quinta-feira, 7 de maio de 2015

olha...

...ainda bem que não comprei a revista! Porque se ainda pensei, que iria ver o rabo do Pedrinho, ou até mesmo os "pelinhos" púbicos a saltar das cuecas (obviamente que nunca seria nu frontal, não é?), afinal afinal, o máximo que mostra é uma perna a tapar a "lâmpada mágica". 

As fotos possíveis aqui!

Que desilusão pah! 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

mim

Mim seguir uma pessoa no Facebook (por dois motivos: acha a pessoa gira e gosta das dicas do senhor - porque é PT). Mim gostar das coisas que o rapaz coloca. Mim achar que com aquele treinava todos os dias e mais alguns. Mim recebe um convite de amizade do rapaz. Mim acha estranho, mas aceita (afinal ele é giro e podemos tirar dúvidas sobre exercícios no ginásio, quiçá pedir planos de treinos grátis). Mim manda mensagem a dizer "Boas!". Mim é ignorado. Mim começa a elaborar cenários e começa a ficar assustado porque acha tudo muito estranho (será que descobriu o meu blogue???????????). Mim tem a certeza que o rapaz é hétero. Mim ainda está a tentar perceber o propósito do convite. Mim acha que ele quer vender planos de treino. Mim não lhe consegue ver os amigos. Mim Tarzan, tu Jane. Aguardemos.  

compras

É o cartão do Continente. É o cartão do Intermarché. É o cartão do Shoarma. Da Springfield. Da Ordem. De todos os restaurantes fixes a que fui e gostei. É o cartão Europeu de Saúde. É o cartão internacional de Hospedagem. É do dentista. São os cartões de crédito e de débito. É o cartão do ginásio. São os cartões de cortesia com os contactos. É o cartão da biblioteca. Do hospital. Da FIL. Da Exponor. Do Lisboa Viva. É o cartão de eleitor. Da BP. Ou seja, não me cabe nada na carteira. O drama. O horror. 

compras

Só para informar que comprei uma carteira nova da O'Neill.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

não te preocupes, dás para amigo

Uma das maiores incógnitas da humanidade é a maneira de nos relacionarmos uns com os outros. Já se sabe que o Homem é um animal social, que se agrupa consoante as suas semelhanças e que tende a promover a vida em comum como um desígnio de garantia de futuro (nem que seja assegurar a continuidade da espécie). Aliás, uma vida partilhada (e neste ponto continuo a acreditar piamente que sim) tende a ser mais recompensadora que uma isolada de tudo e de todos. Se assim não fosse, cada um viveria na sua caverna, sem contacto com outros da sua estirpe (por vezes, não sei se não seria o ideal) e morreríamos sozinhos e infelizes (ok, ok, a verdade é que muitos de nós morrem sozinhos e infelizes. Outros só sozinhos e outros só infelizes. Outros há, que andam infelizes durante a vida toda, mas vamos lá mudar o discurso porque este exercício não fala da procura pela felicidade).

Portanto, retomemos a direção desta singela comunicação. Se o Homem é o “tal” animal social (uns mais animais, outros mais sociais – como tudo na vida) porque é que coloca tantos entraves nos seus relacionamentos? Porquê tanta reticência em dizer o que se quer. Será assim tão mau, dizermos “não estou interessado”, caso se conclua isso? Ou achamos que seremos mais “bonzinhos” se deixarmos as outras pessoas pensarem que o problema delas não são elas, somos nós? Não vale mais dizermos logo "não“, do que andarmos no “é complicado” ou “não é bem assim”? Gostamos muito de rodear, rodear, rodear, e não assumir o “sim” ou o “não”. Porventura temos medo de ficar sozinhos e então deixamos marinar o “dás para amigo” – que na verdade não são nossos amigos, porque não contamos com eles para os desabafos mais íntimos, nem partilhamos com eles quando estamos cheios de gases e que não conseguimos “evacuar” há uns dias.

