terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Paulo Braccini - Obrigado

Vim hoje aqui, nem sei bem porquê. Talvez para me lamentar da minha vida, ou para mandar à minha cara que este blogue, que este espaço, ficou parado no tempo. Na mágoa. Naquilo que fui e já não sou. Não sei bem. Contudo, neste caminho de autoflagelação, recebi uma notícia inesperada. Triste. Assim do nada.  

Porém, hoje não é sobre mim. É sobre o Paulo. É sobre a mensagem que recebi, numa caixa de comentários do Blog do Latinha, a avisar que o Paulo tinha partido. Daí, cheguei até uma publicação no blogue "Ruminando a Caixa de Pandora", e li sobre o Paulo. Sobre a despedida do Paulo. 

Quando alguém morre, é certo e sabido, que essa pessoa passa a viver só de virtudes e elogios, como aquilo que se disse de mal no passado, se evaporasse no tempo e espaço. É um exercício egoísta e que só serve para minimizar a culpa de quem o tenha feito. Não acredito que seja o caso do Paulo, porque ele era um doce de ser humano. 

Embora a milhares de quilómetros de distância, a interação com a blogosfera e blogosgayfera portuguesa, sempre foi viva, acolhedora, simpática, cordial, sincera e honesta. O Paulo sempre mostrou disponibilidade para fazer parte, para contribuir, para estar presente e participar em tudo o que lhe fosse pedido ou solicitado. Com o seu humor peculiar, polvilhado com aquela traquinice de menino, que adoçava ainda mais a sua maneira de ser, conquistava qualquer um e era peça fundamental nesta blogosfera transatlântica. Será sempre recordado, até porque a blogosfera pode estar moribunda, mas não morreu. E o Paulo não morreu, tornou-se eterno.  


Obrigado por tudo, Paulo. Até um dia. 


Entrevista ao Paulo Braccini, para ler AQUI.


Participação do Paulo Braccini no Calendário Blogosférico de 2016 - mês de janeiro

2 comentários:

  1. Era pessoa que, sinceramente, não me dizia nada. Comentava no meu blogue. Eu, às vezes, passava pelo seu, mas nunca foi blogue que me interessasse. Não era nada de especial (para mim).

    Que descanse em paz.

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    1. O importante aqui é a homenagem, sentida. Tudo o resto é acessório.

      Que descanse em paz.

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Este blogue não é uma democracia e eu sou um ditador'zinho... pelo que não garanto que o comentário seja publicado. Mas quem não arrisca...