sábado, 25 de fevereiro de 2017

competição

Continuo a não perceber porque determinadas pessoas continuam em competição comigo. Não percebo, porque não estou em competição com ninguém. Just that. Não dou para esse peditório, até porque, conhecendo-me como conheço, quando vou a jogo é para ganhar. E mesmo que perca, sei que me matei todo e dei o meu melhor. Fui criado num contexto competitivo e estou habituado a ser pressionado para "ser um dos melhores", E como sei que este caminho é deveras extenuante, tendo evitá-lo a todo custo. Porque há coisas na vida que não têm preço. E a nossa sanidade mental é uma delas. Temos que saber escolher as nossas batalhas convenientemente, e temos que saber as alturas que "largar" é a opção mais inteligente. 

Há dias recebi uma mensagem pelo Facebook de um gajo (que até acho fisicamente atraente e que se enquadra nos meus padrões de "gajo giro") por quem gerei um interesse "relativo" em 1810, sendo que nessa altura, o tipo, só quis mesmo gozar com a minha cara ao mesmo tempo que se vangloriava disso mesmo aos amigos e ao suposto namorado. Lembro-me perfeitamente quando o encontrei num sábado à noite no Trumps, e ele, com a maior cara de pau, depois de me ter colocado em "banho-maria", chega-se ao pé de mim para me dizer olá e de seguida espeta um beijo na boca no rapaz supostamente namorado. Mas pronto. Adiante. Mensagem. Voltemos à mensagem. 

Estava eu a perder tempo no Facebook (sim eu sei, estou viciado na "coisa") quando recebo a tal mensagem. Perguntava-me ele, "ah e tal, já não vais mais de férias? ahahah eu agora vou para um sítio onde já foste", ao que respondi que iria para a Europa Central em Fevereiro. Ele, porque pensa que estou nalgum tipo de jogo para ver quem viaja mais, diz-me ainda: "ahhh, mas ainda vou passar em Madrid e depois Londres". Eu apenas respondi um "ah, que bom" só para não o mandar à merda (sim, porque sei que se o mandasse apanhar na peida, ele iria porque gosta).

Só sei que as pessoas deviam de aprender a estar quietinhas de vez em quando para evitar o ridículo. Ou a estupidez. Eu viajo porque é um dos maiores prazeres que tiro da vida e porque me faz crescer como pessoa. "Só" isso. Não ando a competir com ninguém nesse ponto, e estes cromos deviam de perceber isso. Até porque ele é comissário de bordo - portanto partia em vantagem nesta batalha, e eu, entre empregado de mesa do ar ou empregado de mesa de terra, prefiro ter os pés bem assentes no chão. 

1 comentário:

Podem comentar, que eu deixo. Vale tudo, menos ofender. Ok? E estar vivo é o contrário de estar morto - Lili Forever.