sábado, 21 de abril de 2018

engate

Hoje, como tenho imenso tempo livre (não tenho nada, apenas não me apetece fazer o que tenho para fazer) resolvi elaborar uma pequena lista com 5 dicas para "engate", assim em modo genérico. Ou seja, não é um medicamento de marca registada, mas o princípio activo está lá todo (ó meu Deus... esta frase era excelente para fazer tantos trocadilhos... mas vou sossegar a periquita). 

Vamos lá então isso (ou como dizem os meninos do wiwiblogs, "lètedothis"). 

Cintos apertados?

Já têm colocadas aquelas coisas amarelas, que caiem dos compartimentos secretos dos aviões, para nos dar oxigénio?

Sim?

Bora!


1. Fotografias: 

Dizem que os olhos comem. E comem. E comem muito. Portanto, escolham os melhores registos que têm de vocês próprios, sabendo porém, que não devem nada a ninguém. Quem gosta, gosta, quem não gosta, não gosta. Mas atenção: não escolham fotografias demasiadamente desfasadas da realidade (como aquelas que exibem a forma física invejável de há 2 Verões atrás), nem com 20 anos de diferença (até porque ser careca é uma condição difícil de esconder) ou com imensos filtros (um bronze artificial será sempre facilmente identificável). Isto tudo porquê? Porque ninguém gosta de ser enganado, ou ser "comido" por parvo. A malta pensa, se mente por causa de uma fotografia, o que será capaz de fazer mais? E se depois haviam expectativas positivas para algo mais, esqueçam lá o algo mais. 

Depois, se acho compreensível fotografias "sem cabeça" em aplicações de encontros mais explícitos (como o Grindr, o Badoo, o Gayromeo, o Manhunt, o Gaydar - ainda existe?), não encontro argumentos para que esses mesmos registos sejam de terceiros. É pah, se ainda assim, não quiserem utilizar fotos cortadas, com medo de ser identificados, coloquem um pé, um dedo, uma mecha de cabelo. E não, não estou a defender armários, caixinhas ou tupperware's, apenas constato um realidade. Até porque nem todos gostam de se expor da mesma forma - e cada um mostra o que quer, onde quer e como quer.  

Adiante. Fotografias com amigos/as: não (só no Facebook ou Instagram). Fotografias onde parece que estamos desfigurados, pelas caretas que fizemos à nossa amiga, que nos tirou aquela "preciosidade": não (temos imenso tempo na vida para parecermos deficientes). Fotografias demasiado formais: não (para isso existe o Likedin). Fotografias com um sorriso: sim (oh yes, embora esta dica seja meramente pessoal, porque eu valorizo bastante uma boa dentadura). Fotografias a "nu": guardem para mais tarde. Até porque a curiosidade matou o gato, e se queremos "matar" o gato mais tarde, é melhor guardar o "fiambre" para o fim. Nada contra mostrar, trocar, etc, mas façam-no de uma forma o-mais-natural-possível e se sentirem que há abertura do outro lado (abertura no sentido de sentirem que a outra pessoa está afim e não de querer levar com ele). Escrever "olá" e espetar de seguida uma fotografia do rabo ou da pila, não me parece que vá causar a melhor impressão do mundo, mas pronto - e sim, mesmo que a outra pessoa só esteja afim de uma valente queca. 

E finalmente não utilizem fotografias com frases inspiradoras, gatinhos, motos ou carros: não. Até porque não estamos propriamente no campeonato do OLX, ok? 


2. Verdade: 
Digam a verdade. Não inventem, não imaginem e não se dêem ao trabalho de criar uma vida dupla porque dá sempre asneira - se quiserem, obviamente, avançar para outras fases mais presenciais. Se não quiserem ser verdadeiros sobre determinados assuntos mais pessoais, ok, sem stress, basta não mentir ou criar factos alternativos. Já nos basta um Trump, ok?  


3. Educação: 
"Olá" e "obrigado" é fundamental. Deixar de responder, interagir ou bloquear, é uma opção, mas a máxima "faz aos outros, aquilo que gostarias que te fizessem" parece-me adequada nestes casos. 
Saber levar uma tampa é essencial. Por mais que custe ler/ouvir um "não", há que compreender que não somos os mais "gostosos" do planeta. E como já escrevi acima... não podemos agradar a toda a gente. Portanto, temos que ter poder de encaixe para evitar as mensagens em série do: "Estás ai?" "Não me respondes porquê?" "És um idiota, eu sei que estiveste online há 3 minutos atrás". Há que saber esperar e se tiver que acontecer, irá acontecer - eu estou a escrever isto, mas não sou nada assim... sou demasiado stressado com tudo na vida e não tenho calma para nada, mas não custa tentar passar uma mensagem de tranquilidade, não é? #eutenhoumbudadentrodemim 


4. Demasiada informação: 
Contar demasiados pormenores é dispensável. Ninguém quer saber sobre o pé partido da tia Carlota, que caiu quando ia dar milho às galinhas. Ninguém quer saber do Diogo, que nos deu uma tampa enorme, porque apenas queria sexo e que é hetero, e por quem nós nos julgávamos apaixonados. E ninguém quer mesmo saber, se o nosso patrão bebe café com adoçante ao invés de açúcar. E finalmente, por favor: não contem a meio de uma conversa sobre macarons, que estão de diarreia há uma semana.   


5. Fazer de Maria Helena:
"Manuel?" 
"Conheço esses calções... eh eh eh" 
"Acho que te vi no terceiro piso da empresa onde trabalho"
"Não és o irmão da Ana, que andava comigo na ginástica no 11.º ano?"

Bom, se querem ter uma abordagem mais... de "stalker", ao fim de duas linhas de texto ou de 1 fotografia e meia trocada... be our guest. Depois não se queixem. Acho porém, que ninguém gosta de sentir demasiado "pressionado" ou de se sentir "observado". Estar constantemente a sofrer investidas do "mas não te conheço daqui?", e "daqui?" e "de acolá?" é aterrorizador. Se querem adivinhar coisas, porque não tiram um curso de astrologia? Basicamente estão no sitio errado.   

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