Mas, como em tudo na vida, no meio deste maranhar de dúvidas e caminhos cruzados, existe sempre alguém que sabe de tudo. Entende os motivos e exibe a sua sapiência como algo precioso, que deve ser explorado de uma forma comercial. Ou seja, muitas pessoas tendem a querer ensinar aos outros os segredos dos relacionamentos, em troca de qualquer coisa – de dinheiro (o mais comum), de sexo (o mais óbvio), de géneros alimentares (quando a fome aperta), de limpezas (que o orgulho com a “lida da casa”, já se foi com o Estado Novo) ou apenas de reconhecimento (se os conselhos fossem bons vendiam-se, não se davam – o que nos leva à primeira premissa). Mas no fim de tudo, acoplado ao não, à questão monetária – e de uma forma bastante redutora – muitas pessoas “apenas” querem transmitir aquilo que aprenderam (se é que aprenderam) com as suas desilusões amorosas e tentar que os seus próximos saltem algumas etapas da fase da mágoa, da desilusão e do cliché “que os homens são todos iguais” (se houver algum homem hétero por aí, é favor ler: “as mulheres são todas iguais”).

Não obstante o redigido, devo dizer-vos, que estas temporadas de lenços de papel e músicas da Whitney Houston são transversais a qualquer orientação sexual (Eu acho que sou orientado mais a norte, pelo que as músicas da senhora passam-me ao lado. Para mim, Smooth.fm em todas as situações, sejam de prazer, ou de dor – a diferença fica na quantidade de álcool a ingerir em cada uma delas). Excetua-se talvez desta “verdade universal”, o puro macho latino (homem hétero que é homem hétero, não chora por mulher nenhuma, até porque com tanto gay que há para aí, o que não falta é “peixe no mar à espera de ser pescado”).

sábado, 2 de maio de 2015

coisinhas

Esta semana, uma colega minha no trabalho foi ver um concerto de um cantor, que toda a gente sabe que é gay, mas ninguém sabe. Confuso? Certo. Também acho. Está a rapariga toda animada, que ele canta bem, que é giro, que é isto e que é aquilo, quando lhe digo - assim para o subtilmente: 

- Mas olha, não leves nenhum cartaz a dizer "Faz-me um filho". 

E ela responde-me:

- Não sejas parvo. Já tenho dois filhos e não quero mais nenhum. Mas... porquê é que dizes isso?

E eu, novamente subtil como só eu sei ser, digo:

- Porque és capaz de ter uma desilusão muito grande e ainda te arriscas que o senhor diga "Também quero que me façam um!!!" 

relacionamentos

Um amigo meu contou, que um conhecido meu (tudo meu, tudo meu) está solteiro porque tinha acabado o namoro. Já namorava há 4 anos com um rapaz (amigo de um amigo meu) e decidiram viver juntos. Acabaram. Não conseguiram viver juntos.

As pessoas são muito complicadas. 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

leituras

Como atrasado que sou, só hoje consegui pegar na pilha de livros que quero ler. E só hoje também, aproveitando o facto de estar enfermo, li o livro da Margarida. Alguns dos contos já tinha lido no seu blogue, outros relembrei-os de outros espaços e outros ainda, descobri-os pela primeira vez. Os que mais gostei: "Ângelo e José" e o já "famoso" "A virgem Maria" - que participou no Pixel de Natal (desafio do Sérgio, do blogue "Good friends are hard to find"). 

O livro é este e está disponível no site da INDEX: 

Fonte: INDEX


 Aproveitei também e fiz o download do Pixel de natal. Já reli o trabalho que todos tivemos e... que saudades! Há histórias bem catitas e que merecem ser recordadas. Para quem não leu, no site da INDEX também o podem adquirir. Esta é a capa:


Fonte: INDEX


Ahhh e são gratuitos! Escusam de ir correr para o Pingo Doce ou Continente por causa das promoções. 

Ps. No site da INDEX também têm outros livros que merecem uma leitura. E para quem acha (como eu) que há pouco material LGBT em Portugal e/ou em português, aqui temos uma boa ferramenta para adquirir alguns livros sobre o tema.  

maio

“Quem em Maio não merenda, aos finados se encomenda.”
Dito popular português

Maio
Horatius - Aqui do Campo
 [http://horatiospatio.blogspot.pt/]
Fonte: Calendário Blogosférico

Datas importantes:
|PT|
01. Dia do Trabalhador  
03. Dia da Mãe 
|BR|
01. Dia do Trabalho
|Aniversário de blogues|
03. As Aventuras de Mark 
[www.asaventurasdemark.blogspot.pt] 
|Datas LGBT|
17. Dia Internacional Contra a Homofobia 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

fim-de-semana

Bom, fim-de-semana prolongado. Planos por ai? Por aqui ainda tudo muito pouco concreto. Primeiro, quero fazer um agradecimento aos senhores pilotos da TAP. Obrigado por me terem estragado as férias. Vocês são o máximo. Tenho-vos cá dentro. Se algum dia precisarem de mim, não me contactem s.f.f. 

