
sexta-feira, 17 de abril de 2026
marco pigossi

quinta-feira, 16 de abril de 2026
pensamentos
Às vezes, penso que seria muito mais fácil, arranjar um amante, que fosse casado com uma mulher. Encontrávamo-nos ocasionalmente, não haviam cá cobranças, não me fodia a cabeça (fodia outras coisas) e poupava-me a comportamentos de diva, Estou mesmo fartinho de gays até à ponta dos cabelos que não tenho. E, pronto, já desabafei. Agora, acho que vou comer um pão com chouriço, já que não há do outro. Sim, vou furar a dieta, mas esta barriga também não cresce sozinha, não é, meus amigos?
Vá, estou super doente (por causa das mudanças do tempo), e ontem andei na rua, ao sol, a trabalhar - e não, não tenham vibes de Pretty Woman, até porque não sou "pretty", nem "mulher", nem da "vida". Estou sem voz e a resistir à tomada de antialérgicos. Se serei forte e aguentarei? Não sabemos. Vamos aguardar pelos próximos episódios. Mais ou menos, como vão ter de esperar para ver com quem a Quinita se vai amantizar.*
*piadinha básica sobre o programa da SIC, "Casados à Primeira Vista", que não assisto, mas conheço, porque não vivo numa gruta.
terça-feira, 14 de abril de 2026
gajos
Tipo, eu gosto de mais novos, aliás, sempre gostei, mas 19 anos não é ser mais novo que eu. É ser uma criança. Logo, nas aplicações de encontros, nem respondo, para não alimentar a cena.
Peço desde já desculpa, se ofendi alguém.
sexta-feira, 10 de abril de 2026
conceitos
Este conceito, inscreve uma tática de manipulação emocional, que tem como objetivo desestabilizar a vítima, psicologicamente. Tal como outras formas do género, nem sempre são percetíveis os comportamentos tóxicos e abusivos, praticados pelo manipulador.
O termo foi criado, tendo por base a longa-metragem “Gaslight”, de 1944 que, em português, recebeu o nome de “Meia-Luz”, traduzindo-se na verdade, e literalmente, como “Luz à Gás”. Neste filme, um homem tenta convencer a esposa, de que ela está desequilibrada e a ficar louca, sendo que para o efeito, esconde os seus objetos pessoais e vai mudando as luzes (a gás) da casa. Quando questionado sobre os factos, ou se tem responsabilidade em algo, ele nega, e tenta convencê-la que é tudo fruto da sua imaginação.
O contexto, em que esta patologia costuma acontecer mais frequentemente, é num relacionamento abusivo, mas o gaslighting pode ocorrer em qualquer outra forma social (incluindo a profissional).
segunda-feira, 6 de abril de 2026
sábado, 4 de abril de 2026
sábados
Ginásio, ontem? Mentira. Fiquei o dia todo a vegetar em casa, mas hoje, para não acontecer o mesmo, já tenho tudo arrumado e estou pronto para sair. Em minha defesa, apenas alego, que estava mesmooooo, mas mesmooooo, mas mesmooooooo, muito cansado. Talvez encontre por lá, alguém que me convide para ir tomar um copo hoje - não vai acontecer, estou só a fazer-me de coitadinho. Não acredito que alguma vez na vida, vá conhecer alguém através do ginásio. Sou demasiado enconado e os outros, nunca na vida se aproximariam de mim, para isso.
Entretanto hoje já rapei o cabelo, dei um jeito na barba, vi vídeos de casais gays tugas no TikTok (que são miúdos, mas parecem ter a vida toda feita, com casas compradas e tudo - abençoados progenitores) e almocei com os meus pais. Para mim é importante dar-lhes trabalho, principalmente ao fim-de-semana, porque vejo que a cabeça melhora (a deles). Como têm de ir às compras, pensar em quantidades e fazer algumas refeições, permite estimular o cérebro e adiar a decadência própria da idade. Porque se fosse só para eles, seria sopa e pão. Ah e novelas turcas. Mas não pode ser. Eles têm de se manter ativos o mais possível e no maior tempo possível.
Antes de escrever esta singela publicação, ainda comprei uns ténis online para o ginásio (chegam quinta-feira à loja) e estou aqui a fazer tempo para ir treinar. Sim, os exageros dos últimos dias, incluindo os 500 quilos de amêndoas de chocolate, têm de ir a vida. Dê por onde der. Mas antes de sair, ainda vou fazer uma publicação para o Instagram! E vocês meus caros, aproveitem, e antes que o combustível fique a 5€/litro, deem um passeio'zinho. Está um dia lindo.
