quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

homem ideal

Tendo em conta o meu passado recente, não-vou-mexer-uma-palha em relação a homem* nenhum, a não ser que ele: 

- seja mais alto que eu (o que não é difícil, porque tenho 1.69); 

- seja musculado/definido de corpo; 

- goste de ir ginásio, mas não comigo; 

- tenha olhos claros, podendo ter cabelo loiro ou não (fetiches tótós), 

- que se ria das minhas piadas parvas; 

- goste de dançar; 

- goste de música (sem preconceitos); 

- goste de comédias românticas; 

- goste de ir museus de arte (de qualquer tipo); 

- goste de História; 

- goste de ler romances históricos; 

- adore viajar; 

- seja tarado q.b. e não seja assexuado; 

- seja capaz de dialogar, falar e ser honesto sobre as coisas; 

- e que não largue a mão na primeira dificuldade (incluindo doenças graves). 


NOTA: Eu sei que ninguém quer saber disto para nada, mas fica já o aviso à navegação ou a hipotéticos pretendentes. 


EDIT: 17h00m | 18/02/2026: convém ter umas das profissões mencionadas AQUI


*Esta é apenas uma publicação parva, com o objetivo apenas de entretenimento, até porque, quase aos 46, anos sei que não se encontram pessoas por listas. É apenas um exercício pessoal fútil, mas também assim, tenho a certeza absoluta que não entra mesmo, mais ninguém na minha vida. ESTOU FARTO! Ah e nenhum dos meus ex-namorados corresponde a 100% do que descrevi - até eram todos diferentes entre si. 

blogo

Andei hoje, nos confins da blogo. Credo. Está tudo morto. A quantidade de blogues ao abandono é assustadora. Bem sei que hoje tudo se passa nos Instagram's e TikTok's desta vida, porque passou tudo a ser muito mais visual, imediato e descartável, mas ainda assim, continuo a achar poucochinho. Continuo a considerar que todos merecemos mais. Mais conexões. Mas empatia. Mais conversas reais, desprovidas de interesses escondidos, mais séries românticas e menos porno. Contudo, isso não quererá dizer, que não exista espaço nas nossas vidas para coisas mais mundanas, apenas quero demonstrar que essas mesmas coisas não devem ser o farol que nos guia. Pelo menos, eu, penso assim. 

Voltando à blogo. Por curiosidade, regressei ao blogue da Pipoca mais Doce, cuja última publicação data de 2 de maio de 2024, com um singelo "Buh!". Antes disso, a publicação imediatamente anterior que podemos ali encontrar, acontece a 8 de março de 2021. Talvez tenha sido por esta altura, mais ano menos ano, que a blogosfera começou a morrer de vez. 

Quando iniciei este projeto em 2012, e andei a pesquisar blogues para seguir, dentro da temática LGBTI+, verifiquei que não existiam muitos, sendo que outros tantos também tinham sido abandonados até então. Curiosamente, os sobreviventes em 2026, são aqueles que comecei a seguir em 2012. O Mark, o Francisco e o Silvestre. Antes deste três, seguia o Limite do Oceano (noutro blogue) e o we'll always have paris, do Pedro, que entretanto também deixaram de escrever. Eu sei que o tempo não volta atrás, mas o que me apaixonava nos blogues, era a realidade com que se partilhavam momentos pessoais, muitos sem expetativa de reação, mas quando esta acontecia, era gerada uma "conversa", um "debate",  que enriquecia quem participava ativamente ou quem apenas era espetador. Às vezes nem era preciso escrever um tratado, bastava um desabafo, como este que partilho abaixo da Pipoca, atual (apenas sobre a chuva) nos dias de hoje:

Fonte: Blogue Pipoca mais Doce


E vocês? Saudades da antiga blogosfera? Ou nem por isso?



