Vim hoje aqui, nem sei bem porquê. Talvez para me lamentar da minha vida, ou para mandar à minha cara que este blogue, que este espaço, ficou parado no tempo. Na mágoa. Naquilo que fui e já não sou. Não sei bem. Contudo, neste caminho de autoflagelação, recebi uma notícia inesperada. Triste. Assim do nada.
Porém, hoje não é sobre mim. É sobre o Paulo. É sobre a mensagem que recebi, numa caixa de comentários do Blog do Latinha, a avisar que o Paulo tinha partido. Daí, cheguei até uma publicação no blogue "Ruminando a Caixa de Pandora", e li sobre o Paulo. Sobre a despedida do Paulo.
Quando alguém morre, é certo e sabido, que essa pessoa passa a viver só de virtudes e elogios, como aquilo que se disse de mal no passado, se evaporasse no tempo e espaço. É um exercício egoísta e que só serve para minimizar a culpa de quem o tenha feito. Não acredito que seja o caso do Paulo, porque ele era um doce de ser humano.
Embora a milhares de quilómetros de distância, a interação com a blogosfera e blogosgayfera portuguesa, sempre foi viva, acolhedora, simpática, cordial, sincera e honesta. O Paulo sempre mostrou disponibilidade para fazer parte, para contribuir, para estar presente e participar em tudo o que lhe fosse pedido ou solicitado. Com o seu humor peculiar, polvilhado com aquela traquinice de menino, que adoçava ainda mais a sua maneira de ser, conquistava qualquer um e era peça fundamental nesta blogosfera transatlântica. Será sempre recordado, até porque a blogosfera pode estar moribunda, mas não morreu. E o Paulo não morreu, tornou-se eterno.
Obrigado por tudo, Paulo. Até um dia.


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