Quinta-feira (tarde): Pensei: hoje saio mais cedo do trabalho e vou ao ginásio queimar calorias, como se não houvesse amanhã. Era o ias. Não estou melhor e daqui a nada vou para a cama com voltaren em cima e uma botija de água quente. Realmente ninguém merece (nem eu!). Ao menos já tenho carro, que chegou hoje da oficina. Mas também não vou sair de casa porque não me aguento sentado... só em pé (isto podia-nos levar tão longe, mas ficaremos por aqui lolol). E também não foi hoje que cumpri a promessa de ir ao Plateau com umas amigas minhas. 

Sexta: Este era um bom dia para ir ao surf e ganhar uma corzinha (pois pareço que ando a brincar aos fantasmas de tão branco que estou). Mas não vou sair de casa para fazer atividades que me podem mandar diretamente para a fisioterapia. Ainda ponderei ir às promoções do 1.º de Maio do Pingo Doce, mas não estou em condições para andar à luta por uma alface e uns iogurtes. Perdia logo no round 1. Mas tenho que estar o melhor possível porque de noite tenho um aniversário. 

Sábado: Já arranjei companhia para ir correr. Quer dizer, um amigo meu que lê o blogue disse que ia correr comigo, mas só disse, não marcou nada. Mas se tiver assim da lombar também não vou conseguir mexer-me muito. Sempre posso correr com os olhos. Diz que se corre bem. E ir ao ginásio também não me parece boa ideia enquanto não recuperar a 100%. Também não vou fazer o reconhecimento para a caminhada que estou a organizar (que sábado tão produtivo!). Talvez vá ao cinema. 

Domingo: Almoço de família e passeio da depressão de pré-segunda. Espero acordar tarde pelo menos.


E ainda tenho que encaixar aqui uma ida ao Foxtrot com uns amigos meus... Vamos lá ver se dá sábado. Ainda bem que os senhores pilotos da TAP me estragaram as férias. Prevejo um fim-de-semana do caraças. 

terça-feira, 28 de abril de 2015

sete e ponto final - max emerson

O Max é um miúdo. Descobri-o por acaso no youtube, no seu novo projeto "Max's Underpants". É um puto (ok, estou a repetir-me LOL). Nasceu em 1988, na Florida, a 7 de setembro.


É modelo, é escritor e diretor de filmes (como por exemplo, "Dipsit" - 2011). Além de o considerar engraçado, achei-o divertido. E pensei: deve ser imensamente convencido e nunca vai aceitar responder-me a 7 perguntas. Enganei-me. Trocámos alguns e-mails e ele respondeu-me. E como demorou, pediu-me desculpa por isso. 



Tomara muitas "vedetas" que agora começam a trilhar o seu caminho, tivessem a simpatia e a humildade deste miúdo. Há por ai muita gente, que ainda tem muito que aprender.


Pronto, não vos maço mais. Domingo trago-vos o Max e as suas respostas. Ok, e as minhas perguntas também. 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

cignos - balanço final

1. Quando tive esta ideia, tive três grandes objetivos. O primeiro, era criar o espírito da eurovisão - que gay que é gay adora um bom concurso - num evento que pretendia ser uma brincadeira. O segundo, era fomentar a partilha blogosférica e o terceiro era conhecer, e dar a conhecer, outros blogues.

2. A verdade é que muitos não me conhecem e portanto podem pensar o que quiserem de mim. Mas a verdade também, é que não preciso desta iniciativa para me promover. Este blogue é o que é, e eu sou "anónimo". Se quisesse ser famoso ou ter protagonismo, tinha uma página de Facebook e não um blogue. Também não preciso que ninguém me massagem o ego, porque não vivo da imagem. E não é o facto de ganhar ou perder, que me mudará naquilo que sou. Tenho os meus valores e preocupo-me todos os dias, em ser uma pessoa um bocadinho melhor. 

3. Muitos criticaram a "pequenez" da iniciativa. A verdade é que ela começou num meio pequeno, de poucos bloguers, mas cresceu. Cresceu porque as pessoas acharam piada e ela ganhou vida. Se poucos indicaram blogues ou houve poucos votantes, acho que isso é acessório, porque basta ver no universo votante em Portugal e perceber que apenas pouco mais de 30% efetivamente, vota nas eleições legislativas ou presidenciais. Se poderia ter um universo maior? Poderia. Até porque poderia ter arranjado parceiros para fazer muita publicidade, caso tivessem acreditado na ideia logo ao início - e ninguém nos garante que assim fosse. Aliás, se a minha avó tivesse rodas, provavelmente seria um autocarro. 