desabafos

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh! E antes de ir comer o meu bife de frango grelhado com arroz branco, só um pequeno desabafo: ter "dates" e conhecer pessoas, com a minha idade (quase 46 anos), é uma merda. Os nossos referenciais são outros, as nossas formas de ver a vida também, e a paciência para aturar merdas nem se fala, sendo que hoje em dia, gays para conhecerem outros gays, sem ser para sexo, é uma aventura. Quem diria que seria tão difícil arranjar amigos nesta fase da vida. Portanto, quando a psicóloga me perguntou se eu me sentia "diminuído" face aos outros, acho que lhe devia ter respondido que não, que apenas sinto que não tenho nada em comum com os gays. Pelo menos em Portugal.     

quotidiano pós-carnaval

Graças à medicação (para as alergias), ando com um humor de cão. Eu bem aviso as pessoas, mas estas acham que não estou a falar a sério... e depois ficam surpreendidas com as respostas. Sou mesmo um tipo intragável quando estou assim. Mas o que fazer? É esperar que o efeito passe. 

Ontem tive mais uma sessão de terapia, e estava com algum receio de como me iria comportar, tendo em conta o que contei no parágrafo precedente. Avisei logo a psicóloga ao inicio "do evento", não fosse dar uma patada, assim do nada. E é claro, que a meio da sessão, já estava a ficar em ponto de rebuçado com as coisas que ela me dizia, e as 1000 perguntas sobre o mesmo tema, mas mesmo assim até que aguentei bem. Mesmo depois dos 30 minutos de atraso face à hora marcada da consulta. Mas retive parte da mensagem de que "eu me contentava com pequenos sinais, que me davam esperança, mesmo eu dizendo que não queria mais" e que "a ansiedade mata. Estás a ouvir, a ansiedade mata!".  

Entretanto abri o site da TAP, e marquei uma viagem no primeiro fim-de-semana de julho para Madrid (coincide com o Pride). Só não reservei alojamento, porque está tudo pela hora da morte. Bom, mas irei? Em julho veremos. 

E agora vou almoçar, não porque tenha muita fome, mas porque tenho de cumprir as calorias da dieta. Volto mais tarde. Voltem também. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

segunda-feiras

Sobrevivi ao fim-de-semana! Quer dizer, mais ou menos, porque acabei por ficar constipado e já estou a comprimidos. Uma pessoa nunca pode dizer que está bem... Fónix.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

sexta, treze

E chegámos, a uma sexta-feira, treze. Para o mês quem vem (março), chegará outra. Só não estará colada ao dia dos namorados, que é já amanhã. Portanto, o drama será menor. Mas será mesmo? 

Não será isto tudo, um sinal divino? Será que os solteiros, não devem ter um especial cuidado com os gatos que lhes vão aparecer à frente? Não vá ser algum gajo do demónio, disfarçado? Pelo sim, pelo não, vou mas é ficar fechado em casa, para não ter o azar de ceder a alguma tentação, mais ou menos, avisada. Porque de gajos giros, perdão, gatos, anda o mundo cheio. E não é necessariamente uma coisa boa. Mas também, seja como for, sempre fui mais uma "dog person". Ão, Ão. 

Assim sendo, deixo ficar uns votos de Boa Sorte, para quem andar por ai, hoje, à noite, a fazer cenas mais-ou-menos condenáveis. Ai espera. Rewind. Não posso escrever isto, porque me vão acusar logo de ser conservador. Bom, façam o que façam, façam-no de uma forma consciente e que vos garanta alguma felicidade. O resto é conversa. Até porque também, neste fim-de-semana, começa o Carnaval... e nesta quadra já se sabe... ninguém leva a mal. 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

datas

Uma pessoa entra na blogosfera, e os resistentes aqui do pedaço, fazem publicações para me relembrar que amanhã será sexta-feira 13, e que no sábado, 14, é dia dos namorados.

*Ex-Namorado a revirar os olhos* 


Vocês só me dão notícias tristes, pah

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

números

 O blogue em números no Instagram.

carolina cardetas - poetas

"Isto" está muito acima da média.

dúvidas

 Noutros tempos existia o Manhunt

Agora existe o quê?* 



É para um amigo. 