Até logo! Ou até amanhã! Não sabemos ainda nesta fase como vai ser.
sexta-feira, 3 de abril de 2026
pós-dates
Acho que correi bem. Foi agradável. A conversa fluiu normalmente e quando veio a conta disse que era para dividir (AHAHAH, e apesar de continuar com a minha teoria, "de quem tem interesse paga", neste caso, como as coisas estão esclarecidas, julgo que não se aplicará). Despedimo-nos com um aperto de mão, e pedi, para quando chegasse a casa, me dissesse, para saber que estava tudo ok. Trocámos mensagens, disse que tinha curtido, e ele disse-me que eu era muito neutro e portanto não tinha conseguido perceber se eu estava a gostar ou a fazer um frete. Disse que era cool repetir e ele também.
Talvez seja isto que afinal procure. Isto é, uma conversa, uma refeição, uma partilha de pedaços da vida quotidiana. Foi tranquilo, não houve drama sobre nada, cada um foi à sua vida depois e dormi sem pesadelos. Não falei do meu ex-namorado, não me queixei do mundo e não me apeteceu chorar. Foi tudo na maior normalidade possível, até mesmo quando a senhora do restaurante disse "pois, os casais às vezes dividem a conta e noutros casos há um que paga, nunca sei a dinâmica", não entrei em pânico, com medo que as pessoas tivessem percebido que estávamos num encontro, ou assim. Sei lá. Achei conceito.
E pronto. Foi isto. Hoje queria ver se ia ao ginásio de tarde e descansar ainda mais, porque me tenho sentido super destruído estes últimos dias.
Uma Boa Páscoa a todos que por aqui passam. E porque não dizê-lo também, a todos os que já o fizeram no passado.
quinta-feira, 2 de abril de 2026
dates
Entretanto, daqui a bocado, vou voltar aos dates, com um rapaz que tem metade da minha idade. Logo, e em teoria, podia ser meu filho, embora ele me tinha respondido - porque lhe disse isso: "pois, mas não és meu pai, nem eu queria enrolar-me com ele".
Estamos alinhados na cena, isto é, não procuramos namoros (ou relacionamentos), queremos só conversar, dissecar a vida e ouvir as experiências de cada um. Estamos a falar de um miúdo, que saiu de casa aos 18 anos para "ser gay", e que vive sozinho desde essa altura, apenas, e exclusivamente, com o seu salário. Acho que terá uma boa história para contar, e eu preciso de histórias para ouvir. Eu falei num café, ele contrapôs com um jantar. Tenho algum receio de primeiros encontros, que demorem muito tempo, porque se algo correr mal, ou se algum achar o outro um "frete", não dá para atalhar caminho e deixar as coisas a meio.
Obviamente, e é claro, que se nota às vezes, alguma imaturidade nalgumas coisas (nem podia ser de outra forma, julgo eu - porque a vida tem de ser vivida, para termos perspetiva sobre ela), mas isso não impede que jantemos juntos. Que falemos. Ou que fiquemos amigos, se isso tiver que acontecer. É muito educado, e sinto que existe alguma preocupação quando fala comigo. Isto é, pergunta "se pode" enviar uma fotografia, por exemplo, ou se está a "invadir o meu espaço" ou a "abusar de alguma forma". Considerando as pessoas que conheci no passado, e que voltei a tentar conhecer depois de ter ficado solteiro, tenho a confessar, que no mundo gay'tuguês, não estou habituado a estas formalidades e cuidados.
Não conheço é ninguém de jeito para lhe apresentar no futuro, caso ele venha a procurar um relacionamento. Mas isto é a minha veia de Teresa Guilherme já a funcionar e a colocar a carroça à frente dos bois. Vamos com calma, então.
E sim, o primeiro contacto foi no Grindr. Caso estejam a pensar onde foi.
amor, passados e dinheiro
Estava agora a ver as fotos do Marco Mercier e do namorado, o ator Luís Garcia, no Instagram, porque estiveram no mega hotel L'and Vineyards, em Montemor-o-Novo, e vem-me à memória, o fim-de-semana romântico que organizei por lá, onde gastei quase um rim e cuja valorização foi zero. Quer dizer, zero não, abaixo de zero. São estas alturas, que me fazem acreditar que devíamos ter uma política de devolução. Ou então, de reembolso, que aquele dinheiro dava-me jeito agora ir de férias.
terça-feira, 31 de março de 2026
as séniores no ginásio | agachamentos
Estão as atletas séniores do costume, no sítio do costume, a fazer um dos treinos do costume (só as vejo fazer costas e pernas, e hoje, eram pernas), quando chega o amigo gay sénior, e atrás delas começa a dizer:
- Vão mais abaixo, têm de descer mais. Isso assim não é nada! Parece que não têm amplitude para descer mais. Têm que deixar mais. Baixar esse rabo. Cuidado com os joelhos. Não estejam a fingir que estão a fazer. Se eu consigo descer mais e empinar o rabo, vocês também conseguem.