4. Houve blogues que não ganharam nada e os seus seguidores ficaram tristes. Mas eu pergunto: é preciso ganhar prémios para um blogue ter valor? Eu acho que não. Eu tenho a certeza que não. Não é uma iniciativa ligeira como esta, que decreta, que um projeto é melhor que outro - e nem foi esse o propósito. A verdade é que nestas coisas, a simpatia, a empatia, a proximidade e a disponibilidade de "campanha" marcam a diferença no final. Acredito que muita gente votou pelo carinho e pela amizade - e pela proximidade que criaram nestes anos de contacto blogosférico. 

5. Achei piada, ontem, a determinada altura, terem-me acusado de "ter ido para a Dezanove". Meus amigos, eu não fui para lado nenhum. O que se passou, foi o que se passou com imensos bloguers. Ou seja, verificaram que tinham sido nomeados nesta iniciativa e acabaram por comentar nos seus espaços. E no caso da Dezanove foi isso mesmo que aconteceu. Um dos seus colaboradores escreveu-me um e-mail a dizer que iria falar nos Cigno. Da mesma forma que se falou na TimeOut, porque alguém achou interessante. 

6. Efetivamente ninguém ganhou nada com isto. Ou melhor. Ganhámos todos porque ficámos a conhecer novos blogues e criaram-se novos laços. Eu não ganhei dinheiro (aliás perdi, porque comprei um pacote de sondagens da Evalango), não ganhei protagonismo (tenho o mesmo número de visitas no blogue que tinha) e não ganhei contratos publicitários milionários (continuo na mesma). 

7. Pessoalmente, gostei muito da Gala de ontem e foi bastante engraçado o contacto entre quem quis estar presente. Tenho a agradecer, não aos meus pais por me terem feito, mas a todos, e a todas, que entraram nesta brincadeira e me ajudaram a formular as bases de algo, que se alguém quiser aproveitar no futuro, poderá fazê-lo, dado que muita pedra foi partida. Obviamente, que durante a nossa vida, estaremos sempre sujeitos às críticas, e que muitas das vezes estas serão gratuitas, mas também compete-nos decidir se nos queremos sujeitar a isso, ou não. Para mim, e apesar de ter ADORADO ter trabalhado neste projeto, não o vou impulsionar em 2016. 

8. Houve um bloguer que me disse, que tinha gostado da minha atitude de ter levado "isto" até ao fim. Nem poderia ter sido de outra forma. Como homem que sou, comecei algo, exigi dos outros uma participação e não poderia ter acabado tudo de um momento para o outro, como se fizesse birra - não tenho 12 anos. A verdade, é que desmotivou um bocado é certo, mas não poderia deixar minar a ideia. Outro bloguer também me disse, que não deveria de deixar de organizar coisas. Não o irei deixar de fazer, principalmente tudo aquilo que considerar pertinente, até porque o feedback dos meus colegas e amigos bloguers, tem sido bastante acolhedor e cheio de carinho. Apostarei sim, em iniciativas que dependam da massa crítica que disponho e não me aventurarei em criar mais prémios, que necessitem de destaque galáctico para não ferir as almas mais sensíveis, por acharem que seriam estes prémios/iniciativas a mudar-lhes a vida.  

9. A par deste projeto, o do Calendário Blogosférico fez-me crer, que pessoas - que ao fim ao cabo, não se conhecem de lado nenhum - conseguem direcionar sinergias na construção de algo comum. Aliás, poucas recusas tive, e as que tive, foi mesmo porque as pessoas estavam impossibilitadas de assumir esse compromisso. O meu desafio do Hoje, o Namorado sou eu! revela isso mesmo: todas as pessoas que pedi que participassem, apenas uma, não entregou a sua interpretação do meu texto porque não teve disponibilidade. Mas atenção, que não sou nenhuma raridade, nem sou original nas iniciativas, até porque o famoso PIXEL do Sérgio sempre me serviu de inspiração para criar simbioses entre todos - e entre aqueles que efetivamente o quiseram.

10. E sinceramente... poupem-me, que eu tenho idade para ser o vosso tio ou irmão mais velho.

domingo, 26 de abril de 2015

fim-de-semana

Este fim-de-semana passou demasiado rápido. Saídas à sexta condicionam-me logo os dias subsequentes, porque, pelo menos no sábado, tenho que dormir a sesta. Sim, não consigo deitar-me às 7h00m e levantar-me às 11h00m sem mazelas - preciso de dormir pelo menos 8 horas (lololol). Depois este tempo da treta... é frio, é pau, é pedra (não são de Março, mas são de Abril)! 

