este blogue repetitivo) é que anonimizar um registo acaba por garantir uma liberdade de escrita e de pensamento que uma postura mais real acaba por inibir.  

Ser anónimo não é uma coisa necessariamente má, até porque no fundo nunca somos anónimos (muitos de vós já sabem o meu nome, e eventualmente um dia assumirei a postura do Sérgio do blogue good friends are hard to find) dado que temos um "nick" que nos vincula a opiniões, posturas, ideias, valores, etc. Também não sou contra comentadores anónimos (já falei também deste assunto) desde que não faltem ao respeito a terceiros e não tenham como objetivo claro, denegrir alguém. É como um bloguer, desde que tenha um cognome, que seja leal e educado não vejo porque é que não poderá ser "uma personagem". Não tem de ser "real" no sentido de associar uma cara, um nome, uma morada.  

Quando criamos um blogue é porque temos uma manifesta vontade de fazer alguma coisa. De construir alguma coisa. Por vezes para passar a mensagem é mais fácil criar algo que nos marque a fronteira entre o "eu real" e o "eu ficcional", não sendo isso porém, sinónimo de uma farsa. Talvez sejamos mais verdadeiros porque deixamos de ter medo. Se a minha "vida real" lesse este blogue, se calhar não me sentiria confortável de escrever o que escrevo, em certas publicações (tal como o Limite sentiu a necessidade de mudar a morada do seu espaço). Ou seja, se calhar para chegarmos "lá" precisamos de construir um caminho diferente, paralelo quiçá, ao nosso percurso mundano. Porque no fundo, aquilo que somos está sempre presente. Sem filtros. Porventura seremos mais reais, na blogosfera com o "nick", do que com o nome que está inscrito no registo civil. 

Reescrito o primeiro parágrafo a 25.março.2015 - 01h03m 

domingo, 22 de março de 2015

domingos

Este domingo era para ser brunch com o miúdo e depois passeio! Só deu para o brunch porque entretanto ligaram-lhe a informar que o pai de uma colega tinha falecido e ele foi ao funeral. Fiquei sozinho por Lisboa, mas não por muito tempo que tenho muitos conhecimentos (lolololol). Aproveitei para ir ao café com a minha melhor amiga. Resolvemos subir a Alecrim (porque é "a rua") e ir até ao Royale (no largo Bordalo Pinheiro). 


Papel de Parede do Royale
Fonte: Namorado


Falámos, falámos e falámos e é interessante perceber que somos todos diferentes nos relacionamentos. Todos nós criticamos os comportamentos alheios, mas a verdade, é que só estando nas situações concretas é que sabemos como agir. Mas a verdade é que (ambos concordámos) os homens são muito básicos e quando estão em bando acabam por ser muito machistas. Isto a propósito de uma amiga nossa, que tentou namorar três rapazes, de um grupo de amigos e onde todos apenas quiseram relacionamentos sem compromisso. E do pouco que conheço daquela gente, faço ideia dos comentários. Homens.

domingos

Ainda estou cheio do almoço. Não sei porque é que ainda fui jantar. Pronto, agora estou cheio do almoço e do jantar. Estou/sou mesmo uma lontra.

quarta-feira, 18 de março de 2015

impulsos

E já que estou a viajar pelo meu passado, conto-vos uma história, que se passou com um dos meus melhores amigos, há uns anos atrás. Já falei dele por aqui nalgumas publicações, pelo que os mais atentos, conseguirão rebuscar episódios já redigidos. 

Em 2004, com muita pena minha, ele emigrou. Não se safava por cá e teve que ir para longe (um passado tão presente). Continuávamos a falar regularmente, sendo que ele continuava a frequentar o mIRC - mais propriamente o canal #gay - e a falar com rapazes por lá. Umas das noites, gerou uma empatia com um miúdo. Foi de tal modo, uma conexão tão arrebatadora, que o rapaz comprou uma passagem de avião para ir conhecer o meu amigo. E foi. Passados uns dias. E senão tivessem ficado apenas amigos, corriam o risco de entrarem para primeiro lugar do meu TOP de histórias românticas reais, cujos intervenientes eu conheço e interajo. 

terça-feira, 17 de março de 2015

10 coisas que não se devem dizer num casamento gay

1. Qual de vocês é a noiva?

2. É mesmo um casamento válido?

3. Quando e como é que vão ter filhos?

4. Porque é que o não sei quantos, que é contra o casamento gay, não está cá?

5. Obrigado por me teres convidado para o meu primeiro casamento gay! Fantástico!

6. Estou mesmo a ver que o DJ vai tocar apenas músicas de divas!

7. Ainda bem que estás a casar num local que reconhece o casamento gay! Que sorte!

8. E as vossas damas de honor vão levar que vestido?

9. Quem é que vai esperar no altar e quem é que vai desfilar?

10. Parabéns. Só para dizer que apoio a vossa preferência sexual! 

Fonte: The Knot

idades

 Além da história, da qual será profissão mais velha do mundo, existem questões que persistem na nossa memória coletiva, como por exemplo, a questão da idade nos relacionamentos. Pessoalmente, não tenho nada contra (nem nada a favor) porque considero, que o que interessa é que as pessoas sejam felizes. A verdade também, é que já escrevi muito sobre isso, neste blogue, quer através de casos que conheço, quer através das considerações dos outros sobre o assunto, quer através da minha própria opinião ou ainda, daquilo que a sociedade determina como "aceitável". 

