Entretanto, daqui a bocado, vou voltar aos dates, com um rapaz que tem metade da minha idade. Logo, e em teoria, podia ser meu filho, embora ele me tinha respondido - porque lhe disse isso: "pois, mas não és meu pai, nem eu queria enrolar-me com ele".
Estamos alinhados na cena, isto é, não procuramos namoros (ou relacionamentos), queremos só conversar, dissecar a vida e ouvir as experiências de cada um. Estamos a falar de um miúdo, que saiu de casa aos 18 anos para "ser gay", e que vive sozinho desde essa altura, apenas, e exclusivamente, com o seu salário. Acho que terá uma boa história para contar, e eu preciso de histórias para ouvir. Eu falei num café, ele contrapôs com um jantar. Tenho algum receio de primeiros encontros, que demorem muito tempo, porque se algo correr mal, ou se algum achar o outro um "frete", não dá para atalhar caminho e deixar as coisas a meio.
Obviamente, e é claro, que se nota às vezes, alguma imaturidade nalgumas coisas (nem podia ser de outra forma, julgo eu - porque a vida tem de ser vivida, para termos perspetiva sobre ela), mas isso não impede que jantemos juntos. Que falemos. Ou que fiquemos amigos, se isso tiver que acontecer. É muito educado, e sinto que existe alguma preocupação quando fala comigo. Isto é, pergunta "se pode" enviar uma fotografia, por exemplo, ou se está a "invadir o meu espaço" ou a "abusar de alguma forma". Considerando as pessoas que conheci no passado, e que voltei a tentar conhecer depois de ter ficado solteiro, tenho a confessar, que no mundo gay'tuguês, não estou habituado a estas formalidades e cuidados.
Não conheço é ninguém de jeito para lhe apresentar no futuro, caso ele venha a procurar um relacionamento. Mas isto é a minha veia de Teresa Guilherme já a funcionar e a colocar a carroça à frente dos bois. Vamos com calma, então.
E sim, o primeiro contacto foi no Grindr. Caso estejam a pensar onde foi.
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