Talvez tenha falado a voz da experiência. Não sei.
segunda-feira, 30 de março de 2026
idiotices
Se não querem nada comigo, se não sirvo para o que quer que seja, se já me rejeitaram no passado, e voltam a fazê-lo agora no presente, juro que não entendo a puta das birras que fazem, a roçar uma crise de ciúmes, que é só estúpida e sem sentido, numa merda de discussão por mensagem que não é coerente com o que se diz. Não querem, não querem, há que viver com a tal rejeição, mas poupem-me às vossas cenas idiotas. Dass. Fartinho de homens até à raiz dos cabelos (que não tenho). Fónix.
sexta-feira, 27 de março de 2026
pequenos gestos
Há pouco, estava uma senhora a querer passar na passagem de peões. De lenço colorido na cabeça, cheia de sacos, era impossível que fosse invisível. Mas a verdade, é que nenhum carro parava, e a senhora não conseguia sair dali. Eu já a tinha visto, quando entrei na reta, e quando cheguei à zona da passadeira, parei o carro. E esperei. Passados alguns segundos, ao meu lado, parou outro carro (a estrada tem duas vias para cada lado), e a senhora, ainda que a medo, conseguiu fazer o atravessamento em segurança. Estava tão feliz, porque tínhamos parado (era a nossa obrigação), que sorriu de orelha a orelha, disse-nos adeus várias vezes com um brilho nos olhos, e pelos lábios, perceberam-se vários obrigados. E eu sorri de volta - e mostrei os mais de 10 mil euros, que gastei nos dentes de bom grado.
Por vezes é tudo tão simples, que não sei porque é que vivemos de complicação em complicação.
cenas do passado
Ao reler algumas coisas que escrevi aqui, especialmente sobre o Miguel - e o facto de ele me ter dito que não queria ser meu amigo, porque já tinha amigos a mais, e um comentário do Mark "de que estou sempre a falar nele", acho mesmo que posso concluir que fiquei traumatizado a respeito - e que o mencionei demais no blogue. Será que é falta de amor-próprio? A verdade, é que sempre senti um bocado a pressão social nesta matéria e quero sempre perceber o motivo pelo qual fui rejeitado. Acho que vou falar disto à psicóloga, para tentar perceber porque raio dou tanta importância a isto. É que não faz sentido nenhum.
treinos
Eu adoro ir ao ginásio e fazer musculação. Adoro a sensação de ter finalizado um treino, sair dali de banho tomado e arrumadinho para ir trabalhar. Sinto-me realizado. Satisfeito comigo próprio, por ter cumprido algo. Não vou ali para socializar, pelo que não tenho amigos feitos neste contexto, e tenho aplicar-me sempre. Sempre.
Mas esta semana... não consegui finalizar um esquema completo (exceto no treino de pernas), e o que fiz, tenho a plena consciência, de que a técnica podia ter sido bem melhor. Não estou assim desmotivado, vá, portanto não sei o que se passou. Demorei mais tempo que o habitual e fiz menos coisas. Será apenas cansaço? Ou preciso de motivações extra? Não sei, preciso de ter vistas mais agradáveis, como o menino-mais-lindo, que de vez em quando treina na mesma hora que eu (hoje foi dia), que me rouba os pesos, mas que eu consigo perdoar, porque é mesmo um dos gajos mais lindos, que vi na vida? Mesmo que ele ainda seja mais antipático que eu no ginásio - como se isso fosse possível?
Tantas questões, e tão pouco tempo para as analisar.
quinta-feira, 26 de março de 2026
vida
Ao reler este blogue, e tudo o que aqui já escrevi, curiosamente, fico cheio de esperança no futuro, e renovo as saudades de muitas pessoas e situações da minha vida passada. Talvez um dia, quando desaparecer para sempre deste plano físico, alguém, lá para o ano de 2896, encontre este espaço e me faça continuar a viver de alguma forma.
Também concluo, que aos 45 anos, estou bastante diferente do bloguer de 2015 (35 anos). Isto passa de facto a correr. E por isso, não podemos perder (mais) tempo.