O meu percurso foi/é semelhante a tantos outros... quando despertei para a questão dos relacionamentos queria alguém da minha idade. Evoluí mais tarde, para o pessoal mais velho do que eu e acabei por namorar sempre rapazes mais novos (com um máximo de 7 anos de diferença). Quando achava que deveria ter alguém da minha idade, pensava como o Aaron. Achava que deveria partilhar o mesmo caminho, que a minha alma gémea, de forma a conseguirmos construir algo os dois, sobre a premissa das mesmas experiências. Depois, nunca consegui arranjar ninguém de 1980, que quisesse ter algo comigo, mais do que umas aventuras casuais. Segui em frente. Procurei malta mais velha. Mas também a coisa não correu bem, porque muitos deles já tinham tido relacionamentos longos e queriam era brincadeira. Conheci casados, que obviamente queriam outras coisas mais "escondidas". Acabei por desistir de procurar (até porque dizem que não se procura, simplesmente, se encontra) e comecei a assumir que iria ficar sozinho. Quando me emancipei (aos 27) resolvi dar uma oportunidade a pessoas mais novas. E aos 28 comecei a namorar um rapaz de 21. Não houve um choque muito grande (a não ser na minha cabeça preconceituosa), considerando a diferença de idades, porque ele tinha uma história de vida intensa, já tinha tido muitos dramas na vida e trabalhava desde os 16. E assim a coisa deu-se. Talvez me sentisse próximo da idade dele, porque mentalmente, e embora tivesse já 28, era muito imaturo. Nunca tinha namorado, tinha pouca experiência sexual e parecia um adolescente nos assuntos do coração. Acabámos (ele acabou) porque me dizia que eu queria estar em todo o lado, com toda a gente e que isso era impossível - mas isso é outra conversa, ou não fosse a minha pessoa, um poço de defeitos. 

Hoje, se tivesse solteiro, não sei se namoraria alguém de 24. Não, porque tenha preconceito com isso, mas porque tenho medo, que a questão do patamar de maturidade se assuma como uma diferença substancial. Não me incomoda os que os outros pensam, mas não sei até que ponto... poderiam existir fricções na maneira como cada um vê o mundo. Acredito piamente, que a diferença de idades não é a razão principal para que um relacionamento dê certo, ou errado, até porque somos todos diferentes. Mas lá está, uma das coisas que a vida me ensinou nestes 34 anos é que nunca devemos dizer nunca. 

segunda-feira, 16 de março de 2015

fim-de-semana

Quando o dia de "Santo Receber" parece muito distante, os fins-de-semana surgem aliados a uma capacidade criativa digna de registo. Tudo bem que marquei uma viagem para o Norte da Europa, para Maio (e após isso choveram-me montes de contas para pagar), e que só me posso queixar de mim próprio, mas há tanto para conhecer que uma pessoa quer atalhar caminho antes que cheguem os 80. 

Sábado: Não fiz nada, nem saí de casa. Tive a ver filmes, séries e não me apeteceu ligar o computador. Não acompanhei nada da blogosfera. Digamos que tive um sábado sabático. Achei piada a uma cena dos "Fosters" quando o casal está na cama e a Stef diz a Lena, que numa relação de anos é natural que se instale alguma monotonia, falte novidade e que o sexo não seja como os coelhos (não estavam a falar dos nossos amigos blogueiros, embora eles também sejam famosos lolololol). Tudo isto porque, aparentemente, a Stef simulou um orgasmo e a Lena ficou ofendida. Aliás, disse que apesar da relação monogâmica de anos, ela ficava sempre excitada quando via a sua mulher, a chegar a casa todos os dias e não compreendia como é que a outra parte poderia fingir o que quer que fosse. Isto deixou-me pensativo, porque há muitos casais a atravessar fases parecidas e acabam por se separar, porque a novidade deixou de ser "aquela coisa". 

Domingo: Consegui sair do "casulo". Vesti uma t-shirt, uns calções e lá vou eu para a Costa. Erro. Ontem não estava o mesmo tempo que no domingo passado, pelo que passei frio na esplanada. Aliás, tinha os pelos das pernas todos eriçados. Nem o rapazinho que estava a atender na areia, todo musculado me animava, ou aquecia. Obviamente que mal disse "muito engraçado" tive que ouvir a ciumeira desgraçada e uma ligeira "discussãozinha" sobre viagens. Porque isto, porque aquilo, porque aqueloutro. Depois, passados uns minutos, também já o achava engraçado e já o adotava (LOL). Ou seja, quando eu digo que é giro, o rapaz é feio e deve morrer logo ali atravessado por um raio, mas se já lhe agrada, é transferido para o harém. Pois. Está bem. É isso tudo (LOL).

 E embora hoje seja segunda-feira, já podia era ser sexta.