*Sem ser o Grindr ou o Tinder, ou outra merda acabada em inder.

estados

Existem os politraumatizados, e também, os gay´traumatizados, que é o meu caso concreto.


Achei por bem partilhar, este meu pensamento, mais ou menos profundo.


Bom dia! 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

bad bunny's | super bowl halftime show


Gostei. Mas pelo hype, esperava mais. 


Podem assistir AQUI! 


mensagens

 Entretanto, recebo a seguinte mensagem no Grindr:

- Olá tudo bem? Que procuras?


Como pessoa educada que sou, respondo: 

 - Tudo bem e ctg? Não procuro nada para já, nem no imediato. 


*Block* 


THE END.


desabafos - exposição corporal

A blogosfera está mesmo a passar um período muito penoso, com falta de projetos que a mantenham ligada à máquina. Vivemos sem dúvida, e como já escrevi imensas vezes, numa época que a imagem é tudo. Aquela "cena" de que os "olhem comem" é tem dúvida o mote para esta nova era. Não é de estranhar portanto, que a blogaysfera também tenha acompanhado a tendência geral e se tenha espalhado pelo Instagram, OnlyFans e Twitter. 

Além de ser uma pessoa muito visual (sempre o fui), também sou muito voyeur, mas consciente disso, e contra mim falo, tenho que aceitar que já estamos a entrar no exagero da "coisa". A nossa capacidade de imaginar e fantasiar, está a ficar comprometida. O erotismo está a perde-se na espuma do óbvio. Porque além da preguiça mental, que nos começa a invadir (e portanto acabamos por perder qualidades em dissecar os assuntos), a indiferença começa a ganhar terreno. Ou seja, aquela crush do Instagram por quem nós suspiramos, mais tarde ou mais cedo, ou acaba toda despida no Twitter ou no Onlyfans. Ou nos dois. Sozinha ou acompanhada. E nós, apenas conseguimos pensar; "ah sim, mais um", perdendo-se assim, um qualquer interesse utópico e/ou platónico, porque aquele momento de imaginação mais atrevida acaba por desaparecer para sempre. Está visto, está feito, está "morto"

Uma das pessoas que mais tem resistido, a este mundo fácil do dinheiro e adoração social, é o israelita Eliad Cohen. Talvez por isso, a capacidade de imaginar o que esconde a sua sunga, o tenha aguentado tanto tempo na ribalta. Parece-me que no dia que o seu "pito" for revelado, acabará por diminuir o interesse no que à fantasia diz respeito. Ou pelo menos, se a exposição corporal for controlada, poderá garantir uma maior base de fãs - mesmo com a ajuda de um nude ou outro. Mas se for algo continuado, e com uma dimensão cinematográfica de filmes para adultos, acho que poderá ser um efeito de indiferença. Acabará por ser apenas mais um, num mundo onde todos batalham pela mesma audiência - mas que atingirá um ponto que não chegará para todos. E embora seja algo que ache que nunca faria, não sei o dia de amanhã - e como não quero ser como aquele personal trainer gay português pseudo-famoso das redes sociais, que afirmou em tempos que "o OnlyFans era para atores pornográficos de 5€", e onde acabou por se estabelecer com o namorado a fazer também esses filmes caseiros - não quero cair no erro de dar lições de moral. Cada um sabe de si.   


Mas as perguntas que ficam são: será que a fantasia e a capacidade de imaginar, ficam comprometidas com tanta exposição corporal, ou apenas faz aumentar o desejo? Não será melhor salivar pelo "presente", para desembrulhá-lo na altura certa? Ou será indiferente? Ou mostrar só às pessoas certas é que fará sentido? Ou mostrar a toda a gente, desde que se pague, porque toda a gente tem um preço?   

only-cenas


"Portugueses gastam 22 milhões de euros no OnlyFans em 2025".


in Jornal Expresso, 08/02/2026 


Se eu tivesse alguma coisa para mostrar, se calhar ainda arriscava. É que isto de trabalhar para aquecer já teve os seus dias. E 22 milhões de euros, é muito euro junto.