Ontem lá tive a fazer a contagem dos votos e já "montei" a Gala para logo. Quer dizer, ainda estou à espera de umas pequenas colaborações que solicitei a alguns bloggers... pelo que espero que se despachem a ler os e-mails que enviei e me respondam em tempo útil (seria simpático antes das 22h lolol). Acabei essa tarefa quase às 2h de domingo, e como já estava cansado, deixei alguns pormenores para hoje. Fui para a cama e fiquei a ver "Cartas para Julieta" - na FoxLife. Yeap. Sou um romântico. Incurável. Talvez mais realista hoje em dia, considerando as minhas experiências de vida, mas ainda assim um romântico. Digo sempre que culpo os meus pais por esse facto, dado que sempre me deixaram acreditar em parvoíces. Mas verdade seja dita, quem é que não sonha com um amor para toda a vida, entre duas almas que se cruzam num café e que numa breve troca de olhares (que parece que durou uma eternidade) sabem que estão destinados a ficar juntos? Por isso é que fiquei "fodido" com um amigo meu, quando eu, com a mania que sou a Teresa Guilherme, o estava a questionar porque é que não convidava o moço para sair ao que ele me responde: "estive interessado nele há um ano, e ele há um ano atrás não quis nada comigo. Agora que ganhei corpo por causa do ginásio, já se interessa em mim? Não. Agora não quero. Não achas que consigo um bocadinho melhor que ele?". Enfim. Só nos podemos queixar de nós próprios. 

E uma nota final. Apesar de ter estado afastado ontem da blogosfera, pelos motivos que já redigi, não me esqueci que ontem foi o 25 de Abril. Estive para escrever um texto sobre essa data, mas ao ler alguns comentários de "amigos" no Facebook, perdi a vontade. A ligeireza com que se escreve, e defende, que antes da Revolução é que era bom, porque não havia corrupção, é de morte. E isto, defendido por um rapaz que é gay, e que mantém um relacionamento há anos com outro rapaz, ainda me choca mais. Choca, porque apesar de ter 34 anos, e a revolução ter sido há 41 - ou seja, não vivi em ditadura - sei, por relatos de familiares e por leituras que fiz, que por exemplo, os gays não podiam "ser gays" e eram presos por isso. Sei também, por exemplo, que os homens, sem apelo, nem agravo, eram "desviados" para essa guerra colonial que matou imensa gente. Sei ainda, que esse rapaz, só por ter escrito isso no Facebook, ao enaltecer um antigo regime, em ditadura, já estava preso pela PIDE. A ligeireza com que se diz parvoíces é gritante. A forma como se defende essas mesmas parvoíces, é absolutamente condenável. Prefiro viver em liberdade e saber que posso estar com amigos a conversar, sem me virem questionar se "aquilo" é uma manifestação. E sim, sou de esquerda. E acho que quem seja LGBT, neste país, não pode ser de outra coisa nenhuma. Basta ver o comportamento dos partidos de direita sobre a questão dos "direitos" LGBT - que no fundo não são direitos nenhuns, ou seja, é a falta deles face aquilo que é permitido para a população a que chamam "normal". 

Bom e agora vou dar o passeio de domingo, para ver se ganho mais barriga com o lanche que se avizinha (lolol). 

Bom domingo!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

saudades

O que não daria para estar em Nova Iorque nesta altura. 

Fonte: Namorado

Um dos propósitos do "Starbucks" é esse. Os produtos não são nada do outro mundo, mas o ambiente permite-nos saltar para o outro lado do atlântico, onde já fui muito feliz. Era outro rapaz na altura. E pensava ligeiramente diferente, do que penso hoje. Talvez mais ingénuo, mas igualmente carente. Aliás esse é um dos aspetos que nunca irei conseguir ultrapassar - julgo eu. 


 Bom, chega de melodramas. Vamos lá curtir o espaço, a música e o capuccino. 

fim-de-semana

Quem não faz nada no sábado, habilita-se a fazer tudo no domingo. Se sou assim tão sábio, porque é que não dividi as coisas pelos dois dias? Porque sou o gajo mais preguiçoso que conheço. 

 Ao menos lavei as vistas com os alemães no Terreiro do Paço hoje de tarde.